Você está aqui: Capa » Dicas... » Como agir em defesa do meio ambiente

Como agir em defesa do meio ambiente

————————————————————————————-

Esta pequena seleção eu retirei de dois livros: Meio Ambiente: A Lei em Suas mãos Meio Ambiente: Aplicando a Lei, dos autores: Estela Neves e André Tostes (que foi meu professor na especialização), da Editora Vozes, Petrópolis, 1992 (ambos).

Os livros estavam esgotados na época, acho que ainda hoje. Têm dicas interessantes de como agir caso saibamos de algo, o que nem sempre sabemos o que fazer né?

Não entendo muuuuito do assunto, então se houver algum erro, ou mesmo atualizações, pode comentar que eu conserto.

Divirtam-se…

O que é PODER PÚBLICO…

Essa expressão abrange o conjunto de órgãos investidos de poder, autoridade para realizar os objetivos do Estado.

Quem tem COMPETÊNCIA PARA CRIAR LEIS de defesa do meio ambiente…

No Brasil, os três centros autônomos de poder (a União Federal, os Estados e os Municípios) podem produzir normas jurídicas sobre meio ambiente. É uma competência comum aos três. Mas atenção: comum não á sinônimo de igual. Estas competências são de diferentes naturezas: a União pode produzir normas gerais, os estados podem criar normas de âmbito regional, e os municípios podem criar regras dentro do campo de interesse local.

O que é PATRIMÔNIO AMBIENTAL…

A Constituição federal diz que o meio ambiente é um bem de uso comum do povo. Isso quer dizer que o meio ambiente tem valor, é uma riqueza social que não pode ser individualizada. O Poder Público é o seu guardião. Somente ele dispõe dos meios para garantir a proteção desse bem. Estas riquezas, ou bens ambientais, tanto podem ser concretos (florestas, rios), quanto imateriais (a história de uma comunidade, sua cultura, seu conhecimento do lugar onde vive), representados em manifestações artísticas concretas.

O que é INTERESSE DIFUSO…

O meio ambiente é considerado um bem de interesse difuso. Isso quer dizer que une pessoas não muito bem identificadas: os usuários da água de um rio, os consumidores de uma mesma marca de extrato de tomate, etc.

O que é DANO AMBIENTAL e RESPONSABILIDADE OBJETIVA…

Dano ambiental quer dizer estrago, prejuízo ao meio ambiente ou algum de seus componentes. Em 1981, a lei no 6.938, instituiu o princípio segundo o qual os responsáveis por danos causados ao meio ambiente devem ser responsabilizados e obrigados a reparar o estrago. Esta lei previu uma ação específica para a cobrança dos danos, que foi regulamentada em 1985 pela lei no 7.347: a ação civil pública. A partir dela, a situação dos agressores pode mudar radicalmente: basta que se comprove a existência do dano e se identifique o causador. Não importa que tenha havido intenção de dano, que tenha sido sem querer. A esta responsabilidade, que independe da vontade do causador, mas que se prende aos efeitos de seus atos, se chama responsabilidade objetiva.

Principais DIREITOS e DEVERES da legislação ambiental brasileira…

Os deveres relativos ao meio ambiente recaem sobre o Poder Público e a sociedade. A Constituição federal afirma que são ambos responsáveis pela defesa do meio ambiente. Alguns deveres cabem exclusivamente ao Poder Público, outros a ambos. O Estado não pode deixar de cumprir com uma responsabilidade considerada sua, ao contrário do cidadão, que pode deixar de exercer algumas responsabilidades, abrir mão delas, das que não são obrigatórias por lei. A lei diz expressamente que se houver omissão de autoridade pública, configura-se crime.

São os principais DIREITOS do CIDADÃO:

- Direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado;

- Direito de estar informado sobre a situação do meio ambiente e sobre a ação do Estado em sua defesa;

- Direito de ter reparados os danos ao meio ambiente, penalizando o responsável e ressarcidos os prejuízos;

- Direito de se educar sobre as questões ambientais;

- Direito de ter áreas especialmente protegidas;

- Direito de ter o ambiente adequado à sua saúde.

