Arquivo da categoria: Educação pelo mundo

Notícias no exterior sobre a covardia com os professores no Rio de Janeiro

Como queimar o Brasil no exterior – receita de eduardo paes e sérgio cabral.

Viva a internet, viva as redes sociais, viva a tecnologia embutida em celulares equipados com câmeras fotográficas e de filmar!

Será difícil manter as aparências por muito tempo.

O honestíssimo cabral já tá tão queimado por aqui que está tentando um empreguinho no governo federal. Considerando o partido vagabundo que lá está – e que apoia este covarde no governo do Rio – ele vai conseguir [me desculpem aqueles que são do partido que não merecem esta crítica].

Agora, vamos queimar este maravilhoso e honestíssimo gestor da prefeitura também.

As notícias sobre a guerra entre a polícia e os professores, a mando de paes e cabral, já estão rodando o mundo!

Ajudem a divulgar:

  • Le Monde:

Brésil : les enseignants de Rio se heurtent à la police

  • The Guardian:

Brazil: teachers’ pay protest in Rio erupts into violence – video

  • PressTV:

Brazil police fire teargas at protesting teachers

  • The Telegraph:

Striking Brazilian teachers clash with Rio police

  • Newsonia:

Clashes Break Out at Rio Teacher Protests

  • The New Zeland Herald:

Striking teachers, police clash in Rio de Janeiro

  • Spiegel Online – Politik:

Krawalle in Rio de Janeiro: Lehrer liefern sich Straßenschlachten mit Polizei

  • El País:

Policía de Rio dispersa con gases protesta de maestros en huelga

  •  Aljazeera:

Police clash with striking teachers in Brazil

Quem tiver mais algum, me envie nos comentários que eu insiro aqui.

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira
Em greve por uma educação PÚBLICA

Oportunidade de bolsa de estudo internacional para jovens do Ensino Médio

Oportunidade de bolsa de estudo internacional para jovens do Ensino Médio

Estão abertas inscrições para bolsas de estudos de Ensino Médio em diversos países.

Quem oferece é a organização sem fins-lucrativos UWC (United World Colleges, ou Colégios do Mundo Unido), que conta com 13 escolas e colégios em diferentes países.

Para se candidatar, considerando que o currículo acadêmico dos colégios é de nível bastante elevado, é necessário um desempenho escolar muito bom para o sucesso do candidato.

A UWC Brasil realiza a seleção de bolsistas UWC no Brasil anualmente. O processo atualmente envolve a inscrição dos candidatos online e é dividido em 3 etapas.

Veja datas, locais e resultados parciais de cada etapa na página Notícias.

Para se candidatar, é necessário:

  • Ter entre 15 e 18 anos de idade no ano de início da bolsa.
  • Estar cursando a primeira série do ensino médio no momento da inscrição.
  • Ser cidadãos brasileiros ou residentes permanentes no Brasil com RNE.
  • Efetuar corretamente a inscrição on-line e enviar todos os documentos necessários dentro do prazo indicado.

As inscrições são realizadas no ano anterior ao início da bolsa. Portanto, para concorrer às bolsas de estudo 2012, o candidato deverá estar cursando a primeira série do ensino médio no ano de 2011.

Vejam o cronograma deste ano:

  • 05.09.2011 Abertura do sistema de inscrições online
  • 01.10.2011 Palestras de divulgação em São Paulo e Brasilia
  • 07.10.2011 Data limite para as inscrições com desconto (R$30,00). ATENÇÃO: para ter o direito ao desconto, o candidato deverá clicar no botão “Enviar inscrição completa”, no Sistema de inscrições online, até o dia 07/10/2011.
  • 11.11.2011 Data limite para a inscrição online. Valor da inscrição de 08.10 até 11.11.2011 – R$60,00)
  • 18.11.2011 Publicação dos locais de prova. (O prazo para solicitação de mudança
    de local de prova é até uma semana após a divulgação das CIDADES de realização das provas)
  • 10.12.2011 Realização da prova.
  • 10.02.2012 Resultados da prova e publicação da lista de candidatos selecionados para as entrevistas.
  • 03 e 04.03.2012 e 10 e 11.03.2012 (finais de semana) Entrevistas.
  • 13.03.2012 Resultados entrevistas e publicação da lista de candidatos selecionados para o convívio.
  • 23.03.2012 Reunião de preparação do convívio e saída à noite.
  • 25.03.2012 Volta do Convívio.

