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Teatro na escola: o que aprendi?

Existe muita coisa errada na Educação. Nada que não tenha sido exaustivamente discutida por muitos especialistas. Como não considero um deles, vou apenas fazer algumas considerações baseadas em ideias que tenho há algum tempo e que foram reforçadas com uma experiência maravilhosa que tive em uma das minhas escolas: o Teatro na escola.

Pra início de conversa: escola não é fábrica! Portanto, não devemos comprar o modelo industrial para produzir seres moldados conforme o padrão do mercado. Retiramos a humanidade da escola (se é que algum dia ela esteve presente) e viramos formadora de especialistas. Não importa o que ele vai fazer com esse conhecimento, basta tê-lo. Será?

Uma das maiores atrocidades da História (para alguns – a maior) foi fruto de uma sociedade extremamente organizada, disciplinada e muito bem escolarizada. Os alemães eram grandes especialistas. Tanto é verdade que conseguiram exterminar 6 milhões de judeus com uma velocidade e precisão digna de um país altamente desenvolvido.

Estamos formando engenheiros que são perfeitos conhecedores das ciências exatas, mas que é capaz de construir um prédio com areia da praia. Os políticos que hoje assombram o país com escândalos de corrupção passaram pela escola e aprenderam direitinho as lições de Português. São belos oradores. E os médicos? 10 em ciências! Que formidável! Mas é o mesmo que assina o ponto no Hospital público e vai embora correndo ganhar mais dinheiro na sua clínica particular.

Sei que você pode pensar: “Mas essas questões éticas são responsabilidade da família”. Sim, concordo plenamente. Mas o que fazer quando ela não cumpre o seu papel? A escola deve simplesmente ignorar? Se preocupar apenas com o conteúdo curricular?

Desenvolver o aspecto cognitivo é tarefa primordial da escola, mas sem valores humanos não temos uma sociedade melhor. E é papel da escola buscar uma sociedade melhor. Como fazer isso?

Deixar o aluno sentado em uma cadeira por horas e depois mandar ele pra casa com certeza não é o caminho. A escola supervalorizou a sala de aula. Daí estarmos com uma legião de alunos entediados, torcendo para ter uma aula vaga. Só assim ele tem um momento de liberdade, para movimentar o corpo, viver experiências.

A escola aprisiona os corpos dos alunos e eles resistem. Como pássaros, só querem voar. Mas por que não voar dentro da escola?

O colégio dos meus sonhos tem muito mais do que salas de aula. Nela há um auditório de música, onde os alunos podem aprender diversos instrumentos e soltarem suas vozes em lições de canto. Dentro do ginásio, existem diversas modalidades esportivas. É só escolher uma: tem um time de futebol, outro de basquete, vôlei, handebol, judô, ginástica, tênis de mesa… Na sala de artes encontramos quadros sendo pintados, desenhos ilustrando belas histórias e até mesmo pequenas esculturas sendo moldadas.

E, é claro, um belo espaço para um grupo de Teatro, onde os alunos podem explorar sua criatividade, o convívio em grupo, o controle sobre seu corpo, sua voz, e tudo isso sem deixar de estudar, pois o texto, a temática, o cenário, a música, o figurino e vários outros elementos do universo teatral são frutos de muito estudo.

Sei que foi uma introdução longa, mas tudo isso que escrevi até agora é apenas para mostrar pra vocês como estou feliz e realizado de ter conseguido montar uma peça teatral em uma das minhas escolas.

Nosso trabalho: Teatro na escola

O trabalho que fizemos em poucos meses de preparação e ensaios foi muito maior do que todos nós imaginávamos, inclusive eu. Começamos só com uma ideia e em pouco tempo estávamos com um espetáculo, em todos os sentidos.panfleto_Je suis sobrevivente

A peça tratava do Holocausto, mas usava a intolerância do mundo atual como gancho inicial e reflexão final. Foram 12 alunos envolvidos, que aceitaram ficar além do horário sem ganhar nenhum décimo de nota em troca. Eu fiz o mesmo. Passei horas, antes destinadas ao descanso, dirigindo os ensaios e cuidando de toda a produção da peça, sem ganhar um centavo a mais de salários. Pelo contrário, parte dele foi usado em alguns momentos, pois não queria pedir nada à escola.