São os principais DEVERES do CIDADÃO:

- Defender o meio ambiente junto com o Estado;

- Respeitar as regras existentes;

- Dever de recuperar o meio ambiente degradado para todos os que explorarem recursos minerais;

- Os que tiverem condutas consideradas lesivas ao meio ambiente sofrerão punições e serão obrigados a reparar os danos causados, independentemente das sanções penais e administrativas;

- Dever de observar a defesa do meio ambiente para todos os que exploram atividades econômicas;

- O dever de garantir saúde é estendido às pessoas, à família, às empresas e à sociedade.

São os principais DEVERES do ESTADO:

- Defender e preservar o meio ambiente, de modo a mantê-lo ecologicamente equilibrado;

- Preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais; prover o manejo ecológico da espécies e dos ecossistemas;

- Preservar a integridade do patrimônio genético do país e fiscalizar as entidades dedicadas à pesquisa e manipulação de material genético;

- Dar acesso à informação sob sua guarda: a sociedade tem o direito de receber do estado informações sobre as condições atuais e futuras do meio ambiente e sobre as suas ações em defesa do mesmo;

- Definir espaços territoriais e seus componentes a serem especialmente protegidos; disciplinar e fiscalizar seu uso (Unidades de Conservação);

- Exigir Estudo Prévio de Impacto Ambiental (EIA-RIMA) de atividade potencialmente causadora de impacto ao meio ambiente e dar-lhe publicidade;

- Controlar a produção, a comercialização e o emprego de técnicas, métodos e substâncias que comportem risco para a vida, a qualidade de vida e o meio ambiente;

- Promover a Educação Ambiental em todos os níveis de ensino;

- Identificar as terras devolutas necessárias à proteção dos ecossistemas naturais, pois são indisponíveis – Estas terras, quando necessárias à proteção de ecossistemas naturais, não podem ser vendidas ou cedidas para outra utilização; As terras devolutas são terras públicas, das quais se perdeu a referência por ausência de titulação, que não receberam ainda qualquer uso público.

- Localizar usinas com reator nuclear através de lei federal – localizar um empreendimento desta natureza resulta na criação de uma situação e uma área de risco;

- Respeitar o caráter inalienável das terras dos índios, preservar seus recursos ambientais, demarcar e impor respeito aos seus bens;

- Os serviços de saúde são considerados de relevância pública e o sistema Único de Saúde deve colaborar na defesa do meio ambiente;

- O Estado deve criar normas para a atividade econômica de acordo com a defesa do meio ambiente;

- Defender os conjuntos urbanos, sítios de valor histórico, paisagístico, artístico e científico, e criar instituições em defesa do patrimônio cultural.

Os instrumentos para fazer a lei valer…

- Propor novas regras jurídicas

- Licenciamento ambiental

- Licença prévia (planejamento, projeto)

- Licença de instalação (construção)

- Licença de operação (funcionamento)

- EIA-IMA

- Criação de Unidades de Conservação

- Desapropriação

- Tombamento

- Benefícios e Incentivos Fiscais

- Zoneamento

- Fiscalização

- Solicitar e Fornecer a órgãos públicos informações

- Ação Civil Pública de Responsabilidade por Danos ao Meio Ambiente

Ação Civil Pública de Responsabilidade por Danos ao Meio Ambiente…

Cuida da defesa dos interesses difusos. Serve para pevenir dano ambiental, apurar a responsabilidade, medir o valor do dano e determinar a recuperação do meio ambiente. É, por excelência, um instrumento de participação da sociedade na defesa do meio ambiente. Podem propor uma ação civil pública a União, os estados, os municípios, empresa públicas, sociedades de economia mista e associações civis representativas. O Ministério Público estará sempre presente – seja como autor da ação, seja partilhando a autoria com outro, ou atuando como fiscal da lei. Qualquer pessoa pode acionar o Ministério Público, informando-lhe fatos sobre danos ao meio ambiente que justifiquem a ação.

NA HORA DE FAZER VALER SEUS DIREITOS…

Você é testemunha de uma agressão ambiental. Por onde começar? A quem recorrer?

- O primeiro passo é a denúncia aos órgãos responsáveis pela defesa do meio ambiente, de modo a fazê-los agir.

- De preferência, junte-se a uma associação civil que tenha entre seus objetivos a defesa do meio ambiente. É ela que pode agir mais rapidamente.

- Pesquise, no lugar onde mora, as instituições a que recorrerá em um caso de necessidade: Organizações não governamentais (ONG’s) e Associações de Bairro.

