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Cotas raciais: se você é contra, você É RACISTA!

Cotas raciais: se você é contra, você É RACISTA!

Hoje volto ao tema para comprovar a minha tese acima.

Eu escrevi aqui há pouco tempo um artigo intitulado Dia da Consciência Negra, cotas e afins: se você é contra, você é racista!

Parece uma afirmativa por demais contundente, mas eu ofereço ali elementos e argumentos que, ao meu ver, são convincentes para justificar a necessidade destas políticas.

Como eu tento comprovar no referido artigo, considerando a posição e situação social que os negros ocupam hoje, depois de tantas décadas da abolição da escravatura, das duas, uma:  ou você acha que os negros são vagabundos e preguiçosos (então, você é racista), ou você acha que eles foram e ainda são vítimas de uma sociedade que não os dá oportunidades.

Se você pensa da segunda forma, você é a favor das cotas e ações afirmativas. E isso (ser a favor) não excluiu possíveis críticas aos processos ou opiniões de como eles poderiam ser reformulados. Muito pelo contrário, isso faz parte da melhoria deles. Somente deve achar, como eu, que não se pode prescindir deles, por enquanto, na construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

Mas, eu volto a este tema para contar um episódio.

Eu sempre digo a mim mesmo que vou parar de discutir estes temas no Facebook… mas não consigo! De vez em quando, entro em discussões com determinadas pessoas que inicialmente não assumem seu preconceito, mas deixam isso implícito em suas palavras de ódio – ou até mesmo o explicitam.

E é batata: se a pessoa é contra as cotas – mesmo que negue a si mesmo – é preconceituosa e racista.

Então, vi um compartilhamento que alguém fez com uma imagem contra as cotas.

Cotas

Então, escrevi o que penso, de que quem é contra é racista, colocando o link do artigo supracitado, para que a pessoa pudesse ler minhas argumentações. Então, ele argumentou sobre os nordestinos, por que os nordestinos não tinham os mesmos direitos às cotas?

Logicamente, ele não leu meu artigo.

Educação

Então eu, pacientemente, contra-argumentei, afirmando que, por mais dificuldades que tenham e preconceitos que sofram, os nordestinos não sofrem o que os negros sofrem e que, entre os pobres, os negros são os mais pobres. Ainda fiz uma “implicância”, citando o fato de os nordestinos serem identificados como os “porteiros” dos prédios no Rio e em São Paulo. Os negros, como lixeiros.

Argumentei sobre o Bolsa Família, que abrange a todos, assim como outras ações assistenciais e de ajuda social.

racismo

Ao perceber que estas argumentações ainda eram insatisfatórias e ele realmente não tinha lido meu artigo, onde poderia encontrar outras, ainda fiz uma última tentativa.

E eis que, daí, ele comprovou minha tese, deixando sair o que escondia, mal escondido: seu racismo.

preconceito

As “curtidas” nas falas dele são dele mesmo, talvez para não se sentir tão só. Mas, ao final, ainda vem outra racista e afirma: “cotas é para os fracos”.

E, só pra finalizar, faço aqui a pergunta que faria para ele, caso eu não tivesse desistido dele: e se, por acaso, os nordestinos passassem a fazer jus a cotas, isso seria interessante? Seria justo? Aí, então, seria legal?

Preguiça, tristeza, desencanto com o país. É o que sinto.

Abraços,

Declev Reynier Dib Ferreira

Dia da Consciência Negra, Cotas e afins… se você é contra, você é racista

Hoje, dia 20 de novembro [2013], é feriado. Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra.

Vejo muitos comentários pelas redes sociais contra este feriado. Os argumentos são muitos, mas a base é de que “todos são iguais”, “todos são humanos”, “todos são brasileiros” etc.

Diz-se que só a existência da data já demonstra um racismo e que o certo seria não ter o feriado.

“Consciência humana”, “legislação separatista” e outras pérolas são encontradas pela net.

