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Bye bye Suzana Herculano-Houzel, neurocientista brasileira

Bye bye Suzana Herculano-Houzel. Saiu na Revista Piauí que a neurocientista está indo embora do país.

Eu entendo perfeitamente, antes mesmo de ter chegado à universidade. Parei antes. Desisti de tentar. Abandonei minha carreira de educador ambiental e biólogo, talvez no meio, talvez um pouco mais.

Por que Suzana Herculano-Houzel está indo embora?

Já falei por aí as razões, mas repito.

Eu não tenho mais nenhuma pretensão acadêmica. Diversos e pontuais acontecimentos me fizeram tomar um certo nojo pela academia.

Certa vez fiz um concurso para a UERJ. Eram três candidatos(as). Uma faltou à prova, ficamos só dois. A outra candidata foi mal na prova escrita e foi desclassificada. Eu passei com uma nota 8,5 e fui à prova de aula sozinho. 

Caiu no sorteio um tema que não era exatamente o meu de preferência, mas lá fui eu.

Fui desclassificado e reprovado – professor e palestrante há mais de 20 anos na área ambiental – na “prova de aula”; mesmo havendo somente eu de candidato para uma vaga; mesmo sabendo que estes concursos são difíceis de serem liberados pelo poder público; mesmo sabendo que a UERJ vive em crise e com falta de professores.

Como eu entendi? Ora, como o de sempre: não era “eu” que queriam naquela vaga. 

Na época eu fiquei chateado. 

Mas hoje, com o pezão como governador e vendo todas as notícias que vejo em relação ao governo estadual – falta de pagamentos, falta de repasses às instituições, etc. – , eu agradeço às professoras que me reprovaram numa prova de aula para a vaga de professor da UERJ, mesmo tendo somente eu como candidato.

Hoje, de salário, ganho mais como professor de ensino fundamental do município de Niterói indo trabalhar 3 manhãs do que ganharia se tivesse passado no concurso pra trabalhar 40 horas.

Muito obrigado, professoras!

Com a estrutura que as universidades têm, com as brigas internas, com as falcatruas que vemos acontecer todos os dias diantes de nossos olhos sem poder falar nada, é um difícil.

Grana, não tem, só pra quem sabe trabalhar por baixo dos panos e serpentear pela política.

Outro exemplo de minha vida: eu organizei, junto com outras pessoas, um fórum de educação ambiental a nível nacional, aqui no Rio de Janeiro, em 2009.

Vocês não imaginam a dificuldade de conseguir e ter acesso a um financiamento para desenvolver o evento. Tive que passar por momentos tão desagradáveis que caí em depressão. À época quase perdi meu doutorado.

Saí do fórum com dívidas – acreditem, com dívidas!

E as mesmas instituições que vemos gastando milhões – quiçá bilhões – em obras superfaturadas, obras que desabam, compras milionárias SEM LICITAÇÃO, ou não deram nem um centavo ou deram muito pouco ou, até mesmo, prometeram dinheiro e depois retiraram. Isso aconteceu: disseram que iam dar e depois tiraram o dinheiro. Inclusive o próprio ministério do meio ambiente, à época com o minc como ministro. Não esqueço desta rasteira.

Saí em depressão, endividado e quase perdendo o doutorado por conta de um desafio que aceitei fazer. Dentro da própria universidade onde ocorreu o evento há um dos mais conceituados grupos de pesquisas em educação ambiental; sabe o que fizeram? NADA. Sabe o que ajudaram? NADA.

Brigas políticas, dirão alguns. Mas é briga mesmo pelo EGO e por grana.

Enfim, meu ego não chega a tanto e meu interesse por dinheiro não me faz passar por cima de ninguém.

Suzana Herculano-Houzel

Então, bye bye, Suzana Herculano-Houzel

Desisti. E ela, a Suzana Herculano-Houzel, de certa forma, desiste também aqui do Brasil.

Ela tem os motivos dela, eu os meus… e os seus?

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira

A Carta de Belém e a Educação Ambiental

Durante o VIII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental, ocorrido em Belém em dezembro de 2014, a REBEA, como sempre faz em seus encontros, gerou um  documento de referência da Rede Brasileira de Educação Ambiental para discussão com o poder público e todos os setores da sociedade.

Os itens do documento foram discutidos com os representantes e Facilitadores da Rede durante todo o encontro e, ao final, ele foi lido e aclamado na Plenária.

A Carta de Belém, contém uma análise da conjuntura atual e indica as reivindicações e proposições dos educadores ambientais para a formulação de políticas públicas e ações conjuntas entre os diversos setores, na busca de sociedades sustentáveis.

Vamos à Carta de Belém:

Fórum Educação Ambiental

O coletivo de facilitadores (as) representantes das redes da malha da Rede Brasileira de Educação Ambiental – REBEA, presentes no VIII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental, que comemora seus 26 anos, realizado no Campus da Universidade Federal do Pará entre os dias 03 e 06 de dezembro de 2014, e que teve como objetivo geral: Fortalecer a Educação Ambiental brasileira em suas diversas matizes, por meio da consolidação de experiências desenvolvidas nos mais variados contextos, através dos atores sociais que se articulam por meio da malha da Rede Brasileira de Educação Ambiental (REBEA),criando mecanismos de maior divulgação, intercâmbio e avaliação dessas experiências.

O VIII Fórum foi promovido de forma participativa pelos facilitadores da malha de mais de 50 redes da Rede Brasileira de Educação Ambiental – REBEA –, e revisitando as considerações e deliberações da Carta da Praia Vermelha, produzida no VI Fórum do Rio de Janeiro, e referendada na Cúpula dos Povos, em 2012, esse coletivo de redes apresenta aos gestores públicos, sociedade civil, movimentos sociais e comunidades e povos tradicionais e indígenas as considerações e deliberações da plenária final do evento:

1) Considerando que a Constituição Federal, em seu artigo 225, §1º, inciso VI, a Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981, que dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, determinam que o Poder Público deve promover a Educação Ambiental (EA) em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para a preservação do meio ambiente;

2) Considerando que, nos termos da Lei Federal nº 9.795, de 27 de abril de 1999, que instituiu a Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA), regulamentada pelo Decreto nº 4.281, de 25 de junho de 2002, a Educação Ambiental é um componente essencial e permanente da educação nacional, devendo estar presente, de forma articulada, em todos os níveis e modalidades do processo educativo, e institui a Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA), referendada pela Resolução Nº 2, de 15 de junho de 2012 que estabelece as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Ambiental,

3) Considerando a preocupação das redes e movimentos sociais participantes do VIII FBEA quanto às contradições entre as ações do governo federal, no que diz respeito à articulação entre as políticas públicas de Educação, Educação Ambiental e Meio Ambiente, e o embate político, interesses e pressão econômica das grandes corporações, provocando o enfraquecimento da legislação, de gestão e licenciamento ambiental no país;