- Busque um promotor de Justiça, parra acionar o Ministério Público.

- Faça uma petição de providências junto a todos os órgãos que tenham atribuições sobre o problema.

- Não deixe de lado outras fontes de mobilização, como a imprensa, o rádio e a televisão, e os partidos políticos.

- Se for o caso de propor uma ação civil pública, a documentação é um elemento essencial. Dependendo do problema, tome a iniciativa de documentar a agressão, com fotografias, coleta de amostra, entre outros.

Há dois caminhos para se iniciar uma ação civil pública de responsabilidade por danos ao meio ambiente:

a) Um deles é acionar diretamente a Justiça, por iniciativa de uma associação representativa da comunidade;

b) O segundo caminho é procurar o Promotor de Justiça, para que ele faça o Ministério Público tomar a iniciativa da ação.

A quem pedir informações:

Há duas instituições especialmente importantes nestes casos: o Ministério Público (Promotor de Justiça) e a OAB.

————————————————————————————-

Dindin:

Veja o preço de diversos livros de DIREITO AMBIENTAL e saiba mais sobre o assunto! (BuscaPé)

.

————————————————————————————-

Sobre Declev Dib-Ferreira

Declev Reynier Dib-Ferreira é professor, biólogo, educador ambiental, especialista em EA pela UERJ, mestre em Ciência Ambiental pela UFF, doutor em Ciências pela UERJ.

34 comentários

  1. Obrigado pelo link.
    Gostei muito do blog. Vou ficar de olho nas próximas postagens.
    Abraços ambientais

  2. Obrigado, Marco, volte sempre.

    Valeu, Dayan, vou até colocar nos links…

  3. Luiz Cerqueira

    Gostei muito do segmento do blog. Vou vitá-lo sempre. Muito obrigado. Luiz Fernando

  4. Planeta que chora
    Luiz Domingos de Luna
    http://www.revistaaurora.com.br

    Reflito sobre a vida
    sobre o mundo rotativo
    do universo exuberante
    da beleza do ser pensante
    do mundo mágico criativo
    É o solo, é a existência roída
    de um planeta que chora, exaurido.
    De uma fumaça de gás cumprimido
    De um berço que faz sentido.
    De uma paisagem destruida
    que teimo em desfrutar
    a reta um ponto vai ficar
    o fim, o começo a externar
    O espaço a gritar
    O ambiente somente?
    A água ?
    A selva?
    O mar ?
    E nós humanos ?
    O planeta chora
    A inteligência ignora?
    Onde iremos morar?
    sem terra, sem piso, sem ar
    sem fogo, sem água, sem mar?
    por que a poluição ?
    o farelo da destruição
    O lixo cultural ?
    O rio é um esgoto
    O mar está morto
    O ar é aborto
    de quem quer abortar,
    assim, volto ao pó
    não tem reciclagem
    é uma viagem,
    mas viajo só?

  5. Alma de Cupim

    Luiz Domingos de Luna
    http://www.revistaaurora.com.

    Adora a existência
    Contempla o natural
    O espaço sideral
    Inteligência da potência

    Muda a paisagem
    Destrói a natureza
    Maltrata a beleza
    Em qualquer passagem

    Dialética humana
    Constrói o artificial
    Dizima o natural
    Da fumaça que emana

    A construção de desertos
    Na alma impregnada
    Não pode sobrar nada
    Em campos abertos

    Qualquer jardim
    Deve ser venerado
    Aplaudido e aclamado
    Querendo o seu fim

    Luta demente
    Não tem beleza
    Não tem natureza
    Não tem jasmim

    Jardim da humanidade
    Todos têm direito
    Qual foi o defeito
    Todos defendiam
    Todos aplaudiam
    Não tem mais jardim
    Não tem mais culpado
    O tempo rolado
    Num mundo sem fim
    Corpo humano
    Alma de cupim

  6. Quem sabe? Se cada ser humano tivesse a oportunidade de passear pelo os confins do universo gelado, os homens não poderiam se tornar humanos de verdade.

