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ENEM 2014 – Inscrições abertas

Estão abertas as inscrições para o ENEM 2014.

As inscrições estão abertas até o dia 23 de maio de 2014. Fiquem de olho!

A taxa de inscrição é de R$ 35,00 (trinta e cinco reais), mas  alunos matriculados no último ano do Ensino Médio em instituições públicas de ensino, sejam federais, estaduais ou municipais, não pagam. É automático. Outros alunos têm que fazer a Declaração de Carência e a declaração seja aprovada pelo Inep.

Neste link você pode fazer a inscrição para o ENEM 2014.

As provas ocorrerão nestes dias:

08 de novembro de 2014 (sábado)

Temas: Ciências Humanas e suas Tecnologias e Ciências da Natureza e suas Tecnologias.

Tempo para a prova: 4h30

09 de novembro de 2014 (domingo)

Temas: Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, Redação e Matemática e suas Tecnologias.

Tempo para a prova: 5h30

É bom se preparar bem, porque a nota do ENEM pode ser usada para entrar em universidades públicas através do Sisu – Sistema de Seleção Unificada. Além disso, também podem servir para o ProUni – Programa Universidade para Todos, que oferece bolsas em instituições privadas e o Sisutec, para vagas gratuitas em cursos técnicos.

As notas do Enem também são pré-requisito para obtenção de bolsas de intercâmbio pelo programa Ciência sem Fronteiras.

Não bastasse tudo isso, algumas universidades estrangeiras também aceitarão notas do ENEM como pré-requisito para admissão, como a Universidade de Coimbra.

Então, prepare-se bem e boa sorte!

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira

ENEM – Temas das redações de todas as edições

ENEM – Temas das redações de todas as edições

O ENEM é o Exame Nacional do Ensino Médio, uma prova criada em 1998 pelo MEC – Ministério da Educação. Esta prova é utilizada por diversas universidades como acesso aos seus cursos, através do Sistema de Seleção Unificada (SiSU).

Tem duração de dois dias, contém 180 questões objetivas e uma questão de redação.

O peso da nota da redação para ingresso nas universidades varia conforme cada instituição. De qualquer maneira, é extremamente importante fazer uma boa redação.

Veja aqui os temas das redações de todas as edições do ENEM:

1998 – Viver e aprender

1999 – Cidadania e participação social

2000 – Direitos da criança e do adolescente: como enfrentar esse desafio nacional

2001 – Desenvolvimento e preservação ambiental: como conciliar os interesses em conflito?

2002 – O direito de votar: como fazer dessa conquista um meio para promover as transformações sociais que o Brasil necessita?

2003 – A violência na sociedade brasileira: como mudar as regras desse jogo

2004 – Como garantir a liberdade de informação e evitar abusos nos meios de comunicação

2005 – O trabalho infantil na sociedade brasileira

2006 – O poder de transformação da leitura

2007 – O desafio de se conviver com as diferenças

2008 – Como preservar a floresta Amazônica: suspender imediatamente o desmatamento; dar incentivo financeiros a proprietários que deixarem de desmatar; ou aumentar a fiscalização e aplicar multas a quem desmatar

2009 – O indivíduo frente à ética nacional

2010 – O trabalho na construção da dignidade humana

2011 – Viver em rede no século 21: os limites entre o público e o privado

2012 – Movimento imigratório para o Brasil no século 21

2013 – Efeitos da implantação da Lei Seca no Brasil

No site do INEP você pode ver os resultados de sua redação.

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira

Arte do mundo todo no Google

A internet é um poço sem fundo de informações. Basta garimpar para obter muitas coisas interessantes.

O Google tem um projeto muito bom chamado Google Cultural Institute.

Dentro dele encontram-se exposições e coleções de museus e acervos em todo o mundo.

Google

Google Cultural Institute

Pode-se explorar patrimônios culturais em detalhes incríveis, em alta resolução. Basta entrar em alguma obra e clicar para aumentar o zoom, no canto superior direito:

arte

El Greco

Você pode criar suas próprias galerias e compartilhar seus achados com quem quiser. Veja esta que criei, sobre o Van Gogh, como demonstração:

Van Gogh

Existem diversas maneiras de navegar, fazendo buscas por nomes dos artistas, museus ou coleções:

Coleções de arte

Vejam esta busca simples que fiz, com o nome “Monet”. Aparecem os diversos museus que têm obras dele, assim como a quantidade de itens por museus e outras informações. São 231 itens ao todo! E você pode mudar a visualização de sua página, acima à direita, para adequar ao seu gosto:

Monet

É ou não é uma ferramenta e tanto para quem trabalha com educação e arte?

