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Novo curso para professor no município do Rio de Janeiro

Agora, no município do Rio de Janeiro, os professores que forem aprovados nos concursos terão que passar por um curso obrigatório.

Se o profissional não passar neste curso, não poderá assumir sua função.

Isso é primordial para o bom andamento das aulas na rede municipal de educação do Rio de Janeiro.

Abaixo, copio o conteúdo programático do curso:

PREFEITURA DO RIO DE JANEIRO
SECRETARIA DE EDUCAÇÃO

CURSO DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES

Conteúdo programático

UNIDADE 1 – Como dar aulas com as condições que lhes damos.

1.1 – Moramos em um país tropical, aprenda a usar o calor como agente pedagógico.

1.2 – Seja sua própria segurança – Aprenda a se safar sozinho da violência das comunidades onde lhe deixaremos.

1.3 – Xerox para quê? Reaprendendo a utilizar um mimeógrafo.

1.4 – Datasohw é coisa do passado – Aprendendo a tirar o melhor proveito do quadro.

1.5 – Calando a boca com o 14º salário.

1.6 – Dominando 45 alunos por vez.

UNIDADE 2 – Aprenda a manejar os kits que lhes damos.

2.1 – Refletindo: você não sabe dar aulas, então, deixe o kit fazer isso por você.

2.2 – Kits e as empresas, institutos, fundações e outros parceiros: necessidades de campanha transformada em pedagógico.

2.3 – Kit apostila: como dar boas aulas com um péssimo material.

2.4 – Kit apostila x Livro didático: alunos pobres que não têm dinheiro para pagar uma escola particular não precisam de tanto conteúdo.

2.5 – Como ver boa vontade, honestidade, lisura e real preocupação com a educação nas fundações, institutos, ONGs e empresas contratadas pela prefeitura.

2.6 – Caindo na real: se a educação melhorar, a culpa é nossa; se a educação piorar, a culpa é sua.

UNIDADE 3 – Seja 40 horas e conquiste o mundo!

3.1 – Como dar mais de 30 aulas de qualidade – Aprendendo a utilizar muito menos de 1/3 de planejamento.

3.2 – Cada um com sua loucura – Aprendendo a não surtar dentro de uma escola.

3.3 – Quais remédios devo tomar em que ocasiões?

3.4 – Como não acabar com a voz (em 3 lições).

3.5 – Resistindo ao tempo: exercícios para conseguir se aposentar sem aparentar decrepitude.

3.6 – Fique 40 horas na escola e ganhe grandiosos aumentos de salário por formação… se conseguir estudar!

3.7 – Como economizar e levar uma vida de classe média satisfatória.

UNIDADE 4 – Política e Democracia

4.1 – Sim, a prefeitura, a câmara e a secretaria de educação são a favor da democracia – prendendo e arrebentando quem é contra.

4.2 – E ponto final.

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira
Jubilado

Como conquistar uma mulher – Homenagem às mulheres

No Dia Internacional das Mulheres – eu que não sou de comemorar “dias” – deixo minha homenagem em forma de crônica.

Escrevi esta há um bom tempo (considere que estou agora com 42…) e estava publicada no meu blog de poesias e outros escritos, o Hebdomadário Cultural.

[Veja outros escritos dedicados às donas do mundo na Categoria Mulheres.]

A entrada do Dante Pincelli no Diário do Professor talvez esteja me incentivando a voltar a escrever… 😉

Vamos ao texto:

Como conquistar uma mulher

Após 34 anos de profundas análises, pesquisas, perguntas, experiências próprias, filmes assistidos e outras formas de recolher as mais variadas e confiáveis informações, acho que talvez, quem sabe, quiçá eu tenha entendido como agradar e conquistar uma mulher – e para sempre!