    Passeio Cósmico

    Luiz Domingos de Luna
    http://www.revistaaurora.com

    Entre galáxias quentes
    Quasares gigantes
    Tudo tão distante
    É tão diferente

    Não tem gravidade
    É uma queda de gênio
    Não tem oxigênio
    Estranha suavidade

    O terror da matéria
    Viva atrevida
    Não tem vida
    Do humano a miséria

    Não tem cultura
    Luz escuridão
    Alma em aflição
    É somente tortura

    O medo grita
    O silêncio calado
    No mundo gelado
    Sem terra e guarita

    Há anos, ativo.
    Vejo um ponto
    Pare uma foto.
    E ali que vivo

    Um traço obscuro
    Não parece uma bola
    A câmera giratória
    A terra procuro

    Perdido no infinito
    Leva-me de volta
    De tanta viravolta
    Sinto-me perdido

    Que tal existência
    Aonde vai me levar
    Onde queres chegar
    Só vejo a ausência

    Nos confins um grito
    Não sei decifrar
    Mas vou escutar
    E assim repito

    Um barulho estranho
    Parece um cano
    A água derramar
    Cadê gravidade
    A tua humanidade
    Para poder parar

    Vejo-me girando
    Eu mesmo falando
    Onde vamos chegar
    Tudo é mistério
    Grande interrogação
    È poder da matéria
    Ou da criação?

  7. Universo Paralelo
    Luiz Domingos de Luna
    http://www.revistaaurora.com

    No palco da existência
    Bilhões de combinações
    Infinitas proporções
    Da matéria a essência

    O Universo unificado
    Longe da imaginação
    Entrar numa prisão
    Por tempo determinado

    Matéria não adaptada
    A um tempo a correr
    Na dependência sofrer
    Corpo, a vida deixada.

    É uma ida, uma volta.
    É o estar, é o ser.
    É o Poder, é o ter.
    É uma reviravolta?

    Entra numa dimensão
    Do tudo – do nada nasce
    É apenas um disfarce
    Do nada, a terra, o chão.

    É uma magia encantadora
    Toda carne é morredoura
    Sem ela, a imortal
    Alma sonhadora
    Na vida a vagar.
    Uma compreensão
    Uma explicação
    Ninguém quer falar
    Quem pode entender esta seta
    Que a história inquieta
    Teima em voltar

  8. Reflexo da Fé

    A inteligência consome o meu espírito
    Para tudo tenho uma explicação
    Sou resultado de uma evolução
    Assim, sou finito ou infinito?

    Construo a grandeza artificial,
    Por isto sou grande e efervescente
    Mas de manhã quando olho o nascente
    Vejo algo mais perfeito e natural

    O que faço vejo sem igual,
    Pois ao instinto, digo -inteligência.
    Ao ser humano isto é essência?
    Irracional tendo, a minha é especial.

    Sou pequena matéria atrevida
    Que vive no minúsco habitado
    O agrupamento da soma e resultado
    Sou o aqui da minha e tua vida

    Mas se o ar que faço não respiro
    Onde está minha potência e grandeza
    É destruir a natureza?
    Sim, -mas…a admirá-la, me admiro.

    Sendo ou não religioso
    O ar de inferioridade me domina
    A beleza natural que me fascina
    O Infinito deslumbrante e misterioso

    Fonte:Fonte:O Globo.mobi :: Blog :: Comentários
    moglobo.globo.com/blogs/comentarios.asp?post=97697&
    t=O+novo+mundo&n=Blog+de+anota%E7%F5es&q=1… – 18k

  9. Universo em Ebulição
    Luiz Domingos de Luna
    http://www.revistaaurora.com

    A Razão derramada imponente
    Espera a emoção ser filtrada
    Um planeta sem enquadramento
    Numa existência não observada

    Nascimento das trevas e da luz
    Luta de um perfeito alinhamento
    São razões, emoções – pensamento.
    Corpos girando em universo reluz.