4) Considerando a urgência de empoderar e fortalecer a representação do Órgão Gestor e do Comitê Assessor da Política Nacional de Educação Ambiental, em todas as esferas de governo (Estados, Municípios e o Distrito Federal) de forma a assegurar as ações conjuntas entre o MEC, por meio da Coordenação Geral de Educação Ambiental (CGEA), órgão da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão – SECADI, e o MMA, por meio do Departamento de Educação Ambiental (DEA), órgão da Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental, cumpram seu papel de estabelecer, de forma participativa, ações conjuntas para implementação das Políticas Públicas de Educação Ambiental, em especial, o Sistema Nacional de Educação Ambiental (SISNEA), monitoramento e avaliação de programas, projetos e ações e metodologias participativas, em diálogo permanente com as redes, coletivos e movimentos sociais;

5) Considerando a necessidade do diálogo governamental com as redes, coletivos, movimentos sociais, comunidades e povos tradicionais, indígenas, e o restante da sociedade brasileira, para se ter clareza de quais são as prioridades da agenda do novo governo federal para o campo socioambiental, de forma a garantir um planejamento sistêmico e os espaços conquistados para participação social no país, respeitando a dimensão local e global, para a transformação e transição para sociedades sustentáveis includentes e justas;

6) Considerando o avanço na implementação da dimensão ambiental no ensino, e os desafios para a construção de melhores relações dos seres humanos entre si e com a natureza, e das instituições educacionais – da Educação Infantil à Educação Superior – realizarem a transição para se constituírem como espaços educadores sustentáveis, o que exige maior divulgação da Resolução n. 2 do Conselho Nacional de Educação que criou as Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNEA);

7) Considerando a necessidade de aprovação de Projetos de Lei, como os 4361/2012 e 3215/2012, que regulamentam o financiamento das ações de Educação Ambiental;

8) Considerando as conclusões da UNESCO no encontro de Nagoya, Japão, destacando as experiências da Educação Ambiental brasileira, que convergem com a Década do Desenvolvimento Sustentável, como é o caso dos coletivos educadores, municípios sustentáveis, e no âmbito das redes universitárias, os indicadores para sustentabilidade, bem como os compromissos do país no que diz respeito aos processos formativos para enfrentamento das mudanças climáticas e redução de riscos de desastres, e sobre os Objetivos do Milênio (ODM), e a agenda pós 2015, onde serão adotados novos objetivos para a humanidade e a necessidade da educação ambiental estar incorporada transversalmente nas prioridades nacionais;

9) Considerando a importância do acolhimento e inserção da juventude e suas pautas nas redes estaduais e temáticas que compõem a REBEA, e reconhecendo seu papel histórico como protagonistas do diálogo intergeracional, no intuito de oxigenar a própria REBEA e fortalecer as ações deste campo, na formulação e efetivação de políticas públicas voltadas à juventude ambientalista brasileira;

10) Considerando as ações de cooperação bilateral e multilateral que incluem em suas partes programas e ações de Educação Ambiental.

Pleiteamos:

– a urgência de fortalecer e ampliar a integração entre as redes e coletivos para o empoderamento social com as comunidades para o diálogo com os governos panamazônicos e latino-americanos e do Caribe para a proteção da vida nos territórios, com especial atenção no fortalecimento e implementação da formação de pessoas para a conservação e uso dos bens e serviços ecossistêmicos na Amazônia, previstos no Tratado de Cooperação Amazônica (TCA);

– a necessidade do engajamento no diálogo sobre a gravidade da crise ambiental, representada pelos efeitos da mudança climática global, acelerada pela ação humana, atingindo no momento milhões de brasileiros com a seca histórica que afeta as Regiões Nordeste e Sudeste, com a ameaça de colapso no abastecimento de água nestes territórios, contradições do sistema capitalista e neoliberal que acabam provocando sérios problemas socioambientais e econômicos, como o êxodo de populações em busca de melhores condições econômicas e de qualidade de vida;

– a necessidade de valorizar e respeitar a diversidade socioambiental e etnocultural dos povos que habitam as grandes bacias hidrográficas transfronteiriças como a andina, amazônica e do Prata, as quais co-habitam com uma rica diversidade biológica que precisa ser preservada para as atuais e futuras gerações, para além do utilitarismo;

– a urgência da aproximação da pauta ambiental com os direitos humanos, especialmente na redução de barreiras para a igualdade de oportunidades para todas as pessoas, garantindo assim, um desenvolvimento humano justo, acessível, portanto, inclusivo;

– estratégias por parte do governo, por meio do Órgão Gestor da EA brasileira que considerem o processo de internacionalização das redes de educadores e de universidades consolidando a integração de universidades-elos do Brasil com a Alianza de Redes Iberoamericanas de Universidades por la Sustentabilidad y el Ambiente (ARIUSA), GUPES latinoamerica, Rede de Indicadores de sustentabilidade nas universidades – Rede RISU, e também com a Rede Lusófona de EA (países CPLP), REATur e Rede PLANTEA;

– que as Instituições de Educação Superior (IES) promovam diagnósticos, políticas e programas universitários de Educação Ambiental, como uma perspectiva ampliada de ambientalização e sustentabilidade dos campi universitários, nas dimensões do ensino, pesquisa, extensão e gestão, bem como na estruturação do Programa Nacional Universidades Sustentáveis, em parceria com as redes e Instituições de Educação Superior (IES);

– a necessidade de avaliar e ampliar politicas de estado que se institucionalizem em politicas públicas, como: a Conferência Infanto-juvenil para o Meio Ambiente o Programa Mais Educação, PDDE – Escolas Sustentáveis reforçando as Agendas 21 Locais, Comissões de Meio Ambiente e Qualidade de Vida – COM VIDA, previstas no Programa Nacional Escolas Sustentáveis (PNES), em parceria com as redes e Instituições de Educação Superior (IES);

– intensificar o processo de divulgação e implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNEA) em todos os níveis de ensino;

– o fortalecimento da Coordenação Geral de Educação Ambiental (CGEA), vinculada ao MEC, e o Departamento de Educação Ambiental (DEA), vinculado ao MMA, que compõem o Órgão Gestor da Política Nacional de Educação Ambiental;

– garantir a paridade entre governo e sociedade civil, reconhecendo, legitimando e ampliando legalmente a participação no âmbito dos diálogos inter-redes da REBEA, da REJUMA, RUPEA e outras como representantes da malha de redes nacionais no Comitê Assessor da PNEA, fóruns e colegiados de discussão e controle social das políticas públicas em educação, Educação Ambiental e Meio Ambiente;

– revitalizar, rearticular e fortalecer as Comissões Interinstitucionais de Educação Ambiental (CIEAs) e Câmaras Técnicas em Colegiados Socioambientais, como Conselhos de Educação e Meio Ambiente, Comitês de Bacia, Conselho Gestor de Unidade de Conservação ampliando o dialogo e participação desses coletivos na implementação das Políticas de EA, bem como que o MEC, as Secretarias Estaduais e Municipais de Educação, juntamente com a sociedade civil encaminhem esforços concretos para garantir que os planos estaduais e municipais de Educação contemplem as diretrizes e metas do Plano Nacional de Educação, com especial atenção à promoção dos princípios do respeito aos direitos humanos, à diversidade e à sustentabilidade socioambiental;