Meu objetivo era simples: queria mobilizar os alunos, professores, equipe pedagógica e direção para provar que fazer arte na escola não é uma atividade complementar. Isso deve ser incentivado com a mesma importância que as disciplinas tradicionais. Nada mais convincente do que mostrar uma experiência de sucesso. E ela aconteceu!

Meus alunos fizeram várias apresentações, levando a mensagem da peça para cerca de 500 pessoas, entre pais, colegas, professores e funcionários. O impacto foi impressionante. O espetáculo emocionou a todos, inclusive nós que proporcionamos a existência dele.

Não tenho mais palavras para agradecer esses meus queridos alunos que entraram nesse barco comigo sem imaginar que chegaríamos em terra firme. Tenho orgulho de cada um deles, desde os que chegaram sem conseguir falar uma palavra, passando pelos que choravam só de pensar em falar na frente das pessoas até os mais habilidosos que fizeram tudo com uma leveza de profissional, todos eles são inesquecíveis.

O Teatro na escola, portanto, me proporcionou não só uma realização profissional. As horas de convivência desenvolveram uma admiração mútua, uma amizade sincera e um sentimento de ter feito parte de algo que não vai ser esquecido.

Após esta experiência, pude ver que meus pupilos são mais humanos. Eu me tornei mais humano. A escola se abriu para a possibilidade de ser mais humana. Missão cumprida!

Teatro na escola

O que faz o professor pensar em desistir e o que o motiva a permanecer?

Sabe aqueles dias em que dá vontade de largar tudo e desistir de ser professor? E outros em que acontece algo que faz tudo valer a pena? Pois é, que tal viver os dois em 20 minutos?

Esse texto é um desabafo, ok, que fique claro. Não tenho a intenção de escrever pra agradar ou falar mal de ninguém. A situação que vou relatar aqui foi devidamente comunicada para quem é de direito e vou omitir todos os nomes. E como todo desabafo, só vou terminar quando extravasar tudo que tiver entalado. Portanto, vai sim ser um texto longo, sinto muito.

Eu acredito que a educação escolar não pode se resumir ao que ocorre em sala de aula. Aliás, o formato educacional atual mais parece uma prisão, onde todos são controlados (alunos e professores), inclusive em relação às necessidades fisiológicas. Tenho, sinceramente, muita pena dos alunos em ter que ficar 5 horas sentados, todos os dias, assistindo quase sempre a monólogos enfadonhos ou atividades extremamente fúteis e longe de serem desafiadoras.

Desde o meu primeiro ano como professor (e já se foram 7 anos), sempre usei uma estratégia pela qual obtive imenso sucesso na melhora da relação professor-aluno e, consequentemente, um ambiente mais agradável para o aprendizado em sala. Em momentos em que a matéria está adiantada e/ou já chegamos ao fim de um bimestre, quando todas as minhas obrigações já foram feitas (correção de avaliações, recuperação paralela, revisão da matéria, auto-avaliação etc.), proponho uma atividade ao ar livre. Dependendo do perfil dos alunos, tal atividade pode ser futebol, basquete, vôlei, queimada, enfim, algum jogo coletivo. Vocês não imaginam como as crianças ficam felizes! Nunca tive problema algum em todos esses anos. Pelo contrário, já tive turmas em que eu me benzia antes de entrar na sala e que depois disso passou a ser extremamente prazeroso.

Eu nunca tive problema… até hoje!

Sem entender esse contexto todo que abordei acima, aliás, sem ter conhecimento do trabalho que eu realizo, fui abordado e indiretamente criticado por ter saído de sala com uma turma para fazer o que sempre fiz (se bem que nos últimos dois anos eu não havia feito nesta escola). A grande indagação era “o que a bola tinha a ver com a minha disciplina”, se “não era melhor eu estar em sala fazendo lição”. Tá certo que era o último dia antes das recuperações, mas eu já havia feito todas as atividades possíveis e imagináveis e a única coisa que eu poderia fazer era iniciar o bimestre que começa apenas depois das férias. É meio óbvio que essa última opção era um mero “encher linguiça”, pois depois das férias eles não lembram nem o nosso nome, ainda mais a matéria. Mas parece que o “encher linguiça” é mais conveniente para as escolas do que “essas atividades que os professores inventam, que só vai fazer bagunça no colégio” (esse sou eu pensando, tá, não coloque na conta da tal pessoa não, viu). Enfim, deixar os alunos “à toa”, desde que seja dentro da sala de aula pode. Aliás, há muito tempo que tenho dito que ninguém liga para o que se faz dentro de sala, desde que você esteja DENTRO DE SALA. O que mais vejo (e me contam) é professor que deixa os alunos ficarem mexendo no celular, jogando cartas, jogando pingue-pongue nas carteiras… e ninguém reclama. Por quê? Porque ele tá DENTRO DE SALA. Pois bem, eu que devo ser um tremendo idiota, babaca, imbecil, de ficar inúmeros finais de semana preparando e corrigindo atividades, pesquisando coisas novas, fazendo malabarismos em sala pra tonar as aulas mais agradáveis, realmente me importando e fazendo um grande esforço para que meus alunos aprendam, pra no fim das contas ser comparado com aquele outro colega lá de cima, que todos nós sabemos que existe, que simplesmente não quer trabalhar. Eu realmente estou cansado disso tudo, dessa ultrajante hipocrisia existente nas escolas. Dá vontade de desistir de tudo!