Afinal, nada pode ser mais simples que a alma feminina…

Basta que você seja bonito como o Rodrigo Santoro (ou Brad Pitt, se preferir…), engraçado como Os Normais, de alma poética como Cyrano de Bergerac, bom amante como Don Juan, rico como o sultão de Brunei, que você lhe faça todos os desejos como o Sr. Bovary, que lhe conquiste todos os dias como se fosse a primeira vez, que faça amor bem carinhoso quando ela assim o desejar e faça sexo selvagem quando ela assim o quiser – e que o saiba sem perguntar!, que a compre flores todos os dias, adore a sogra, se dê bem com o sogro, com os cunhados e que nunca, absolutamente nunca dê razão à sua própria mãe em detrimento dela, que a acompanhe no chópin feliz da vida e sorrindo, que a deixe escolher suas roupas (as suas e as dela), que você saiba cozinhar – e cozinhe! – e que lave a louça (pois elas detestam), que estenda as roupas para secar, que saiba instintivamente que o mau humor repentino é da TPM e que a entenda e conforte (ficando calado, seu verme!!!), que a deixe vendo TV à noite quando você tem que dormir cedo pra acordar super cedo e a desligue 10 minutos depois, quando ela já dormiu, que você pague todas as contas, que a leve para jantar no restaurante mais chique em um dia e a leve para um cachorro-quente no outro, que a leve para dançar tecno em um dia, para dançar forró no outro e valsa no outro, que a leve para ver o pôr do sol em um dia, à praia no outro e à montanha no outro – e as vezes tudo isso no mesmo dia! –, que mude o rumo do mundo por causa dela como o super-homem, que diga sempre sim, que finja (sem ela saber) aprender tudo com ela, que você ame as sandálias e as bolsas tanto quanto ela e ache natural comprar mais algumas porque “está precisando e não tem nenhuma” – embora haja um armário cheio delas, que você nunca, absolutamente nunca responda com sinceridade negativa à perguntas como “você acha que engordei?” ou “esta roupa está boa?”, que você sempre, absolutamente sempre repare quando ela for ao cabeleireiro e der aquele cortezinho de cabelo que faz toda a diferença, além das unhas das mãos e – principalmente – as dos pés, que você a espere se arrumar pacientemente, sorrindo, esperando-a dizer pelo menos cinco vezes “tô pronta” e, sabendo que ela não está, nunca dizer “então vamos”, que nunca ria de uma cena de filme ou novela em que ela esteja chorando, que converse sempre com ela, animadamente e ouvindo-a atentamente, mesmo você estando extremamente cansado, de mau humor ou com dor de cabeça, e que lembre dos mínimos detalhes da conversa no dia seguinte, na semana seguinte, no mês seguinte, no ano seguinte e sempre que ela perguntar “você lembra…?”, que jamais, absolutamente jamais esqueça de datas como o primeiro dia que se viram, a primeira vez que se beijaram, o primeiro cinema, o primeiro restaurante, a primeira vez, o início do namoro, do noivado, do casamento, do aniversário, do dia internacional das mulheres, do dia das mães (se ela ainda não é, por causa da mãe dela, não da sua!)…

Viu como é fácil? A mim só falta a parte do sultão de Brunei…

Espero que tenham gostado.

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira
Também poeta, às vezes

Ironicamente, o que os alunos que não querem querem é o melhor para a educação dos alunos que querem

Ironicamente, o que os alunos que não querem querem é o melhor para a educação dos alunos que querem.

No Facebook, alguns alunos compartilharam a mensagem abaixo:

fugir da escola

 

É uma gracinha, claro, e foi assim que recebi.

Mas, continuando com a gracinha, minha resposta foi:

“Se pudesse ser assim, vocês não sabem o quanto a escola seria agradável para os professores e para os alunos que quereriam…”

Muitas vezes as aulas não podem ser nada além do quadro e giz justamente porque há diversos alunos que nada querem e ficam por lá, atrapalhando os que querem.

Tente você fazer algo diferente, que estimule os alunos: sempre há aqueles que não deixam.

E, dependendo do caso (quantidade de alunos em sala e quantidade os que atrapalham), você tá perdido.

Venho refletindo sobre isso aqui algumas vezes:

Como fazê-los fazer?

Fazê-los pesar: tarefa inglória

Como fazer nossos alunos aprenderem a pensar?

Mas é isso… eles não querem, mas a culpa deve ser minha.

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira
Quero, mas nem sempre consigo

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No Diário do Professor você encontra artigos e links sobre o dia-a-dia da Educação:

Planos de aula, Atividades, Práticas, Projetos, Livros, Cursos, Maquetes, Meio Ambiente… e muito mais!