– definição de normas e mecanismos para direcionar parte dos recursos obtidos pela aplicação das multas ambientais à implementação das políticas públicas e ações em Educação Ambiental, de forma que a DEA-MMA e a CGEA-MEC disponham da autonomia e recursos financeiros previstos na legislação para a gestão dos programas e projetos em Educação Ambiental em andamento no país, alguns deles estagnados ou paralisados por falta de corpo técnico para acompanhamento e avaliação;

– abertura do diálogo com os órgãos do licenciamento ambiental federal e estaduais, e com o Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA) e Conselho Nacional de Recursos Hídricos para estabelecimento de normas e critérios para construção participativa de todas as etapas estruturantes dos programas de Educação Ambiental sintonizados com os princípios da Política Nacional e Estaduais de Meio Ambiente e de Educação Ambiental e suas práticas;

– revisão da Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA), que completou seus 15 anos, o que exige um processo de diagnóstico, avaliação e reformulação frente aos desafios da problemática socioambiental no âmbito nacional e internacional;

– que todos os órgãos de Meio Ambiente e Educação de Estados, e Munícipios e Distrito Federal disponham de unidades administrativas de Educação Ambiental a fim de garantir a Educação Ambiental como um componente essencial e permanente da educação nacional, devendo estar presente, de forma articulada, de acordo com a PNEA e os princípios e objetivos da DCNEA;

– que todos os Estados, Municípios e Distrito Federal desenvolvam e implementem suas políticas e programas de Educação Ambiental, conforme a legislação vigente;

– que as CIEAs garantam, quando for o caso, a representatividade de comunidades e dos povos tradicionais/indígenas;

– promover o diálogo, para definir uma ecologia de saberes que nos aponte as convergências entre as diferentes filosofias, epistemologias e metodologias que fundamentam as práticas e ações em Educação Ambiental no país, diante dos desafios e vulnerabilidades a que estamos expostos com a degradação da capacidade de suporte de vida no planeta pela espécie humana e demais seres que com ela coabitam;

– a facilitação dos órgãos responsáveis pela implementação da política externa brasileira, nomeadamente o Ministério das Relações Exteriores, no âmbito de suas funções para a consolidação de diálogos e articulação de ações e projetos com Redes afins no contexto da ONU, dos países e blocos que o Brasil integra, a exemplo do BRICs, Mercosul e demais instituições como o TCA;

– fortalecer as ações do campo socioambiental, na formulação e efetivação de políticas públicas voltadas à juventude ambientalista brasileira.

Concluindo, acolhemos as novas Redes criadas no âmbito da malha da REBEA: Rede de Educação Ambiental para Escolas Sustentáveis, Rede de Educação Ambiental na Agricultura Familiar e reiteramos a pauta de reivindicações anunciadas na Carta da Praia Vermelha, aprovada na plenária Final do VI Fórum Brasileiro de EA, realizado no Rio de Janeiro em 2009, e reafirmamos o nosso compromisso como brasileiros e brasileiras, educadores, militantes e sujeitos engajados da área socioambiental em ampliar e promover o debate sobre os desafios necessários a serem enfrentados para a consolidação e construção de políticas públicas e ações da sociedade, em geral, que promovam mudanças políticas, econômicas, sociais e culturais, visando a construção de sociedades sustentáveis, entendidas como aquelas assentadas sobre os princípios da equidade, da justiça, da sustentabilidade socioambiental e econômica.

Finalizando, conclamamos o Governo Federal, os Governos Estaduais, Municipais e do Distrito Federal a assumirem os compromissos aqui elencados por meio da implementação de políticas públicas participativas, engajando, em especial, os movimentos sociais diversificados nas transformações pelo que pleiteamos e assentados sobre a ética de defesa e promoção da vida, no controle da sociedade sobre o Estado e na construção da agenda pactuada na Cúpula dos Povos e nos Fóruns Sociais Mundiais.

Belém-PA, 06 de dezembro de 2014

Assinam a presente Carta os facilitadores da Malha de redes da Rede Brasileira de Educação Ambiental presentes ao VIII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental.

1. Rede de Educação Ambiental do Rio de Janeiro – REARJ

2. Rede Capixaba de Educação Ambiental – RECEA m

3. Rede Mineira de Educação Ambiental – RMEA

4. Rede Paulista de Educação Ambiental – REPEA

5. Rede de Educação Ambiental da Bacia do Rio São João – REAJO

6. Rede de Educadores Ambientais da Baixada Fluminense (RJ)

7. Rede de Educadores Ambientais da Baixada de Jacarepaguá (RJ)

8. Rede Estrada Parque de Educação Ambiental – (Barbacena – MG)

9. Rede de Educadores Ambientais do Médio Paraíba do Sul (RJ)

10. Rede de Educação Ambiental da Bahia – REABA

11. Rede Alagoana de Educação Ambiental – REAL

12. Rede de Educação Ambiental do Rio Grande do Norte – REARN

13. Rede de Educação e Informação Ambiental de Goiás – REIA-GO

14. Rede Paraense de Educação Ambiental – REDEPAEA

15. Rede de Educação Ambiental de Rondônia

16. Rede Sul Brasileira de Educação Ambiental – REASUL

17. Rede Paranaense de Educação Ambiental – REA-PR

18. Rede de Educação Ambiental Escolar- IIDEA

19. Rede ECOSURFI

20. Rede de Centros de Educação Ambiental – REDE CEAS

21. Rede Materiais de Educação Ambiental – REMATEA

22. Rede da Juventude pelo Meio Ambiente e Sustentabilidade – REJUMA

23. Rede Olhares da Juventude

27. Rede Brasileira de Informação Ambiental- REBIA –

28. Rede Ambiental da Primeira Infância – REAPI 29. Rede de Educadores Ambientais de Niterói e Leste da Baia de Guanabara (RJ)

30. Rede de Educação Ambiental da Serra dos Órgãos – REASO (RJ)

31. Rede Carajás de Educadores Ambientais – Rede Carajás

32. Rede Amazonense de Educação Ambiental – RAMEA

33. Rede Universitária de Programas de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis – RUPEA

34. Rede de Educação Ambiental na Agricultura Familiar(criada no âmbito deste Fórum)

35. Rede Aguapé de Educação Ambiental no Pantanal – Rede Aguapé – MS

36. Rede de Educação Ambiental da Paraíba – REA-PB

37. Movimento Unido dos Povos e Organizações Indígenas da Bahia – MUPOIBA

38. Rede Cearense de Educação Ambiental – RECEBA

39. Rede de Educação Ambiental da América Latina – Rede EALatina

40. Rede de Educação Ambiental Costeira e Marinha – REACOMAR

41. Rede Cearense de Juventude pelo Meio Ambiente – RECEJUMA

42. Rede de Educação Ambiental para Escolas Sustentáveis (criada no âmbito deste Fórum)

Assinam também esta Carta:

43- Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais – FBOMs

44- Rede Brasileira de Agendas 21 Locais – REBAL

Veja também os outros artigos sobre Educação Ambiental.