Nem continuei a história, né! Mas não importa muito. Mesmo continuando a atividade que havia proposto, não foi a mesma coisa, não deu pra curtir, não interagi como eu queria, enfim, não foi legal. O banho de água fria já havia sido dado. É o ônus de ser diferente em uma escola tradicional.

Pena que isso tudo ofuscou a minha alegria de, 20 minutos antes disso tudo, ter recebido dois presentes de alunas desta mesma turma da tal atividade. Um deles é essa tartaruguinha que chamei de “Tatá” e o outro é uma dessas cartinhas que estão nas fotos.

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É claro que esses presentes são carregados de significados. Esses dois e outros que postei aqui são apenas exemplos do carinho que tenho recebido durante esses anos. Se fosse somente atuais alunos, ainda poderia restar aquela dúvida se não estão sendo gentis para receber uma nota em troca. Mas são muitos e muitos ex-alunos que escrevem ou falam coisas das quais não tinha ideia. Momentos que nem eu sabia, mas se tornaram inesquecíveis. A honra de ser considerado o melhor professor da vida deles. Enfim, coisas que me deixam realmente emocionado e me dão orgulho do que eu faço.

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Pra finalizar, vou contar somente mais uma situação que ajuda a esclarecer o meu pensamento. Um dia desses, descia uma escada da minha escola e me deparei com uma discussão, no pátio, entre duas alunas minhas, de salas diferentes. Chamei no canto uma delas, a que estava mais alterada e comecei a conversar com ela. Sabe aquelas alunas que gostam de um barraco? Pois bem, mas ela me dizia que estava se esforçando pra ser uma boa aluna, comportada, acabando com essa fama de brigona. Me disse, aos prantos, que não havia feito nada com a outra menina e que haviam inventado uma fofoca que deu inicio a discussão, inclusive com juras de briga tipo MMA. Conversei com ela longamente (tudo isso sem que fosse a minha aula na turma dela), disse que confiava nela e que ela não devia ter medo do que os outros falam, pois o importante é que no coração dela havia a certeza da inocência. E pedi; “você não vai brigar!”. Ela prometeu. Na hora da saída ela veio me procurar, chorando muito, dizendo que não tava aguentando as provocações. Conversamos mais uma vez e no final ela me disse: “Professor, eu não vou brigar, mas é pelo senhor!”.

Me diga, em que índice isso entra? Que números que eu ganhei? Vou receber algum bônus-esmola por isso?

O sistema educacional atual quer máquinas formando outras máquinas. Não há incentivo algum para que sejam seres humanos formando outros seres humanos.

Hoje meu sangue ainda ferve, mas amanhã só me lembrarei da Tatá, das cartinhas e de uma briga que evitei que ocorresse.

Espero!

 

Como a Contação de Histórias e as Artes podem ajudar o professor a ensinar

Esse artigo é rápido e bastante prático, ao contrário do último que escrevi sobre alteridade, exotopia e dialogismo, justamente porque concordo com Paulo Freire quando diz: “A gente se forma como educador permanentemente na prática e na reflexão sobre a prática, isto é, aquele foi um artigo bastante reflexivo, embora passível de inúmeros usos práticos, e este, menor, objetivo e concreto, escrevo apenas para relatar uma entre várias experiências parecidas e excelentes que tive com turmas de segundo segmento do Ensino Fundamental, esta acontecida em 1998, em escola particular. E é assim, circulando entre teoria e prática, reflexões e ações, que pretendo contribuir cada vez mais por aqui.