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Nova forma de chamar a atenção dos alunos em sala

Nova forma de chamar a atenção dos alunos em sala

Penso em técnicas para chamar a atenção dos alunos.

Tem professor que se fantasia, tem outros que distribuem balas e bombons…

Eu penso agora em entrar em sala e dizer:

“Eu podia estar matando, eu podia estar roubando… mas estou aqui, humildemente, trocando meus conhecimentos por uma miséria. Por favor, recebam meus conhecimentos em troca de um pouco de atenção!”

Será que vai dar certo?

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira
Eu podia estar roubando…

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Perguntas recorrentes dos alunos

Perguntas recorrentes dos alunos…

Interrogação

Seleção de algumas das perguntas recorrentes dos alunos, aquelas às quais todo professor ouve todos os dias.

Quem nunca passou por isso?

Essa é minha pequena seleção…

 

“Professor, por que você veio?”
(assim que te vê entrando na escola)

“Por que você não faltou hoje?”
(idem)

“Vai dar aula hoje?”
(idem)

“Posso beber água?”
(no mesmo instante que ele entrou em sala)

“Posso ir no banheiro?”
(assim que voltou de beber água)

“Não vai passar dever não?”
(quando você dá aula que não seja cópia no quadro)

“É pra copiar?”
(assim que você escreve a data no quadro)

“Já acabou?”
(assim que você escreve dois parágrafos no quadro)

“Está em que página?”
(quando você coloca uma pergunta para pesquisa)

“Posso copiar daqui até aqui?”
(quando acha, no livro, uma palavra parecida com a pergunta)

“Vale ponto?”
(quando você propõe qualquer, mas qualquer atividade pra eles fazerem)

“Cai na prova?”
(idem)

“São quantos tempos?”
(assim que entra em sala)

“Acaba que horas tua aula?”
(idem)

“Quando que a gente vai embora?”
(idem)

“Posso ir embora?”
(idem)

“Que horas são?”
(na esperança de estar acabando a aula)

“Professora Fulana veio?”
(no início do dia)

Qualquer semelhança, é mera coincidência…

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira
Necessitando de pílulas de paciência

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Neste dia 15 de outubro, dia do professor, o Diário do Professor está fazendo exatos 4 anos!

Neste dia 15 de outubro, dia do professor, o Diário do Professor está fazendo exatos 4 anos!

Foi no Dia do Professor de 2007 que postei meu primeiro artigo aqui no Diário do Professor.

Chamou-se “Bem-Vindos à selva”, em referência ao que eu queria fazer como biólogo e à selva na qual me encontro hoje.

Foram-se 4 anos de Diário; estão sendo 13 anos de profissão.

Agradeço às centenas de mensagens de carinho e elogios, às muitas e muitas colaborações, às críticas sempre construtivas [ok, ok, nem sempre…].

Agradeço a todos que de um modo ou de outro colaboraram e colaboram constantemente com o blog.

A vida profissional [o que também acaba contaminando a vida pessoal] de um professor é feita de altos e baixos, de empolgação e frustrações, de raiva, mas também de alegrias… Já falei sobre isso aqui.

Já comentei também sobre o Dia do Professor por duas vezes, em 2009 e em 2010, quando pude afirmar que não acredito nestas comemorações, a não ser pra ganhar um feriado [desculpem a franqueza e a quase grosseria].

A vida de um professor parece uma montanha-russa, muitas vezes um avião em queda livre. Estou numa época dessas.

No Dia do Professor os gestores vêm com cartinhas e babaquices para “homenagear” os docentes, mas deviam é ficar calados, enfiar o tridente na bolsa, o rabo dentro das calças e os chifres debaixo dos cabelos [com raras exceções].

As secretarias de educação e gestores por todo o Impávido Colosso poderiam ser sinceros e fazer diferente:

No Dia do Professor, ganhe uma banana!

No Dia do Professor, ganhe uma trolha!

No Dia do Professor, ganhe uma focinheira!

mascara focinheira comida

No Dia do Professor, ganhe um chicote privativo!

[Você não terá sangue de outros professores em suas costas!]

No Dia do Professor, ganhe um consolo!

Imagem

 [Desculpe a brincadeira aos mais sensíveis.]