Viva o Halloween!!!

O título é uma provocação.

Mas, vamos pensar: chega esta época e todo ano é a mesma coisa:

Halloween é o cacete!

Viva o Saci!

Fora as bruxas!

, gritam aos quatro cantos os adeptos exclusivistas da “cultura brasileira”.

Ora, o que é a cultura “brasileira” senão uma mistura centenária de muitas outras culturas? E o que são estas outras culturas que por aqui aportam senão misturas milenares de outras tantas culturas?

Sim, a famosa “globalização” não está acontecendo somente agora: sempre houve. As grandes conquistas e os grandes movimentos de pessoas – e, claro, de suas culturas, costumes, hábitos, genes – sempre ocorreram em nosso planeta.

A espécie humana é una, apesar de suas diferenças. E a tendência natural, pra mim, é ficarmos cada vez todos mais parecidos.

Você, então, que brada contra o halloween, tome cuidado: estarei te vigiando em junho/julho pra ver se é contra as festas juninas, hein?! rs…

Ou você se esquece que esta festa tão “brasileira” tem origem estrangeira?

Mas vale destacar que essa festa tão brasileira não foi invenção nossa, é uma herança pré-cristã trazida pelos portugueses e adaptada ao contexto local, conforme explica o professor Severino Alves de Lucena Filho, da Universidade Federal da Paraíba (UFPA). Já a quadrilha, a dança de pares em homenagem aos santos juninos em agradecimento às boas colheitas (em especial do milho), “chegou por aqui no início do século XIX, trazida pelos mestres de orquestras de danças palacianas francesas e cultuada por nossos compositores que imprimiram nela a marca brasileira”, diz Grassi. [Leia o artigo completo aqui.]

Afinal, você não vai deixar as crianças brasileiras serem tão influenciadas por estes estrangeirismos e cultura de fora, não é?

Veja:

“balancê” (do francês, balancer);

“vizavi” (vis-à-vis),

“anavantu” (en avant tous),

“tur” (tour),

“travessê de dama” (traveser de dâmes),

“returnê” (retourner),

“anarriê” (en arrière).

É isso. Deixemos de patriotismo intolerante. Deixemos de xenofobia.

Viva as culturas!

Viva tudo de bom que podemos pegar aqui e ali, de todos os lugares, de todas as pessoas, de todos os países!

E as bruxas merecem!

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira

Manifesto Educadores Ambientais com Dilma

Independente de minhas próprias posições políticas, abro um espaço para divulgar, a pedido de amigos, este manifesto.

No primeiro turno eu votei, com muita consciência e convicção, na Luciana Genro. Neste turno estou em dúvida entre duas opções: votar na Dilma ou anular o meu voto. Para mim só há estas duas alternativas.

Na primeira opção (Dilma), por conta dos avanços sociais que o Brasil vem registrando, inegáveis.

Na segunda opção (nulo), por conta dos 50% de críticas que tenho – e não são poucas [tema para outros artigos].

“E a terceira opção, Declev?”, podem perguntar alguns leitores. Never, respondo eu.

Então, como dito, abro este espaço para a divulgação deste manifesto, capitaneado por amigos queridos por todo o Brasil.

Eu apoio o manifesto, mesmo sem meu nome estar incluso. Independente de qualquer coisa, vale a leitura e a reflexão.

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira
Pensando

Educadores Ambientais com Dilma

O atual momento em que se encontra o processo político brasileiro exige posição. Com a eleição de uma bancada extremamente conservadora, nunca na história do país as pautas progressistas tiveram tantos ataques.

Nós educadores ambientais abaixo assinados, participantes de ONGs, Redes, Universidades, escolas e mais diferentes espaços sociais temos lado.

A sustentabilidade ambiental e os direitos humanos estão intrinsecamente conectados e defendemos que estes temas precisam estar internalizados nas políticas públicas.

Compreendemos a necessidade de avançarmos em muitos aspectos, mas não podemos negar as conquistas estabelecidas no último período, fruto de compromisso político e, acima de tudo, a concretização de espaços de participação social que deram voz a diferentes atores sociais.

Por tudo isto, neste momento, defendemos a continuidade de iniciativas que tem transformado o Brasil na perspectiva da emancipação e da inclusão social.

Desde 2003 temos produzido avanços significativos, que vão à direção da institucionalização da educação ambiental no Brasil. Podemos destacar os processos conferenciais adulto e infanto-juvenil, os coletivos educadores, salas verdes e tantas outras propostas as quais nos identificamos e fomos protagonistas em sua implantação, especialmente, dando voz a crianças e adolescentes.

O Governo Dilma, neste sentido, deu duas valiosas contribuições. Primeiro, a criação do Programa de Educação Ambiental na Agricultura Familiar (PEAAF) e, recentemente, o Programa Nacional Escolas Sustentáveis, ambos em diálogo com o fortalecimento da Política Nacional de Educação Ambiental (Pnea), do Programa Nacional de Educação Ambiental (Pronea) e na Estratégia Nacional de Comunicação e Educação Ambiental (Encea).

Os governos petistas têm como marca o fortalecimento da EA com diversos programas de formação para professores e educadores populares, enraizamento com o fortalecimento das CIEAs, CEAs e Salas Verdes e empoderamento de comunidades e territórios.

Compreendemos que há muito por fazer na direção de uma sociedade verdadeiramente sustentável, mas os modelos neolibeirais não podem voltar ao cenário político brasileiro por todo retrocesso que representam às políticas públicas e especialmente, no papel protagonista do Estado.

Com base nestes argumentos, apoiamos a reeleição da presidenta Dilma e encorpamos a luta por mais direitos em direção a um Brasil cada vez mais justo, inclusivo e sustentável!

Assinam o documento:

1. Alexandre Alves de Sousa – CJ – GO
2. Alexandre Cougo de Cougo – UFMS – MS
3. Alexandre de Gusmão Pedrini – REARJ – RJ
4. Anderson de Souza Vicente – IBAMA – RJ
5. Anderson Mendes Souza – UFPR/Movimento Mudança/CJ – PR
6. Andre Lemes da Silva – FURG – RS
7. André Luís da Silva Lima – CJ-Kairós – MS
8. André Paulo de Barros – Rede de Defesa Ambiental do Cabo de Santo Agostinho – PE
9. Angélica Cosenza – UFJF – MG
10. Associação dos Criadores e Promotores de Saberes e Práticas Sustentáveis/Casa dos Saberes/ Rede Municipal e Estadual de Educação de São José do Norte
11. Aurici Azevedo da Rosa – Grupo Maricá – RS
12. Beatriz Consuelo Stark – UFRGS – RS
13. Carla Loba – REPEA – SP
14. Celso Sánchez – UNIRIO – RJ
15. Cintia Barenho – CEA – RS
16. Cíntira Santos Rodrigues – Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia – BA
17. Claudia – Ambiente de Ação – SP
18. Claudia Coelho Santos – UESB/RUPEA – BA
19. Clelia Gonçalves – Gregor Mendel – BA
20. Cleria B. Meller – IFF – RS
21. Cristine Carole Muggler – Sala Verde de Viçosa / Museu de Ciências da Terra Alexis Dorofeef/UFV – MG
22. Dal Bezerra – REABA – DF
23. Daliana Amaral Mirapalhete – Palácio Piratini – RS
24. Dalvacir pereira de Araújo – NEA/SUEF/SEEC – RN
25. Daraina Pregnolatto – Guaimbê – GO
26. Debora Pedrotti Mansilla – MT
27. Deyvid Galindo Santos – PE
28. Diogo Damasceno Pires – CJ-GO/REJUMA/REI – GO
29. Dion Kitzmann – FURG – RS
30. Dioniso de Souza Sampaio – UFPA/IECOS – PA
31. Eciele Silva – SEDUC – MT
32. Edilene Santos Carvalho – CIEA – BA
33. Edison Kern – Grupo Maricá – RS
34. Eliza Maria Xavier Freire – UFRN/PRODEMA – RN
35. Érika Ferreira da Silva Bazilio – Gema – RJ
36. Ero Choueri – SAAE – SP
37. Fabio Andre Silva da Silva – Grupo Maricá – RS
38. Felipe Baunilha – SEE – PB
39. Felippe Mousovich Neto Instituto Moleque Mateiro de Educação Ambiental – RJ
40. Franklin de Paula Júnior – DF
41. Gina Rizpah Besen – USP – SP
42. Glaura Cardoso Soares – ICMBIO – GO
43. Gleice Maira Fernandes – REAJO – RJ
44. Heullis souza da silva – CJ – GO
45. Idalécio Santos – COORDENAÇÃO ESTADUAL DOS TERRITÓRIOS – BA
46. Ilana Vitória Leal Pina – COEPI – GO
47. Irineu Andrade – Sítio Araçá – RN
48. Isabel Georgina Patronis Dominguez – PlanTEA – SP
49. Isis Volpi – Centro de Educação Ambiental da Secretaria de Meio Ambiente da Cidade do Rio de Janeiro – RJ
50. Jacqueline Guerreiro Aguiar – Rede IIDEA – RJ
51. Jane Alves Fernandes – MG
52. Jaqueine Érrico – SEDUC – BA
53. Jorge Amaro de Souza Borges – REASUL – RS
54. Julia Carneiro Rossi – UFRJ/Muda Mará – RJ
55. Juliana Malavasi – SP
56. Julianne Medeiros – SEDUC – GO
57. Karla Gouvêa – CJ – PA
58. Lakshmi Juliane Vallim Hofstatter – UFSCAR – SP
59. Leila Maria Vendrametto – REPEA – SP
60. Lidiane Averny Sales – Escola Indigena Estadual Hadori
61. Lilian Alves Schmitt – RS
62. Lindinei Alves Porto – REABA/RESAB – BA
63. Luca Silbert – UFRJ – RJ
64. Lucas Machado – Escola Família Agrícola de Goiás – GO
65. Lucia de Fátima Socoowski de Anello – FURG – RS
66. Lucia Kawahara – REMTEA – MT
67. Luciane Goldberg – Universidade Federal do Ceará – CE
68. Luiz Afonso Vaz de Figueiredo – Centro Universitário Fundação Santo André/REPEA – SP
69. Luiza Virginia Duarte – UFG – GO
70. Luzia de Lurdes Severo Lins – MT
71. Mara Santina Maciel de Oliveira – GPEA/UFMT – MT
72. Marcelo Gules Borges – UFSC – SC
73. Márcia Luzia Cardoso Neves – Centro de Desenvolvimento Sustentável e Agroecologia Sapucaia – BA
74. Márcia Valle – MG
75. Marcio Andre Facin – Defesa Civil – RS
76. Marcus Machado Gomes – REASO – RJ
77. Maria Carolina Portes – RJ
78. Maria de Lourdes Cardoso Soares Cantarelli – Aposentada Ibama – GO
79. Maria do P Socorro de Oliveira Rabbett – EEEFM Regina Coeli Souza Silva – PA
80. Maria Henriqueta Andrade Raymundo – SP
81. Maria Izabel Azevedo Marques Birolli – PUC – SP
82. Maria José Carneiro – UFRJ – Rio de Janeiro
83. Maria Rita Avanzi – UNB/RUPEA – DF
84. Marina Silveira – SP
85. Marina Silveira – SP
86. Mario Sergio Cunha Alencastro – UNINTER – PA
87. Martha Tristão – UFES – ES
88. Matilde Pereira Gonçalves – Educadora – BA
89. Mayara Amaral dos Santos – REJUMA – SP
90. Michèle Sato – UFMT – MT
91. Michele Tidisco Padovani – UFV – MG
92. Michelle Jaber – REMTEA – MT
93. Mônica Pilz Borba – Instituto 5 Elementos
94. Neidis Matos Pereira – REABJ – RJ
95. Neusa Veronesi – Associação Mamberti de Cultura – SP
96. Norma Aparecida de Oliveira – MT
97. Nylce Jucá – REASO – RJ
98. Patricia Ferraz da Cruz – COEPi/Rede dos POntos de Cultura/REIA-GO
99. Pedro Roberto Jacobi – USP – SP
100. Rachel Zacarias – UFJF/ GEA – MG
101. Raissa Dias Theberge – UFRJ – RJ
102. Raquel Eufrázio de Santana – UFRPE – PE
103. Rejane Teresinha Dahmer Gomes – Coletivo Educador de Quatro Pontes – PR
104. Renata Rozendo Maranhão – MMA – DF
105. Ricardo Novaes – SP
106. Rita de Cássia Gnutzmann Veiga FURG – RS
107. Roberta Carteiro Pedroso – REPEA – SP
108. Romário Augusto Morais Santos de Souza – CIEA – MT
109. Ronaldo Costa – MMA – DF
110. Ronaldo Senra – IFMT/RMTEA – MT
111. Saguio Moreira Santos – CTA – MT
112. Samia Nascimento – LAPPES – USP
113. Sandra Lilian Silveira Grohe – RS
114. Sara Barroso – Associação dos Amigos do Coqueiro do Alagamar – CE
115. Shaula Maíra Vicentini de Sampaio – UFF – RJ
116. Silvani Mira – GEEMA – RJ
117. Silvano Carmo de Souza – IFMT – MT
118. Sílvia Letícia Silva da Silva – UFPEL – RS
119. Sinvaline Pinheiro – Memorial Serra da Mesa – GO
120. Suíse Monteiro Leon Bordest – UFMT/REMTEA – MT
121. Suzana de Santana Martins – CJ – GO
122. Tadeu Ribeiro da Costa – GO
123. Talita de Cássia Francisco – UFV – MG
124. Thais Alves – UFRJ/Projeto Muda Maré – RJ
125. Valeria Freixedas – SP
126. Valéria Ghisloti Iared – UFSCAR/APASC – SP
127. Valéria Guimarães – PMJF – MG
128. Vitor Hugo Cantarelli – IBAMA – GO
129. Wadson Xavier de Souza – MG
130. Wagner Terra Silveira – SEMA – RS
131. Wanderley Silveira Junior – IFET Sudeste – MG
132. Wisline Alves Araújo – GO
133. Zanna Matos – SEMA – BA

Aluno leva tiro na cabeça dentro de sala de aula – Escolas Roletas-Russas

Esta semana fomos surpreendidos pela notícia de um aluno que foi baleado na cabeça dentro de uma escola no Rio de Janeiro. Aconteceu na Cidade de Deus, bairro imortalizado em um filme e com famoso histórico de violência.