    Poder de uma grandeza infinita
    Uma mensagem a ser decifrada
    Quem percorre esta estrada
    Sente a dor de quem grita

    Porque derramada existência?
    A razão não sabe contemplar
    A emoção perdida a divagar
    Na corrente de um sonho eterno
    Em um tempo, a um só tempo
    Poder, quem sabe um dia, revelar

    Fonte:http://oglobo.globo.com/servicos/blog/comentarios.asp?t=nosso_planeta&cod_Post=108198:

  10. Aos Seres Humanos

    Luiz Domingos de Luna
    http://www.revistaaurora.com

    Quebrando correntes
    No tempo a passar
    Mistérios a desvendar
    A todo o momento

    Se tudo fosse diferente
    Teria o ser humano
    O pensar, um plano.
    Da existência presente

    Que show arriscado
    De um palco sem fim
    O infinito vem a mim
    Ou já foi programado

    Tanta existência
    Quem vai usufruir
    O tempo destruir
    Ou há consistência

    A Vida acompanha
    As etapas da curva
    Existe uma luva
    De potência tamanha

    Controlar o processo
    De toda imensidão
    É plenitude da razão
    Ou pensamento, ao inverso.

    É do ser humano obrigação
    Conhecer todo o infinito
    Ou existe um conflito
    Buscando interrogação?

    Já não é chegado
    A hora de saber
    Do universo o porquê ?
    Na existência – postado.

  11. Entre Colunas

    Luiz Domingos de Luna
    www. Revistaaurora.com

    Entre nascimento e morte
    Pego o meu passaporte
    Numa vida a bailar
    Dos dois pontos faço linha
    Numa estrada que caminha
    Na sorte ou no azar
    Entre colunas eu fico
    Sempre a caminhar
    Não pode ter acidente
    Senão quebra a corrente
    Já não posso respirar
    Uma reta esticada
    Cada passo, uma pisada
    Tenho que controlar
    Não posso sair do prumo
    Ou então um tombo
    Para me derrubar
    Do útero para cova
    Uma vida se renova
    Cheirando interrogação
    No meio das ampulhetas
    Viro pó, sombra e chão.
    Ou larva de borboleta
    Uma vida nova nasce
    É uma transformação ?

  12. A Fábrica de Universos
    Luiz Domingos de Luna

    Os bósons são inteligentes
    Escondidos em outra dimensão.
    Por que tanta precaução
    É um ato consciente?

    A ciência está na cola
    Graças à matéria escura
    Que dificulta a procura
    Confunde o eixo da mola

    Choque de matéria e luz
    Curvado no infinito
    São partículas de granito
    Ou mistério da órbita conduz?

    Esta imantação é problema
    Dependência de uma ditadura
    Da energia e da matéria escura
    Um cárcere privado com algema

    Iluminados – O que fará
    Com o bóson aprisionado
    Um mistério bem guardado
    Ou ao humano entregará?

    A Quem interessa?
    Uma fábrica de universo
    Os paralelos diversos
    Para que tanta pressa

    Um universo precisa
    De um planejamento
    Senão o novo engole a gente
    Seja humano ou não
    Tudo vai para o ralo do nada
    Cadê a inteligência em projeção
    A Consciência e a razão
    Virou tudo fragmento
    Não basta o pensamento
    No túnel do tempo
    Numa vida a bailar

  13. A Tela de Compostela
    Luiz Domingos de Luna
    http://www.revistaaurora.com

    Matéria no corpo diluída
    O Espírito a chama clarear
    Contorno de tudo a acentuar
    O Equilíbrio da alma indefinida

    A estrada da poeira percorrida
    O Peso da história a carregar
    Andarilhos pelo mundo a vagar
    Corpo dilacerado, carne dolorida.

    Busca da grande interrogação
    Indagação ao humano, toda hora.
    Pergunta sem resposta, que aflora.
    Na caminhada, da caminhada – a imensidão

    A fadiga corrói o corpo fraco
    Na tela do ferro a rasgar
    O corpo humano a sangrar
    Na busca da infinitude do aço

    Em pedaços a matéria a chorar
    Clamando o grande encontro
    É o homem, é o outro, é o espanto
    Que no final tem que juntar
    Carregando em um só corpo o mistério
    Destes fragmentos em um só “eu” aglutinar

  14. Espaço sem luz!
    Luiz Domingos de Luna

    Uma idéia nasceu
    Percorreu o espaço
    Sinto o que faço
    Já não sou eu

    A obra que rola
    Na esfera social
    No arremate final
    Parece uma bola

    Cada chute uma pancada
    -O Público já analisou
    Pois, ele é sempre o senhor.
    Da obra que foi criada.

    Estrada corrente de dor
    Cada letra uma pisada
    Toda linha esmagada
    Na lógica do leitor

    O Conjunto é uma esfera
    De vértice quebrado
    Ou tem giro acelerado
    Ou o motor emperra

    Passar no crivo social
    Num filtro bem condensado
    Na página, tela, lixo ou lado.
    O Poema tem seu final.