Quem conhecer alunos com este perfil, faça a divulgação.

Boa sorte.

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira
Professor

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Bullying não é ritual de passagem. E eu completo: nem normal.

Bullying não é ritual de passagem. E eu completo: nem normal.

Muito boa, esclarecedora e assustadora a entrevista, de página inteira, com a secretária adjunta do Departamento de Educação dos EUA, Russlynn Ali, n’O Globo (O Globo, 05/09/11, p.4) .

Sempre me assustei com os filmes americanos ambientados em escolas ou universidades, os quais demostravam, invariavelmente, um processo de achincalhamento profundo dos “diferentes”.

Em todos os filmes são apresentados os “populares”, de um lado, e os “nerds”, de outro.

Em geral, os populares são brancos, ricos, “bonitos”.

Os nerds, ou os “impopulares” são negros, gordos, feios, de óculos grossos, deficientes…

Em todos os filmes os populares sacaneiam os nerds até o fim, até o inferno.

Em todos os filmes, o bullying está presente como algo natural, dado, indiscutível: existem os populares, existem os nerds. Os populares têm que sacanerar os nerds, senão deixam de ser populares.

Eu sempre achei que se eles insistem tanto em mostrar isso nos filmes, é porque deveria ser algo normal, verdadeiro.

Assim como a miséria e corrupção dos filmes brasileiros.

Arte imitando vida.

Pois bem, podemos tirar algumas questões importantes da entrevista citada acima.

Em primeiro lugar, que o bullying é visto por muita gente como um “ritual de passagem”, ou seja, algo normal na idade das crianças e adolescentes, que faz parte do crescimento.

Mentira. Não faz. Se um dia fez, não deve mais fazer.

A secretária admite, na entrevista, que “estamos machucando nossas crianças”.

Segundo ela,

Nossa missão é garantir que todos consigam se formar na faculdade e seguir uma carreira.

Para isso,

Baseamos-nos  naquilo que eles precisam. Estamos coletando dados de uma maneira como nunca fizemos. Queremos compreender como cada estudante se desenvolve, para que possamos identificar os problemas e encontrar soluções.

Por fim, ela deixa claro – afirmando duas vezes – que, mais do que uma questão moral, é uma questão econômica e demográfica.

Isso porque “a previsão é que, por volta de 2023, a maioria dos estudantes em escola pública seja negra ou hispânica” e “em 2050, eles serão a maioria dos adultos”.

E essa massa, hoje, tem uma educação com resultados inferiores daqueles que estudam em melhores escolas: os “brancos”.

O bullying, sim, tem relação indiscutivelmente com a questão social e étnica [especialmente nos EUA], e tem relação indiscutivelmente com a aprendizagem.

Alguma semelhança com o Brasil?

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira
Professor

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Apresentação, textos e vídeo sobre escolas públicas japonesas

Apresentação, textos e vídeo sobre escolas públicas japonesas

Recebi a apresentação abaixo por email.

Supostamente mostra uma escola pública japonesa.

As salas de aula são cheias de elementos e as escolas bem equipadas.

Vejam: Escolas públicas japonesas

Não escrevo este post simplesmente para mostrar “como as escolas japonesas são boas e as brasileiras ruins”, pois o maniqueísmo está por fora.

Muitas vezes o que é bom lá não é aqui ou acolá.

E, de qualquer forma, eu não sei, realmente não sei se todas as escolas japonesas são assim. Nem mesmo poderia dizer que todas as brasileiras são assado.

Se pegarmos, porém, uma média, as diferenças são acachapantes – ao menos utilizando como exemplos quaisquer das escolas públicas que eu tenha conhecido pelas bandas do País dos Absurdos.

Fuçando por aí encontrei este vídeo abaixo, do Serginho Groisman, mostrando uma escola de ensino médio pública japonesa.

Gosto do apresentador, mas ele é da Globo, né, então tem que tomar cuidado.

De qualquer forma vale a pena observar os alunos, suas roupas, suas respostas, seus cabelos coloridos…

É possível pensar um pouco, certo?