O aluno estava SENTADO em sala de aula do TERCEIRO andar, quando caiu da cadeira. Os amigos pensaram que ele tinha levado uma pedrada e chamaram o professor, quando este percebeu que se tratava de uma bala “perdida”. Mais uma bala perdida que se acha.

Soube que NINGUÉM do SEPE ligou pra escola nem foi lá.

Soube que NINGUÉM da CRE [Coordenadoria Regional, órgão da Secretaria de Educação] ligou ou foi lá prestar algum auxílio. Somente depois de tudo é que eles “telefonam pra dizer o que fazer”. Segundo a secretaria, ela “mantém um programa em que envia pedagogos, psicólogos e assistentes sociais às escolas em casos de situações difíceis” (fonte).

Como sei disso? Uma amiga minha dá aulas naquela escola e estava lá no dia. Ela ajudou a socorrer e acalmar o caos que a escola ficou.

Nós estamos sujeitos a isso todos os dias. É uma roleta-russa diária. Podem querer argumentar que qualquer pessoa está sujeita a estes acontecimentos em qualquer lugar. Mas não é a mesma coisa.

Praticamente os únicos profissionais que entram nos locais de conflito por estas bandas – que matam mais que qualquer guerra no mundo – são os policiais e os professores.

Com a diferença que os policiais entram armados e para matar. Os professores entram “na mão”.

Mais ninguém.

A fatalidade que atingiu este aluno poderia ter ocorrido com qualquer outra pessoa que estivesse ali dentro daquela sala de aula. E, adivinhem: quem mais estava lá dentro, além dos alunos e professores?

Alguém da secretaria de educação? Não.

Algum policial? Não.

Algum político? Não.

Algum especialista em educação dos que ficam verborragiando suas verdades e nos dizendo como devemos proceder na escola? NÃO mesmo!

Por acaso o empresário economista que se diz “especialista em educação” gustavo ioschpe que adora dizer que os professores são incompetentes estaria lá? NUNCA!

Algum deles, por acaso, algum dia poderia ter a mínima chance de lhes ocorrer alguma fatalidade dentro de uma sala de aula?

NUNCA! Sabem por quê? Porque a sala de aula NÃO É nem NUNCA FOI o local de trabalho deles! É somente o local do qual adoram falar sobre, sem NUNCA terem tido nem mesmo uma semaninha de experiência de tratar com uma turma de crianças e adolescentes de uma escola de periferia ou de comunidade violenta.

E, quem já entrou e saiu, esqueceu.

Mas, claro, adoram defecar asneiras pela boca, afirmando que as escolas devem ser classificadas em “Melhores” ou “piores” conforme as “notas” do alunos. Ou que os professores não devem ganhar bem porque não sabem trabalhar. Ou que somente devem receber “bônus” salariais aqueles que tiverem “bons resultados”.

Vejam alguns posts nos quais já falei sobre isso:

Agora gostaria que estas ANTAS (já pedindo perdão aos amigos perissodáctilos) me digam que justiça se tem em comparar os resultados obtidos nestas escolas localizadas em áreas de verdadeiras guerras urbanas com outras localizadas em áreas mais nobres da cidade.

Gostaria que as BESTAS defensoras da meritocracia me digam: como se estuda decentemente nestes lugares?

Se a violência não entra na escola janela adentro, entra no imaginário, no psicológico, na estrutura emocional, na fala, nas atitudes dos alunos.

Mas entra.

E enquanto a violência entra nas escolas de todas as maneiras, dissimulações, imbecilidades, falcatruas, roubos, desvios e propostas idiotas saem “pelo ladrão” de dentro dos podres poderes.

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira
Sobrevivente

Congresso Nacional de Meio Ambiente e Sustentabilidade – Online e gratuito

Ajudando a divulgar evento na área de meio ambiente.

É totalmente online e gratuito, contando com diversas palestras com especialistas de renome.

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira

Congresso Nacional de Meio Ambiente e Sustentabilidade – CONMAS

CONMAS

Quando: Nos dias 11 a 17 de agosto de 2014

Este será um Congresso totalmente ONLINE e GRATUITO e contará com a participação de mais de 20 pesquisadores e especialistas na área de Meio Ambiente e Sustentabilidade.

Serão tratados diversos temas na área ambiental durante 07 dias.

Para a inscrição no Congresso CLIQUE AQUI

Abaixo os palestrantes confirmados e respectiva palestra:

  • Amarildo R. Ferrari – Palestra: Meio Ambiente e Espiritualidade: uma interligação necessária
  • Genebaldo Freire Dias – Palestra: 3014: de volta para o presente
  • Berenice Gehlen Adams – Palestra: Cultivando a Sustentabilidade
  • Mário Jorge Cardoso Coelho Freitas – Palestra: Da insustentável sociedade de risco rumo a sociedades mais sustentáveis e mais seguras
  • Vanessa Hernandez Caporlingua – Palestra – Compreender a legislação ambiental para uma Educação Ambiental transformadora
  • Adriana Massaê Kataoka – Palestra: do lixo ao rejeito – inovações paradigmáticas da Política Nacional de Resíduos Sólidos
  • Manoel Gonçalves Rodrigues – Palestra: Energia, sustentabilidade e paradigmas no século XXI
  • Ailim Schwambach – Palestra: Rotulagens ambientais e selos verdes: é possível diminuir nosso impacto ambiental e de consumo com pequenas ações?
  • Antonio Fernando Silveira Guerra – Palestra: Educação Ambiental e os discursos da sustentabilidade: Qual o meu, o seu e o nosso compromisso?
  • Ricardo Harduim – Palestra: Compensação Ambiental para a Construção de uma Sociedade de Baixo Carbono
  • Fátima Elizabeti Marcomin – Palestra: A percepção ambiental e a dinâmica da paisagem: integrando para uma maior compreensão e sensibilização
  • Ivone Aparecida Dias – Palestra: ‘A criação é um livro’: o homem medieval e o conhecimento divino e humano pela via da natureza
  • Aloisio Ruscheinsky – Palestra: Políticas Ambientais: atores e conflitos
  • Francisco Henrique de Oliveira – Palestra: Cartografia Cadastral como base de referencia a Gestão Territorial
  • Áurea da Silva Garcia – Palestra: Por que Gênero, Água e Educação Ambiental?
  • Irene Carniatto – Palestra: Redes de Sustentabilidade: mobilizando e integrando ações através de Redes Digitais

Construção do Programa Municipal de Educação Ambiental do Rio de Janeiro

Estou envolvido, como facilitador de grupos, com a construção do Programa Municipal de Educação Ambiental.