  15. Alma Ferida
    Luiz Domingos de Luna

    Na Caminhada dos passos
    Resistência de um intelecto
    A Dor de um martírio incerto
    O barulho do tempo espaço

    No asfalto rastejando ofegante
    Fome, dor, tristeza e cansaço.
    Tem que nervo de aço
    Para subir a rampa derrapante

    De repente um chute nas entranhas
    O Corpo o saco de pancadas
    A vida a um tempo aniquilada
    Pelo ódio brutal do tirano

    A Matéria toda esfarelada
    As carnes doloridas na estrada
    Cada murro uma queda abalada
    A dor da morte avizinhada

    A Carne morredoura fraquejante
    O Espírito um eterno vigilante
    Observa o corpo frágil ondulante
    O Olho não reconhece mais o atacante

    A Inércia empurra o corpo cambaleante
    A derrota da matéria castigada
    O Troféu do agressor é levantado
    Derrotaste a carne morredoura
    Mas a alma a sonhar encantadora
    Nos umbrais do tempo a gritar
    -Tenho que juntar este bagaço
    Humano e uma nova vida começar?

  16. A Busca

    Luiz Domingos de Luna
    http://www.revistaaurora.com

    A Alma humana a buscar
    A todo e qualquer momento
    É uma força ou um sentimento
    Que nunca pode parar

    É incrível o aprimoramento
    Que precisa aprimorar
    O pensamento a vagar
    Em um novo firmamento

    Seja qual for à maneira
    Tem que modificar
    Pois está no DNA
    É uma seqüência inteira

    Tudo a repensar
    Nada está concluído
    É como um fluido
    Em constante derramar

    Talvez o eixo da dúvida
    Esta procura, enfim.
    Nada tem um fim
    É o sentido da vida

    Parar um instante
    Isso nem pensar
    A busca sempre a buscar
    É uma corrente andante.
    Aonde vamos chegar?

  17. Aurora, uma janela para o céu

    Luiz Domingos de Luna
    http://www.revistaaurora.com

    Pedi permissão ao tempo
    Nas asas do pensamento
    Voando vai minha ilusão
    Pelos caminhos obscuros

    Da minha história esquecida
    Momentos de vida vivida
    Na mais linda sedução,
    Pois ainda em tenra idade

    Deixei minha cidade na construção do meu futuro,
    Sonhei, lutei, na selva humana,
    ganhei o meu troféu de herói,
    construi minha cabana tenho o meu transporte
    meu trabalho é o suporte da minha vitória suada,

    Neste pais eu andei, ralar como eu ralei, lutar como eu lutei dia e noite, noite e dia, busquei no íntimo de minha alma, a estabilidade sonhada
    Na poeira de uma estrada que ainda hoje percorro.
    Hoje vivo nas metrópoles, nos mais diversos lugares,

    Adquiri meu espaço com a força da determinação do aço,
    Já me vi em pedaços, mas hoje a minha força é a vitória do que faço.
    Consegui o que queria numa luta bem renhida,
    Luta que se renova no amanhecer a cada dia.

    Sou um aurorense firme, tenho a minha própria história
    Na janela da memória vivo a minha própria emoção
    Em ver minha querida cidade respirar o hálito oxigenado,
    Que ao mundo me trouxe a luz, na grandeza do momento,

    Em meu apartamento a lembrança me seduz,
    Do rio salgado, as cachoeiras, na beleza de nossa feira,
    Do caldo de cana ao aluar, da tapioca ao beiju
    Do melaço da rapadura ao canto do sabiá,

    Naquelas noites estreladas os fogos, reisado,
    O apito do trem, as missas bem demoradas,
    As renovações bem tiradas, as serenatas cantadas.
    De manhã a passarada num canto de louvação.

    Aquelas horas batidas no sino bem compassado, era sinal de finados,
    Ou o repique tocado de um anjinho que ao céu subiu,
    Todos para a ABA numa inocência fecunda
    Tinha quadrilha, arrasta pé, ao som de uma vitrola, era uma festa junina,

    Tinha bandeira, tinha roça, tinha quermesse, e quadrilha, broa de milho, quebra-queixo, pão de ló, tinha desfile.
    Nesta janela, eu vivo o tempo que não passou, pois ser aurorense é preservar a sua história.