Atuei como pedagoga, mas, principalmente, como contadora de histórias e arteterapeuta naquela ocasião.

Fui convidada a participar da Semana Literária que acontece todo ano naquela escola (com inúmeras atividades para o incentivo à leitura), contando histórias de Mitologia Grega para as turmas que estavam estudando, naquele período, em História e Geografia, sobre a Grécia e sobre o Império Romano.

Como pesquisadora de mitologia, há muitos anos, fui com prazer, as turmas adoraram, participaram muito, ouviram com atenção e mostraram-se muito criativas na segunda etapa do trabalho quando, após ouvirem e debaterem as histórias, convidei-as a pintar, desenhar, recortar, colar… criando no papel um pouco das histórias, dos seres mitológicos fantásticos, dos deuses e dos semi-deuses que mais as haviam impressionado. Mergulharam de tal forma no trabalho, que acabou ocupando aquele dia inteiro para elas, o que foi muito positivo e rendeu excelentes aulas depois, como soube pelos professores.

Foi um grande mergulho que fizemos juntos, inesquecível para mim. Deu tão certo que voltei a essa mesma escola, várias outras vezes, para repetir o trabalho com outras turmas, sempre com grande receptividade e excelentes resultados.

Como a Mitologia Greco-Romana é muito extensa, optei por contar histórias ligadas aos signos do zodíaco – áries, touro, gêmeos, câncer, leão, virgem, libra, escorpião, sagitário, capricórnio, aquário e peixes – e, também, histórias dos deuses que deram nome aos planetas do nosso sistema solar. Foi um sucesso!!! Queriam ouvir mais e mais histórias, cada um queria saber a história do seu signo, queriam saber porque o deus tal deu nome àquele planeta e não à outro, perguntavam mil coisas, os olhos brilhavam e não tive nenhum problema de indisciplina com aluno nenhum. Foi uma festa, uma delícia e, ao mesmo tempo, um grande aprendizado!

Deixo aqui, pra vocês, uma apresentação de Power Point que fiz com algumas poucas (e não muito boas, infelizmente…) fotos daquele dia, para que possam ter uma ideia melhor. É só clicar no link e, depois, clicar novamente no link que aparecerá, para fazer o download e assistir.

Contação de histórias na EDEM (som Aquarela)

Foi um exemplo prático de como trabalhar de forma inter e multidisciplinar, estimulando o interesse, a curiosidade, a criatividade, a imaginação e o aprendizado dos alunos.

Fica aí como dica, para quem quiser experimentar, da sua forma!

Abraços,

Regina Milone
Pedagoga, Arteterapeuta e Psicóloga

Rio, 12/11/2012

180 atividades práticas de Física

Aulas Práticas de Física - Google Chrome

Olhaí professores de Física: 180 atividades práticas de Física.

Eu entrei em algumas e as achei um pouco “avançadas” para minhas turmas do Fundamental – 9º ano.

Mas dá pra adaptar algumas e aproveitar.

Para Ensino Médio, acho bem legal.

De qualquer forma, fica a dica, agradecendo ao autor.

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira
Sinceramente, não gosto muito…

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Aprendendo pelo Facebook: Canal Fala Química

Aprendendo pelo Facebook: Canal Fala Química

Canal Fala Química

Sim senhores e senhoras, a internet é uma fonte inesgotável de conhecimento, inclusive o Facebook.

Nós, professores, podemos fechar os olhos para as mídias, ou abri-los e utiliza-las da melhor forma.

Se antes eles só tinham o moribundo Orkut, hoje o Facebook, o Twitter, o Google, dentre outros, são nomes muito conhecidos de nossos alunos.

Desta forma, inicio uma nova série com dicas advindas destas redes de comunicação.

Começo com o divertido Canal Fala Química.

Segundo o próprio, é o

“MAIOR CANAL de divulgação da CIÊNCIA e PESQUISA QUÍMICA no FACEBOOK; é um serviço do Departamento de Química da UFSC. Editado pelo Prof. Minatti.”

Lá são publicados vídeos interessantíssimos, que mostram que a química pode ser ensinada de forma muito divertida.

Divirtam-se.

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira
Química é pra explodir!