Acho que comparando outras realidades com a nossa pode-se pensar em que podemos melhorar, em que a escola pode mudar para atrair seus alunos, motivá-los para o aprendizado.

Sobre o sistema escolar japonês, encontrei estas fontes:

Políticas públicas – sistemas educacionais do Brasil e do Japão

Sobre educação japonesa

Sistema educacional japonês

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira
Professor, né?

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Fotos e vídeo das manifestações no Chile em protesto contra a educação paga e por reforma na educação

Fotos e vídeo das manifestações no Chile em protesto contra a educação paga e por reforma na educação 

06 - Passeio por Santiago (26)

Passamos o recesso de julho no Chile.

Visitamos Santiago e algumas outras cidades.

Especialmente por toda Santiago há manifestações contra a educação paga.

Vimos muitos cartazes, pinturas em muros e até mesmo uma manifestação de estudantes, à noite, a qual foi dispersada com fortes jatos d’água e grupos policiais – os famosos “carabineiros”.

Conversando com alguns chilenos para entender um pouco a situação, pudemos descobrir algumas coisas.

Segundo nossos “informantes”, a educação básica no Chile é boa e gratuita (públicas) ou paga (privadas).

Dados que coleto pela internet dizem que o Chile investe o dobro por aluno por ano em relação ao Brasil ou, ainda, 2 mil dólares contra 1.500 dólares no Brasil.

Em compensação, não há educação superior que não seja paga. Ela é controlada por instituições privadas (como a PUC) e, mesmo as públicas, são pagas.

Em média, segundo eles, são cerca de 600 dólares por mês, fora as isenções de impostos e aportes financeiros públicos.

Os estudantes têm como uma das principais demandas “colocar fim ao lucro na educação, em consonância com a legislação chilena, que proíbe expressamente as instituições privadas do setor de obter lucros”.

Vejam algumas fotos que eu tirei por lá e um vídeo com os carabineiros…

Carabineiros
Os famosos carabineiros – policiais chilenos – que mais parecem saídos de um desenho japonês…
Carro de polícia contra manifestações
Carro de polícia usado contra manifestações. Dá pra perceber que a coisa não é feita com flores.
Faixas em uma universidade particular
Faixas em uma universidade particular
Faixas em uma universidade particular
Faixas em uma universidade particular
Pichações pelos muros
Pichações pelos muros
Pichações pelos muros
Pichações pelos muros
Pichações pelos muros
Pichações pelos muros
El cobre
Não, não tirei foto dos Pitufos, aqui conhecidos como Smurfs. Tirei foto da faixa abaixo deles, que cobra que o cobre seja chileno e o dinheiro seja usado na educação. O Chile é um grande produtor de cobre, mas são grandes empresas particulares que o explora pagando royalties ao governo. Defendem os estudantes que o dinheiro do cobre seja utilizado na educação.
Classe política ladrona'
Deve ser terrível morar num país em que a classe política é ladrona… coitados…

Por fim, estávamos no hall do hotel quase saindo para comer, quando o rapaz de lá fechou a porta subitamente, nervoso.

Pensamos que seria um assalto, mas ele explicou que se  tratava de uma manifestação dos estudantes, com confronto com a polícia.

Coloquei a câmera pra gravar em cima da mesa.

Peguei uns estudantes andando apressadamente, uns fotógrafos e os carabineiros andando assustadoramente na direção deles.


Perdi um grande jato de água, utilizado para dispersar o pessoal, bem em frente à porta.

Minha amiga Rosângela, entretanto, do alto de sua janela do 4o andar do prédio, brindou-me com umas fotografias da manifestação e dos jatos d’água, as quais me foram gentilmente cedias e coloco abaixo:

Estudantes na manifestação, olhando a aproximação dos carabineiros
Jato de água lançado contra os estudantes, para dispersar a manifestação
Carro dos carabineiros passando em frente ao hotel
Carro dos carabineiros passando em frente ao hotel

Bem, espero que as manifestações deles tenham resultados.

Mas fico pensando… lá a educação superior é paga.

E aqui, também.

A que teoricamente é gratuita, só entra quem tem.

E quem não tem, tem que pagar pra ter.

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira
Doido pra voltar a viajar

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