Até mesmo estas frases, acreditem se quiserem, eu tive o desprazer de ler em comentários: “Esquece esta besteira de escravo negro que não ocorreu nesta República do Brasil” e “Não houve escravatura, como instituição, nesta República do Brasil.”

Quando em discussões sobre cotas para negros, por exemplo, nas universidades, dá-se a mesma discussão: “não é um problema de cor, mas social”; “o preconceito no Brasil é contra os pobres, não contra os negros”, blá blá blá.

Mas, afirmo e reafirmo para quem quiser e para quem não quiser: se você pensa assim, mesmo que tente se enganar afirmando ao contrário, você é racista!

E não adianta terem seu discurso frases do tipo “eu não sou racista, mas sou contra as cotas”, ou “eu tenho vários amigos negros”, ou “já namorei uma negra(o)”.

VOCÊ É RACISTA!

Explicar-vos-ei minha razão para tamanha peremptoriedade.

Em primeiro lugar, há que se considerar que contra fatos não há argumentos. E é um fato que o negro sempre foi e ainda hoje continua sendo marginalizado, massacrado, rejeitado, diminuído, sacaneado, escamoteado, preterido e assassinado neste país sem racismo.

Uma rápida pesquisa pela internet pode nos munir de centenas de dados que nos provam isso.

Aí, mesmo com todos os dados, números, pesquisas e argumentos, os racistas dirão que isso está mudando, pois que um negro já chegou até mesmo ao supremos tribunal federal, uma negra já foi governadora do Rio de Janeiro… até mesmo é presidente na nação mais poderosa do mundo!

“As oportunidades estão aí, iguais para todos!”.  “Basta estudar para vencer na vida!”. “Quem quiser, consegue!”

Bom, é exatamente aqui que entra o meu argumento final.

Ora, se juntarmos os dois pedaços de texto acima, veremos que há um lapso de bom senso, a não ser que, novamente afirmo, você seja racista.

Vejamos.

SE o racismo é social e não de cor; SE as oportunidades são iguais para todos; SE não há racismo no Brasil; SE quem quiser se dar bem se esforça para isso; SE basta estudar para vencer na vida; SE para entrar na universidade basta o mérito da pessoa…

e

SE, mesmo assim, com toda esta terra farta de oportunidades e de igualdade em um país sem racismo os negros são os mais pobres, são os mais assassinados, têm os empregos menos valorizados, vivem nas áreas mais miseráveis, ocupam uma mísera parte das vagas nas melhores universidades etc [como comprovado pelas pesquisas]…

A única explicação possível é a de que os negros são um bando de preguiçosos, de descompromissados, de bandidos [bandido bom é bandido morto], de burros, de acomodados!

Ora, se não há racismo e as oportunidades estão aí para todos e, ao mesmo tempo, as estatísticas são aquelas que já citamos, os negros são assim!

Eu posso desenhar de outra forma, pra você, racista, entender o seu próprio pensamento:

No Brasil não há racismo, as oportunidades são iguais para todos e quem quiser chega lá

Mas, mesmo assim…

Os negros são os mais pobres, mais assassinados e os mais alijados da riqueza do país há séculos

Logo…

Os negros são preguiçosos e burros.

Então, se você pensa assim, você é racista.

Ou então, meu amigo e minha amiga, você pensa como eu penso: as oportunidades NÃO SÃO iguais para todos; há um massacre histórico contra a população negra que vem há séculos (e ainda) sendo alijada das benesses sociais; a sociedade é racista e, por conta disso tudo, a população negra como um todo (as poucas exceções não contam!) tem extrema dificuldade de se inserir politica, social, financeira e culturalmente na sociedade brasileira.

E, portanto, há de se fazer políticas compensatórias na forma de cotas, Leis e outras mais.

Não há como se pensar diferente.

Ou se é racista, ou se entende criticamente uma história de desigualdades e de injustiças que culminou na situação que ainda hoje estamos presenciando.

De que lado você está?