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Divulgando projeto – Piratas do Caribe 5: em busca do conhecimento

Divulgando projeto – Piratas do Caribe 5: em busca do conhecimento

Este projeto foi realizado pelo Prof. Daniel Azevedo, do Colégio da Polícia Militar General Edgar Facó, no Ceará.

Chamou-se Piratas do Caribe 5: em busca do conhecimento, tratando-se de “uma avaliação bem diferente feita através de uma caça ao tesouro com dicas de conteúdos da Biologia”.

Leiam a sinopse:

O mundo está ameaçado! Há séculos atrás a feiticeira Morgana alegou ter a fórmula para possuir um Conhecimento sem limites com o qual poderia realizar todos os seus desejos. O capitão Jack Sparrow conseguiu ter acesso a essa receita mágica guardada em quatro caixas. Contudo, quando a feiticeira Morgana descobriu que ele detinha a fórmula, lançou o mesmo para o futuro, precisamente para o ano de 2011. Para voltar ao seu tempo precisa dessas caixas, mas por conta da maldição lançada por Morgana ele mesmo não pode achá-las. Para achar o tesouro do Conhecimento, o pirata selecionou jovens de incrível inteligência, coragem e persistência que sejam capazes de encontrar o tesouro. Assistam também a versão completa dividida em duas partes no YouTube e ao Making off procurando pelo título Piratas do Caribe 5 : EM BUSCA DO CONHECIMENTO.

Assistam o vídeo:

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira

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Reflexões sobre drogas na escola e materiais de trabalho: Como trabalhar o tema “drogas” na escola?

Dentro da panaceia que se transformou a escola, há vários temas que, em geral, são difíceis de serem discutidos com crianças e adolescentes.

As drogas são apenas mais um destes temas-tabu.

Especialmente quando muitos dos “heróis” de nossos alunos têm as drogas como ganha-pão…

Mais uma vez, escola na berlinda.

Claro que o tema tem que ser trabalhado e debatido nas escolas, pois as drogas as atingem diretamente – quando um aluno é usuário; quando um parente, amigo ou conhecido dos alunos é envolvido com a questão; quando o tráfico faz a sociedade de refém (especialmente onde nossos alunos mais carentes moram); quando aparece na mídia, seja com prisões de grandes traficantes (que fazem parte do imaginário deles) ou quando, por exemplo, um artista está envolvido como usuário (o que também faz parte do imaginário deles).

Não há um professor específico para trabalhar este assunto, todos devem abordar. Mas creio que, pela aproximação com a questão de saúde, acaba tendo maior aproximação como professor de ciências.

Mas, qual a melhor maneira de abordar o tema?

Eu costumo, em temas polêmicos, como sexo (já falei por aqui) e drogas, ser bem sincero, falando abertamente – até quanto possível.

Veja algumas seleções que fiz de alguns artigos na internet:

“É necessário que, antes de tudo, se respeite a inteligência de crianças e adolescentes, que hoje em dia têm acesso praticamente ilimitado a informações de todos os tipos e que, portanto, estão cientes dos males que as drogas trazem”, afirma a psicóloga Edna Assunção. “Não se pode inventar histórias absurdas sobre o assunto. Deve-se priorizar sempre a verdade. Crianças e jovens têm total capacidade de assimilar fatos e tirar suas próprias conclusões”.

Utilizar reportagens de jornais e revistas em grupos de discussão com alunos costuma surtir efeitos positivos, além de servir como objeto de discussão também dentro de casa, com pais e outros membros da família.

Edna explica que, ao professor cabe tratar do assunto em um contexto mais amplo, discutindo o projeto de vida dos alunos, seus anseios e suas escolhas para o futuro. Questionar os alunos quanto ao que pode beneficiar e atrapalhar suas escolhas, fazendo-os refletir sobre o melhor caminho a ser tomado também são bons exemplos.

“Antes de tudo, é preciso que os pais e também os professores realmente se envolvam nas atividades cotidianas da criança e do jovem. Só assim, dialogando e convivendo, eles conquistarão sua confiança e poderão influenciar mais em suas decisões”, finaliza Oliveira.

(Fonte)

Veja este site: Problemática da droga

Veja este artigo acadêmico: O adolescente e o uso de drogas

Veja este Guia Prático para Programas de Prevenção de Drogas

Veja essas figuras para colorir

Espero ter ajudado.

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira
Que droga!