A construção do texto será totalmente coletiva, feita em diversas fases.

Na primeira, toda a sociedade está convidada a enviar propostas, ideias, pedaços de texto, informações ou o que quer que seja que julgue importante constar no Programa.

Depois, com todas as propostas em mão, o um texto-base será construído e este ainda irá ser “sabatinado” em 14 encontros por todo o município – abertos a quem quiser participar – para remodelar e ajustar o texto.

Copio aqui o convite feito para a participação, convidando a todos para que enviem suas propostas. Não precisa ser morador do Rio de Janeiro, basta ter boa vontade e boas ideias.

Envie sua proposta até o dia 8 de agosto de 2014.

Aqui você pode entrar no site do ProMEA.

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira

Programa Municipal de Educação Ambiental da Cidade do Rio de Janeiro – ProMEA-Rio

Construção Participativa do Texto-Base

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente, através do seu Centro de Educação Ambiental – CEA, está elaborando o Programa Municipal de Educação Ambiental da Cidade do Rio de Janeiro – ProMEA·Rio, visando a consolidação da Política Municipal de Educação Ambiental no município, de acordo com a Lei Municipal nº 4791/08 que Institui o Sistema Municipal de Educação Ambiental.

O ProMEA·Rio em sintonia com o Programa Nacional de Educação Ambiental, o Tratado de Educação Ambiental para as Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global e a Carta da Terra, será elaborado através de um processo participativo envolvendo os atores sociais dos diversos territórios da cidade, em Workshops onde será apresentado um Texto-Base a ser discutido, alterado e aprovado através de consenso.

Para a construção desse Texto-Base estamos convidando educadores, ambienta listas e educadores ambientais para apresentarem propostas, que deverão estar articuladas aos seguintes tópicos da estrutura inicial do documento: diretrizes, princípios, objetivos, público-alvo, e linhas de ação, que deverão nortear esta política.

Neste sentido, gostaríamos de convidá-Io para participar enviando suas propostas, articuladas aos tópicos, até o dia 8 de agosto pelo email do promea: contato@promea-rio.com.br

Contamos com a sua participação e nos colocamos à disposição para qualquer esclarecimento que se faça necessário.

Atenciosamente,

Daniele Simas
Diretora do Centro de Educação Ambiental

O que são as “Jornadas” dos Fóruns Brasileiros de Educação Ambiental?

Continuando a série sobre os Fóruns Brasileiros de Educação Ambiental, agora vamos tratar de um de seus elementos principais, as Jornadas.

Mais uma vez, recorro a Jacqueline Guerreiro, que é quase uma biblioteca ambiental ambulante, para nos explicar o que são as Jornadas que ocorrem no âmbito dos Fóruns.

Cada Jornada é organizada por uma ou mais rede do Brasil. A escolha do tema é livre por quem organiza, sendo, obviamente, o tema de acordo com a vida profissional dos enredados ou da rede.

A participação é aberta a todos que querem dar sua colaboração, basta chegar.

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira

O que são as Jornadas dos Fóruns Brasileiros de Educação Ambiental

As Jornadas no âmbito dos Fóruns iniciam-se no V Fórum em Goiânia (2004) e consolidam-se no VI Fórum no RJ (2009).

O V Fórum estava sob a coordenação da Patrícia Mousinho, então secretária da REBEA. E quando esta me convidou para trabalhar com ela na estruturação deste Fórum eu sistematizei as discussões sobre a identidade de nossos fóruns a partir do eixo Fortalecimento da REBEA, que era um dos eixos principais desta secretaria da rede. Assim, organizamos o ” espaço das redes” com três territórios : o dos Stands das Redes, o do Encontro da REBEA e os das Jornadas. As Jornadas, neste momento, ainda se configuraram num misto entre demandas das redes e indicações da coordenação do fórum. Era um experimento, diríamos assim.

No VI Fórum, organizado por mim e pelo Declev Dib-Ferreira, este Espaço das Redes se consolida a partir do diálogo constante com os facilitadores das redes da malha da REBEA e então tivemos novamente os Stands das redes, o Encontro da REBEA e as Jornadas:

1- Stands: Seguiram a proposta do V Fórum, ou seja, são stands tradicionais, todos juntos num mesmo espaço, em que cada rede se apresenta aos educadores ambientais presentes ao Fórum. Às vezes, várias redes compartilham um mesmo stand se assim acharem pertinente. Nestes stands são apresentados os materiais elaborados pelas redes, suas histórias, são organizadas atividades. Como estão todos juntos, apesar de delimitados pela estrutura tradicional dos stands de eventos, os seus corredores acabam se tornando “espaços de trocas e diálogos”. É o espaço onde os enredados se encontram, reencontram, tecem parcerias, comem e bebem (as redes levam produtos regionais), cantam e dançam, etc.

Uma questão com relação aos stands é que no VI Fórum pudemos também ter stands para as nossas redes-irmãs. Assim, a REBEA proporcionou stands para o FBOMS e a REBAL.

2- Encontro da REBEA: No VI Fórum, após as discussões anteriores ao evento, decidiu-se que o Encontro da REBEA nos fóruns deveria não apenas ser um encontro “administrativo” da rede, onde várias decisões sobre o funcionamento da rede e os futuros encaminhamentos seriam decididos, mas também deveria ser um encontro onde a rede tecesse posicionamentos políticos claros sobre questões nacionais e globais. Assim, nesta dimensão, o Encontro da REBEA inserido no VI Fórum definiu:

a) a Carta da Praia Vermelha como norteador político dos posicionamentos da rede em questões chave.

b) o apoio da REBEA à Jornada do Tratado de EA, que se consubstanciaria, no que tange aos Fóruns em um stand em todos os próximos Fóruns para as informações acerca do Tratado Internacional de EA de 1992, que é a Carta de Princípios da REBEA.

3 – Jornadas: As Jornadas são organizadas pelas redes, não por indivíduos enredados, são as facilitações das redes que apresentam a proposta, seguindo os eixos do Fórum. As redes possuem autonomia para pensarem o formato, os nomes, os produtos, evidentemente em diálogo com a Coordenação do Fórum. É o espaço onde os saberes e experiências das redes podem ser apresentados aos participantes dos fóruns, já que os espaços mais tradicionais dos fóruns (conferências, mesas, etc.) possuem muitos indicadores a serem levados em consideração na sua organização (políticos, regionais, financeiros…).

No VII Fórum na Bahia (2012) este espaço das redes não foi totalmente consolidado, mas agora no VIII Fórum (3 a 6 de dezembro em Belém), organizado pela Rede Paraense, nos nomes da Marilena Loureiro e do Fidelis Paixão, estes consensos foram reiterados e estes 3 espaços-tempo (Stands das redes, o Encontro da REBEA e as Jornadas) existirão.