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira
Pelas cotas e pelas políticas compensatórias

Cotas e ações afirmativas: cadê os reacionários com discurso pronto e frases feitas?

Ainda não é o sistema de cotas, mas mesmo este sistema deve ser crucificado pelos retrógrados reacionários com discursos prontos.

Nem vou fazer comentários.

Vou deixá-los com a notícia e com seus próprios pensamentos:

Os alunos que entraram na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) de 2005 a 2008 por meio do Programa de Ação Afirmativa e Inclusão Social (Paais) – oriundos de escolas públicas ou autodeclarados negros ou índios – tiveram desempenho igual ou superior ao daqueles que não ingressaram na universidade pelo sistema.

Em Medicina – curso que tem a maior relação candidato/vaga na Unicamp -, por exemplo, das quatro turmas avaliadas, 347 alunos entraram pelo vestibular tradicional (sem bônus) e 93 ingressaram por meio do Paais. Quem utilizou o Paais teve nota média de 644 no vestibular e quem não usou, de 667 – uma diferença considerada significativa, segundo o estudo. Ao final do curso, o coeficiente de rendimento dos alunos do Paais foi 7,8 e dos demais, 7,7.

Em Engenharia, estudantes do Paais tiveram 553 no vestibular e acabaram com rendimento 6,3, enquanto os demais alcançaram 573 no processo seletivo e nota final 6,4. “Os resultados mostram claramente o sucesso do Paais em fazer a inclusão com manutenção da qualidade dos estudantes e dos profissionais formados. Ficou estatisticamente demonstrado que os alunos se saíram muito bem nos cursos e concluíram nas mesmas condições dos não beneficiados, talvez até com ganho de qualidade”, afirmou Tadeu Jorge.

“Temos 93 profissionais que conseguiram cursar Medicina na Unicamp graças ao Paais. Entraram diferentes, saíram iguais, com tendência de melhora”, disse o reitor. Em relação aos demais, os alunos do Paais apresentaram ganho de desempenho, quando as notas dos dois grupos são comparadas.

Fonte.

Essas notícias me animam e me botam um sorrisinho no rosto.

Especialmente quando lembro daqueles que dizem coisas como “Quer entrar na universidade? Vá estudar!” ou coisas do tipo.

protesto-cotas

Pra mim, soa como: “você é preto e pobre? Foda-se!”.

A meritocracia nesta democracia seletiva tem que receber um empurrãozinho.

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira
Pró-Cotas e afins

Cotas pra quê?!? Não há preconceito no Brasil…

Fui a uma clínica oftalmológica esses dias.

Cheguei ao balcão de atendimento, estavam lá duas mocinhas simpáticas, brancas, cabelos aloirados – seja natural, seja por artifícios. Acho que por artifícios, mas não importa.

As doutoras passaram por mim, todas novas, brancas e loiras. Inclusive a que me atendeu, muito simpática.

A mocinha da limpeza também passou por mim, com seu uniforme, sua vassoura e carrinho de limpeza. Negra.

Venho há muitos anos reparando isso. Convido você, leitor ou leitora classe média, a fazer o mesmo.

Meu círculo de amizade é 99% de brancos, não porque eu tenha algum problema, diga-se de passagem, mas é.

Nos lugares que frequento – bares, restaurantes, cinemas, aeroportos, clínicas – somos todos brancos. Sempre que estou num desses lugares comento comigo mesmo, ou às vezes com minha esposa: “somos todos brancos”. Olhamos em volta e constatamos.

Quando há negros, estão na função de limpeza. No máximo, atrás de um balcão, mas isso é mais raro.

Na escola que dou aulas, porém, em uma área das mais pobres de Niterói, são 80% negros. Os professores? Brancos, com uma ou duas exceções em 13 anos de magistério. As da limpeza? Negras.

Nós não paramos pra pensar nessas coisas e achamos que porque o Brasil não tem uma separação tão radical como em outros países – que podem ter, por exemplo, bairros “de negros” – aqui não há racismo.