Planos de aula para professores de ciências, ensino fundamental

Planos de aula para professores de ciências, ensino fundamental

Para facilitar aos colegas professores, fiz uma pesquisa na internet e listei links de planos de aulas prontos.

Estão todos disponíveis na grande rede nos endereços dos seus próprios links.

Para facilitar a pesquisa,o acesso e a utilização, coloquei-os aqui, em lista e separado por assuntos.

Espero que seja útil.

Quem tiver mais dicas, pode passar nos comentários.

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira
Professor

Sobre Planos de Aula:

Endereços de sites com planos de aulas de Ciências:

Planos de aula:

Metodologias de trabalho/estudo:

Meio Ambiente / Ecologia:

Vegetais:

Animais:

Bactérias:

Fungos:

Corpo humano:

Saúde/Doenças:

Alimentação e digestão:

Diversos:

Poluição:

Física, Tecnologia e afins:

Universo:

Água:

Lixo / reciclagem:

Solo:

Ar:

Química:

Paleontologia (Portal do Professor)

 

Dinâmica de grupo “Mesa de Bar” – Técnica para discutir um assunto em grupo

Dinâmica de grupo “Mesa de Bar” – Técnica para discutir um assunto em grupo

Técnica para discussão em grupo:

– Divisão do grupo em grupos menores, de 5 ou 6 pessoas, cada um disposto em uma mesa;

– Cada mesa tem um papel pardo (ou cartolina, ou papel 4okg) e pilots;

– Cada mesa tem uma pergunta relativa ao tema que se quer discutir(perguntas diferentes);

– Na sala há um ou mais “observadores”, que devem ficar atentos às discussões das mesas e as apresentações que se farão ao final;

– Cada grupo escolhe um relator, que terá a função de sistematizar as contribuições dos demais;

– Cada grupo deve conversar sobre sua pergunta, trocar ideias e ao mesmo tempo ir escrevendo no papel da maneira que quiser, como em um papel de mesa de bar;

– A cada 10 minutos (+ ou –), os participantes mudam de mesa, aleatoriamente. Apenas os relatores ficam nas mesas originais;

– O relator pode dar, ao novo grupo, uma ideia geral do foi discutido pelo grupo anterior. Torna-se a fazer a mesma coisa (discutir e escrever nas mesas);

– Faz-se a troca algumas vezes até todos passarem por (quase) todas as mesas;

– No final, os relatores apresentam a todos o que foi discutido nas suas mesas, utilizando suas anotações e as anotações do papel do bar;

– Após os relatores, os observadores fazem um relato do que apreenderam de todas as discussões e das apresentações.

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira
Dinâmico

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Sistema reprodutor, sexualidade, educação sexual: sexo na escola…

Não sou sexólogo, mas, como professor – especialmente como professor de ciências –, sou quase sexólogo.

Poderia lançar mão da opção de tratar superficialmente este tema, trabalhando apenas aspectos técnicos, tais como a estrutura dos sistemas reprodutores, por exemplo, mas enveredo pelos aspectos sociais e pessoais da questão.

Passa a ser uma forma de trabalhar o conteúdo curricular corpo humanosistema reprodutor e, ao mesmo tempo, desenvolver uma educação sexual, tão necessária à faixa etária à qual leciono – entre 11 a 14 anos.

Procuro deixar os alunos e alunas à vontade, falando abertamente de quaisquer questões e respondendo todas as dúvidas.

Para isso, este ano fiz a seguinte dinâmica:

  • Distribuí pedaços de papel em branco, iguais, para os alunos escreverem perguntas sobre qualquer assunto relacionado ao grande tema sexualidade.
  • Cada aluno poderia escrever quantas perguntas quisesse, uma em cada pedaço de papel.
  • As perguntas foram feitas anonimamente. Assim, ninguém saberia quem escreveu esta ou aquela – ao menos que as fizessem juntos, o que também poderia. Nem eu mesmo sabia de quem era.
  • Os pedaços de papel foram colocados em uma “urna” – qualquer recipiente –, da qual eram retirados um a um, tendo sua pergunta respondida e debatida.

Isso gerou um grande interesse, lógico… este assunto eles adoram debater.

E se sentiram, ao mesmo tempo, livres para falar de todas as dúvidas.

Inclusive para fazer uma série de perguntas sobre… minha vida sexual!

Adolescentes!

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira
Professor sexólogo