No caso dos Stands já estamos coletivamente na Facilitação fazendo um levantamento das redes; as Jornadas já estão também sendo objeto de reflexão e organização; e o Encontro da REBEA ainda deverá ser objeto de reflexão na Facilitação Nacional.

Seguindo nossos consensos, o Colegiado Nacional da REBEA (redes do RJ, do PA, BA, SUL, MS e SP) auxiliará a Coordenação do Fórum na estruturação destas três dimensões, pois dá um baita trabalho.

Apenas para lembrar porque eu e vários já respondemos dúvidas aos montes sobre isso: o próximo fórum da REBEA (IX) será na região Sul do país, pois o consenso estabelecido no V Fórum em Goiânia foi de uma região por vez. Depois, o X retorna ao Centro-Oeste (e a rede do Mato Grosso do Sul, no VII Fórum já apresentou a possibilidade de ser lá).

Por fim, a Jornada do Tratado de EA deverá, seguindo nossos consensos, ter um stand específico. No VII Fórum isto não foi possível, mas temos que viabilizar desta vez.

Os Fóruns Brasileiros de Educação Ambiental e seus diálogos com outros coletivos e movimentos

Os  Fóruns Brasileiros de Educação Ambiental são eventos em que se busca ampliar a discussão e participação social relacionadas à implantação da educação ambiental em todos os setores da sociedade.

Desta forma, para que não fique somente no âmbito dos próprios educadores ambientais, estes eventos vêm ampliando o leque de participação e buscando dialogar com diversos outros grupos de atuação política.

Recebi esta mensagem por email, escrita pela Jacqueline Guerreiro. Copio-a aqui para ajudar no entendimento do que sejam estes fóruns e para manter um registro das ações.

Como eu já divulguei por aqui, este ano acontecerá o VIII Fórum Brasileiros de Educação Ambiental.

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira

Os Fóruns Brasileiros de Educação Ambiental e seus diálogos com outros coletivos e movimentos

Desde o V Fórum (Goiânia, 2004) que os Facilitadores da REBEA estamos preocupados com estes diálogos com outros coletivos e movimentos.  Estes diálogos foram um dos Eixos da estruturação do V Fórum, coordenado pela então Secretária Executiva da REBEA Patricia Mousinho, que se empenhou pessoalmente no levantamento de recursos para que pudéssemos propiciar um encontro dos membros do GT de Educação Ambiental do FBOMS – Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais – e do Colegiado Nacional da REBAL – Rede Brasileira de Agendas 21 Locais. A proposta era de construção de uma agenda comum.

Este Eixo  também foi um dos alicerces na construção do VI Fórum (RJ, 2009). Neste Fórum os diálogos na Facilitação da REBEA ampliaram a perspectiva de construção de uma Agenda Comum de lutas e, neste sentido, tivemos nas mesas do Fórum representantes do FBOMS, REBAL, Rede Ecossocialista, Rede Brasileira de Justiça Ambiental, CUT, Rede de ONGs da Mata Atlântica, dentre outros. Propiciamos também a vinda para o Fórum de várias lideranças indígenas (inclusive Caciques), lideranças quilombolas, lideranças de movimentos de mulheres, dos movimentos negro, do campo e sindicais. Tivemos também, pela primeira vez, a perspectiva das pessoas com deficiência. Nos stands tivemos não apenas as redes de educação ambiental da malha da REBEA como também conseguimos disponibilizar stands para o FBOMS, REBAL, CNMA, os Povos Indígenas, etc.

Todo este movimento de diálogos e aproximações resultou na Carta da Praia Vermelha, onde algumas das perspectivas trazidas por estes diálogos foram inseridas.

Em janeiro de 2012 no Fórum Mundial em Porto Alegre os facilitadores da REBEA presentes salientamos a necessidade de continuidade destes diálogos e construímos um percurso mais objetivo em que os diálogos seriam um dos eixos primordiais do VII Fórum ( março, 2012) e do espaço da REBEA na Cúpula dos Povos (julho, 2012). Infelizmente não conseguimos concretizar estes diálogos no VII Fórum.

Estes diálogos iniciados em 2004 no V Fórum foram primordiais para nossa inserção na luta do campo ambiental por ocasião da Cúpula dos Povos. Lutamos junto com vários coletivos (notadamente o FBOMS que foi um grande arquiteto na construção de uma pauta comum), e conseguimos um território na Cúpula dos Povos para o campo ambiental e inserido neste território a nossa Tenda da REBEA/REBAL, em parceria com o Instituto Terra. Nesta nossa Tenda pudemos retomar estes diálogos políticos e eles são  um dos eixos de construção do VIII Fórum (Belém, 2014), pois todos os consensos estabelecidos pela Facilitação da REBEA , o que inclui a perspectiva destes diálogos com movimentos e coletivos, estão sendo respeitados pela Rede Paraense de Educação Ambiental,  organizadora do evento, nas pessoas dos Facilitadores Marilena Loureiro e Fidélis Paixão.

Mas há um ponto fundamental que é a fragilização da Educação Ambiental no PNE. Lembro que muito antes do Vítor da RUPEA chamar atenção aqui na lista da REBEA sobre esta questão, o Celso Sanchez (REARJ) e o Jorge Amaro (REASUL) já tinham enviado um texto sobre a necessidade de a REBEA ser mais pro-ativa para que a Educação Ambiental pudesse ter um espaço no PNE. Infelizmente não soubemos ser ágeis o bastante e fica um alerta para os futuros desafios.

Mas gostaria de lembrar que na Programação da Tenda da REBEA/REBAL na Cúpula tivemos a oportunidade de trazer todas as comunicações acerca da Educação Ambiental que foram propostas por representantes de universidades. Eu integrei o GT de Metodologia da Cúpula dos Povos como estratégia conjunta FBOMS-REBEA exatamente para visualizar o panorama das inscrições e arrebatar para a nossa Tenda as propostas que tivessem a Educação Ambiental em seu eixo e enviar para o FBOMS aquelas focadas na questão socioambiental. Nossa perspectiva (e afirmei isto em email para a lista de discussão do GT de EA da ANPED) era de um diálogo entre as  universidades que estavam a estudar a EA e os consensos políticos da REBEA no que tange à inserção da rede nos movimentos de luta social e ambiental. E isto poderia incluir uma discussão sobre o PNE. Infelizmente isto não ocorreu porque os representantes das universidades presentes apenas quiseram falar para eles mesmos, apresentando suas pesquisas uns para os outros. Foi um dos fracassos de nossa Tenda.

Mas temos também que pensar que a REBEA está num novo momento político (Carta da Praia Vermelha) e novo patamar de sua gestão (Colegiado Nacional, Facilitação Nacional) e que os processos de diálogos são sempre difíceis . Além disso, ainda falta fazermos uma análise mais qualificada de nossa participação na Cúpula dos Povos e na Rio+20.

Jacqueline Guerreiro