Pior, acham que as oportunidades são iguais para todos e que basta ter “força de vontade” e qualquer um conseguirá.

Mentira. Não é uma lógica absoluta nem uma relação tão direta. Há inúmeros fatores dentro deste contexto, que são absolutamente diferentes de quando se trata de um branco ou de um PRETO.

Vê? Tenho certeza de que a palavra “preto” lhe causou, agora, um certo desconforto.

Uma amiga, branca, um dia me contou uma história verídica. Ela foi a uma loja em busca de um emprego de vendedora. O dono da loja falou pra ela:

“Que bom que você veio, porque as duas candidatas anteriores eram negras e eu não vou contratá-las”.

“Mas você é assim, tão racista??” – perguntou minha amiga, já indignada.

“Não, não sou, nem um pouco. Tá vendo aquela negra ali? – apontou para uma moça do outro lado da loja – É a minha esposa. Mas se eu contrato uma negra como vendedora eu não vendo mais nada. Nem entram na loja. Já tive esta experiência.”

Mas isso tudo está tão entranhado em nós que nem percebemos. Crescemos tão submersos ao desmérito conta-gotas da população negra, que isso entra em nossas cabeças como uma propaganda subliminar.

Pare pra pensar.

Dos quatro Trapalhões – programa que embalou o riso de gerações, inclusive a minha – o bêbado, o alcoólatra, o vagabundo, que só pensava em “mé”, era o negro.

Mussum

A única personagem negra do programa Zorra Total, da rede globo de televisão – não assistam, porque não faz bem -, é feita por um homem caracterizado estereotipicamente – com nariz extremamente alargado, sem dentes, um figurino patético – como uma negra pobre, que não sabe falar direito, pedinte em um bonde repleto de brancas, loiras, de shortinhos minúsculos.

zorra total

Há cerca de 20 anos escrevi uma poesia, dentro de um shopping em Manaus, depois de, mais uma vez, olhar em volta:

NEGRO BÃO

Negro
Eu quero negro
Negritude
Negro “bão”
Não agüento mais ver tanto
Branco que nem sabão
Não quero negro faxineiro
Nem só negro lixeiro
Mas também quero ver branco
Servindo lavando passando
E finalmente ver os negros
Pelos shoppings passeando

Convido-os, mais uma vez, a olhar em volta. Olhe em volta quando for a um restaurante, quando for a um cinema, a um shopping, a um médico, dentista. Ande pelos bairros mais nobres de sua cidade. Perceba na televisão, nos outdoors.

Se há negros em alguma posição de destaque, muitas vezes é por força de políticas afirmativas.

É possível “chegar” porque o Joaquim Barbosa chegou? Porque o Pelé chegou? Porque o Obama chegou?

Sim, claro.

Mas também é possível chegar à lua, porque alguém chegou. É possível ganhar na loteira, porque alguém ganhou. É possível ganhar o Nobel, porque alguém ganhou. É possível chegar ao topo do Everest, porque alguém chegou. É possível equilibrar 17 colheres na cara, estourar um balão com as costas dobradas, pendurar 12 quilos na língua, enfiar mais de 2.000 agulhas na cara, porque alguém já fez isso!

É possível até mesmo chegar a presidente da república sem ter estudo nem gostar de ler, não é mesmo?

Ora, não estamos falando de “possível” nem de “capacidade”. É claro que é possível, é claro que todos têm capacidades.

Mas estamos falando de igualdade, de fazer uma sociedade mais justa! E para isso, caros amigos, não “basta” melhorar a escola pública. Não “basta” oferecer oportunidades iguais. Isso é discurso de quem não quer ver. Convido-o: olhe em volta!

A sociedade é desigual e nós pensamos desigualmente.