    Guardar no canto da memória o seu lindo e singelo amor,
    Um amor a toda hora, que em todos nós aflora o cheiro forte e polido

    Fonte:http://www.folhadocariri.com.br/colunas/JoseEdson.htm

  18. O Vazio

    Luiz Domingos de Luna
    http://www.revistaaurora.com

    O Vazio não pode ter nada
    Se tiver algo, ele está ausente.
    Na plena ausência está presente
    Antes do ponto ou depois da disparada?

    O Vazio não pode ser conceituado
    A Noção que se tem é dogmatizada
    A ausência é a presença do não chegado
    O Vazio não tem uma lógica estruturada

    O Vazio não pode ser preenchido
    Preencheu o vazio, ele sumiu.
    Sumiu-se, ele nunca existiu.
    O Vazio está escondido?

    O Vazio quebra a existência
    Quebra a matéria e o tempo
    Não pode ter momento
    Existe no cosmo? Ou na inteligência?

    Como encontrar o vazio?
    A existência toma seu espaço
    Ou ela está em pedaços
    A ausência de tudo. Quem já viu?

    O Nada absoluto. Plena Garantia
    Sem buraco negro, sem quasares.
    Sem o avesso da matéria
    Sem o avesso da energia
    Sem átomos, sem moléculas.
    Sem luz, sem escuridão.
    Um vazio perfeito
    A ausência da existência
    A Luz da criação!

  19. O Gênio da Gravidade

    Luiz Domingos de Luna

    Cada tombo uma queda
    O Ser vivo a equilibrar
    Não pode escorregar
    Uma altura que esfarela

    Quem anda de avião
    Já fica preocupado
    Numa pane é jogado
    Corpo sem vida no chão

    Gravidade impiedosa
    Sempre a puxar das alturas
    Até às vezes, dá tonturas.
    De queda assombrosa

    Lá da montanha, um condor.
    Voava tranquilamente
    Num instante somente
    Pensei que estivesse parado
    Parado nas alturas
    Está tudo errado
    Cadê tua força, puxador?
    Eu estava enganado
    Não era um condor
    Não era um planador
    Era um simples beija-flor
    Enganando a gravidade.

  20. Paraíso

    Luiz Domingos de Luna
    http://www.revistaaurora.com

    Conversei com Eva
    Lá no paraíso
    Não tinha sorriso
    Parecia tristonha
    Não tinha vergonha
    Buscava liberdade
    Não tinha saudade
    Então lhe indaguei
    Qual a dor do seu grito?
    Viver em conflito
    Passar ou não?
    Para a próxima geração.

  21. Transformação

    Luiz Domingo de Luna
    http://www.meninodeusaurora.com.br

    Reguei uma planta
    No meu jardim
    Era um Jasmim
    Beleza que encanta

    Entre espim
    Uma lagarta
    Como uma carta
    Vinha a mim

    Toda enrolada
    Comia clorofila
    Plumagem colorida
    De fogo chamada

    Numa manhã florida
    A lagarta sumiu
    A borboleta me viu
    Nos caminhos da Vida

    Contemplando o chão
    A asa em giro agitava
    A Paisagem deixava
    Na linha da imensidão

  22. Tentação

    Luiz Domingos de Luna
    Buscar na web

    Toc, Toc, a porta fechava.
    Numa linda manhã
    Na inocência louçã
    Uma Gata me olhava

    Uma gata manhosa
    De pele macia
    Cheia de alegria
    Toda fogosa

    Dormia e roncava
    Ficava admirado
    No braço cruzado
    Na estrada levava

    De uma grande leveza
    Inofensiva parecia
    Ao passo que transcorria
    Um olhar de beleza

    Um Automóvel buzinava
    Na curva da estrada
    A Gata assustada
    O Meu lábio rasgava

    A tentação do momento
    De me sangrar
    A boca a rasgar
    Desejo cruento.