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira
Sem salário de Niterói, por inflexibilidade das “educadoras” (?) da secretaria

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Pequeno conto sobre professores e secretários de educação

Pequeno conto sobre professores e secretários de educação

Recebi o conto abaixo por email.

Copio só pra descontrair.

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira
No chão

O BALÃO PERDIDO

Havia certa vez um homem navegando com seu balão, por um lugar desconhecido. Ele estava completamente perdido, e qual grande foi sua surpresa quando encontrou uma pessoa…

Ao reduzir um pouco a altitude do balão, em uma distância de 10m aproximadamente, ele gritou para a pessoa:

– Hei, você aí­, aonde eu estou?

E então a jovem respondeu:

– Você está num balão a cerca de 10 m de altura!

Então o homem fez outra pergunta:

– Você é professora, não é?

A moça respondeu:

– Sim…puxa! Como o senhor adivinhou?

E o homem:

– É simples, Você me deu uma resposta tecnicamente correta, mas que não me serve para nada…

Então a professora perguntou:

– O senhor é o secretário da educação, NÃO É ?

E o homem:

– SOU… Como você adivinhou???

E a Professora:

– Simples: o senhor está completamente perdido, não sabe o que fazer e ainda quer colocar a culpa no professor.

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Ensino de matemática através dos tempos… piadinha ou cruel realidade?

Recebi por email, numa dessas “correntes”.

Recebe-se muuuuita besteira por este emeio, mas de vez em quando algumas coisas são interessantes.

Não sei a origem nem a autoria do texto abaixo, nem mesmo sei se a historinha inicial é verdade, mas o copio como forma de estimular uma reflexão sobre o assunto.

Fiz apenas algumas modificações retirando partes que não colaboram com o debate, mas aprofundam preconceitos e desvirtua do problema em si.

Mas… depois de ler isso…

Que educação queremos?

Que educação o povo merece?

Que educação oferecemos para as diversas classes sociais? [sim, as classes ainda existem!]

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira

 

A Evolução da Educação – Leiam o relato de uma Professora de Matemática:  

Semana passada comprei um produto que custou R$15,80. Dei à balconista R$ 20,00 e peguei na minha bolsa 80 centavos, para evitar receber ainda mais moedas. A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para a máquina registradora, aparentemente sem saber o que fazer.

Tentei explicar que ela tinha que me dar 5,00 reais de troco, mas ela não se convenceu e chamou o gerente para ajudá-la. Ficou com lágrimas nos olhos enquanto o gerente tentava explicar e ela aparentemente continuava sem entender. Por que estou contando isso?

Porque me dei conta da evolução do ensino de matemática desde 1950, que foi assim:

1. Ensino de matemática em 1950:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda. Qual é o lucro?

2. Ensino de matemática em 1970:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda, ou seja, R$80,00. Qual é o lucro?

3. Ensino de matemática em 1980:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$80,00. Qual é o lucro?

4. Ensino de matemática em 1990:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$80,00. Qual é o lucro?
( ) R$ 20,00 ( ) R$40,00 ( ) R$60,00 ( ) R$80,00 ( ) R$100,00

5. Ensino de matemática nos anos 2000:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é de R$80,00. O lucro é de R$ 20,00. Está certo?
( ) SIM  ( ) NÃO

Pérolas do ENEM no Jô Soares: Nós não ensinamos isso a eles!!!

Volta e meia o Jô Soares faz a abertura de seu programa, feito sempre com um texto engraçadinho, com supostas asneiras escritas por alunos no ENEM

O que é uma piada não deveria ser. É trágico! Mas, tudo bem… é engraçado…

E nos mostra uma grande verdade: uma coisa é ensinar; outra coisa é aprender.

Há mais coisas entre ensinar e aprender do que imagina nossa vã filosofia…

Divirtam-se:

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira
Ensina-Aprende sempre

O futuro do professor – aposentadoria com dignidade e inclusão tecnológica

Sempre trabalhando em prol dos seus funcionários, garantindo os meios adequados ao seu trabalho, as secretarias de educação – tanto do Estado do Rio quanto do Municípiodistribuíram laptops aos professores.

Agora, estão cuidando da aposentadoria

 

Futuro do Professor ERJ

 

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira
Faltando uns 30 anos…