Não há nem haverá oportunidades iguais nem que as escolas públicas passem a ser iguais às do Japão, pois que as condições de moradia não são iguais, os bairros não são iguais, a violência em que estamos imersos não é igual, as famílias não são iguais, o tratamento do poder público não é igual, a saúde não é igual, a infância não é igual, os estímulos desde que nascemos não são iguais, a sociedade não nos vê igual, os meios de comunicação não nos tratam igual, a polícia não trata igual, o comércio não trata igual.

Nada é igual, então somente a escola não fará mágica, mesmo se for igual.

É necessário, sim, políticas afirmativas, mesmo que seja em forma de cotas, como vem ocorrendo, para que, quem sabe daqui a mais 20 anos, minha poesia saia do papel e estas políticas não sejam mais necessárias.

Veja meus outros artigos sobre cotas.

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira
Branco. Somos todos brancos.

Cotas em universidades públicas e… o preconceito!

Cotas em universidades públicas brasileiras e… o preconceito!

Ah, sim, acham que não é questão de preconceito? Então vejam esta foto:

Tenho alunos muito inteligentes, mas que não conseguem chegar a nem um décimo do que poderiam, devido aos diversos problemas que enfrentamos na escola pública.

Dentre eles, a dificuldade que temos em oferecer a estes um ensino mais avançado, pois que, se a escola é para “todos” – por força da Lei –, muitas vezes não conseguimos alcançar todos os alunos.

Devemos nos lembrar, porém, que dentre os pobres, os negros são os mais pobres.

Que dentre os mortos por violência, os jovens negros são os mais mortos.

Dentre os alunos das escolas públicas, os mais pobres e mais negros são os que têm maiores dificuldades e – inconscientemente por parte dos professores – provavelmente são os que menos têm ajuda e menos são cobrados, por acharem-se com menos “potencial” ou mesmo por desistência inconsciente.

Sim, isso é real.

Ah, sim, você acha, então, que as cotas deixam passar pelo “filtro” os menos aptos, os menos inteligentes, os que menos se esforçarão e aprenderão?

Então, falem isso baseado em pesquisas, em números, pois que estes afirmam ao contrário:

Desempenho de cotistas dica acima da média.

“Putz, que desculpas uso agora?”.

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira
A favor

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No Diário do Professor você encontra artigos e links sobre o dia-a-dia da Educação:

Planos de aula, Atividades, Práticas, Projetos, Livros, Cursos, Maquetes, Meio Ambiente… e muito mais!

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Cotas em universidades públicas e… solução para educação!

Cotas em universidades públicas e… solução para educação!

Não, para mim as cotas não são, de fato, a melhor medida.

Mas são extremamente necessárias, hoje, na busca de uma sociedade mais justa, igualitária, sem preconceitos, melhor para todos.

As cotas são apenas uma maneira mais rápida de reparar as dificuldades e injustiças centenárias.

É claro, óh, justiceiros sociais, que a melhor medida seria uma sociedade igualitária, onde todos tivessem as mesmas oportunidades, onde as escolas fossem boas mas, também, onde TODOS tivessem , para além da escola, moradia decente, família, saúde, alimentação, transporte, segurança

Meus alunos, em sua maioria negros e pobres, não têm nada disso!

Alguém acha possível em curto prazo?

Não, claro que não.

E enquanto não, ficaremos esperando, “lutando por tudo isso”, enquanto os negros – e pobres – continuam sendo os pedreiros, faxineiros, catadores, camelôs, seguranças, limpadores de esgoto???

Nada contra quaisquer destas profissões, nada contra trabalhadores honestos cumprindo seu papel social em cada uma delas.

Mas, apenas se for a escolha de cada um ou se, no seio de uma sociedade realmente igualitária e de oportunidades iguais, estes tenham sido o que, de fato, menos se “esforçaram” para conseguir algo diferente.

Mas não, não é o caso hoje.

Então, as cotas são uma questão de ir ajeitando as coisas por todos os ângulos, uma questão de começar de alguma forma.

Diga-se de passagem, com prazo de validade.

E espero que o mais rápido possível, por simples desnecessidade futura.

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira
A favor

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