    No lábio a fenda rochosa
    A Linha bem cruzada
    Cicatriz estampada
    De uma gata perigosa.
    http://oglobo.globo.com/servicos/blog/comentarios.asp?t=nosso_planeta&cod_Post=108198

  23. Passos

    Luiz Domingos de Luna
    Procurar na web

    Passos que passo
    Passos que vem
    Passos do além
    Não sei o que faço

    É como um compasso
    De um tempo passado
    Já foi um chamado
    Na imensidão do espaço

    Ouvi um grito
    Parecia um trovão
    Na escuridão
    Estava aflito

    Pulei noutro astro
    Deixei a pisada
    Ta lá registrada
    Como um mastro

    Luz em ebulição
    Fiquei assustado
    Parece ter entrado
    Noutra dimensão

    Tudo tão diferente
    Um carrossel giratório
    Um som vibratório
    No meu consciente

    Sonho ou realidade
    Não sei precisar
    É um vôo a voar
    Não tem gravidade

    Uma mão me puxou
    Numa frieza gelada
    Não sei mais de nada
    Num novo mundo estou
    http://oglobo.globo.com/servicos/blog/comentarios.asp?t=nosso_planeta&cod_Post=108198

  24. As poesias aqui postadas serão repassadas para outros sites -Fonte- com a finalidade única do engrandecimento da epistemologia genética da humanidade.-Literatura Poética-

    Atenciosamente,
    Buscar na web:

    Luiz Domingos de Luna globo online

  25. Travessia

    Luiz Domingos de Luna
    www. meninodeusaurora.com.br

    A Parede da mente
    Está quebrada
    No conflito da estrada
    É reviravolta somente

    Á águia está lá
    A asa ferida
    Sem guarida
    Sempre a voar

    A água agitada
    Tem que passar
    Furacão no ar
    Força anulada

    Na superfície a pisar
    O mergulho da morte
    É o único suporte
    Que espera chegar

    Tremulante momento
    Uma chuva de vento
    A águia a carregar
    Rasteja na onda
    Como uma lona
    O espaço ganhar
    A asa dobrada
    Tão fatigada
    A praia chegar
    fonte:http://oglobo.globo.com/servicos/blog/comentarios.asp?t=nosso_planeta&cod_Post=108198

  26. A Juventude que lê Luiz Domingos de Luna é saudável, honesta, digna, responsável, ética e acima de tudo intelectualizada, respeitando todas as diversidades de opiniões, sem coronelismo, sem o uso da força, mas na {força viva} do pusar dos argumentos, sem o brilhantismo dos sábios, mas com a atenção e coerência dos eternos aprendizes.
    O Autor.

  27. Onda que chora

    Luiz Domingos de Luna
    Procurar na web

    História dos papéis
    O mouse a demarcar
    Palavras que somem
    Mas que vão voltar

    A tela da história
    Um trabalho a postar
    Um instante eterno
    Que não vai durar

    Tudo a voar
    Sempre escrevendo
    De um tempo correndo
    Não pode parar

    Vida sumida
    Na abstração
    Vida já vivida
    Em outra ilusão

    No útero da terra
    Vai transformar
    Onda que passa
    A outro repassa
    Sempre a chorar

  28. Aquecimento Global

    Luiz Domingos de Luna
    Procurar na web

    Sapo Dourado Panamenho
    Da floresta americana
    Beleza pura que emana
    Da natureza em desenho

    Amarelo, delgado e pulador.
    Afilado, gentil e hospitaleiro.
    Cantando no lindo desfiladeiro
    Nos bosques um hino de amor

    Predador do equilíbrio natural
    No habitat rico dos pampas
    Deslisa no declive das rampas
    Numa felicidade sem igual

    Dos rios, lagos e florestas.
    Vaidoso no passeio matinal
    Não vê o aquecimento global
    Devorar sua história sua festa

    O Fungo espera para atacar
    O Planeta deu sinal de alerta
    O fungo voa como uma flecha
    O Sapo não vai mais cantar

    Amarelo é a cor da atenção
    Do sapo panamenho dourado
    Da existência já foi tirado
    Mais um ser em extinção

  29. parabéns. gostaria de receber outras informações sobre o meio ambiente.

  30. Sou Professor – Biólogo, CRBio3 – Nº. 028125D – Esp. em Ciências do Meio Ambiente, Auditor Ambiental, Perito Ambiental Judicial e Juiz Mediador Arbitral.
    Gostaria de receber em meu Email todas as informações Ambientais do Diário do Professor.

    Forte Abraço,

    Valdir.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Required fields are marked *

*

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>