Façam bom proveito!

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira
Artista

Bombas de efeito imoral

greve professores rj

O Estado do Rio de Janeiro apagou as luzes do saber nas últimas semanas. Vestidos de preto em sinal de luto (entenda como substantivo e verbo!), professores das Redes Municipal e Estadual do Rio deixaram suas casas e seus trabalhos para reivindicar uma educação pública de qualidade.

A causa de toda a manifestação popular carioca não abrange somente questões salariais, como a mídia faz parecer, questões estas que, por si só, já ferem a dignidade e a inteligência de qualquer cidadão. A causa é um grito preso na garganta há décadas! Grito de uma classe de trabalhadores cujo maior desejo é lutar pelo ideal de uma sociedade igual para todos. É claro que esse grito é temível e assusta os nossos governantes. Aliás, assustar é pouco: nosso grito apavora os governantes! Por isso tantas bombas sobre nós!

Dar condições de trabalho dignas e educação de qualidade na escola pública é perigoso. Formar cidadãos conscientes, que não serão manipuláveis, que não servirão de massa de manobra fácil para os políticos no futuro, é altamente perigoso! Poucos enxergam isso; muitos não querem enxergar; e outros se beneficiam da falta de visão da maioria da população. Em uma sociedade cega e surda, é preciso clamar bem alto! Ir às ruas, convocar uma legião, buscar um caminho, ainda que doloroso, ainda que solitário (solitário já não é mais!)

Em tempos de democracia, vivemos uma ditadura velada. Vivemos hoje numa sociedade onde o professor, que luta por uma educação pública de qualidade e denuncia o sistema educacional falido e ineficaz, esbarra na postura opressiva de um governo ditador, governo este cujo papel deveria ser o de proteger a sociedade e dar a ela a tão desejada educação pública acima citada. Governo este que deveria garantir aos cidadãos uma sociedade mais justa; afinal, não é para isso que os governantes são remunerados??? E MUITO BEM REMUNERADOS, por sinal! Mas não é o bastante para eles. Nunca é. A política carioca está desacreditada, e só o que aparece é a lama instaurada pelos políticos corruptos, que passeiam com o dinheiro público e gastam com transportes diferenciados para “trabalhar”! É claro que o trânsito não se aplica a esses seres, que se julgam acima do bem e do mal.

Os privilégios dessa elite ganham apenas um rasteiro comentário da grande mídia, que fala dos nossos governantes e de seus “passeios” de helicóptero só para constar; mas na hora de olhar para os professores e sua luta legítima, tal mídia coloca os fatos como se a nossa classe de trabalhadores fosse composta por seres mal agradecidos, incapazes de entender o “excelente” Plano de Cargos e Salários (que deveria ser chamado de REFORMA EDUCACIONAL), aprovado sob  pancadaria na última terça-feira. Tal mídia, ainda por cima, deixa que a palavra final seja sempre a de quem “banca” seus projetos, o que faz dessa relação – mídia e governo corrupto – um grande círculo vicioso. O que mais assusta é que não existe ninguém nas emissoras de grande audiência que dê um basta, que saia do roteiro e seja capaz de falar por si!

Nesse contexto, portanto, as bombas jogadas nos professores não podem ser chamadas de “bombas de efeito moral”, visto que não é aos professores que a moral está faltando. Não há moralidade no governo e, se houvesse, algo seria feito contra esta ditadura mascarada de democracia que se instaurou no Rio de Janeiro! Aliás, não há nada mais imoral do que um governo que não respeita seus professores, que são a matriz de todas as profissões.

É hora de acender de novo as luzes. Lutar com os olhos bem abertos. Aprender a lição de casa. Cada um, mesmo que não seja profissional da educação, deve lutar pela educação pública em sua cidade, em seu estado. É hora de mostrar a estes governantes que 2013 É O ANO QUE AINDA NÃO TERMINOU!

Por:  Emily Coutinho e

Evelyn Almeida

“o avesso do real”

 

 

 

 

 

 

acho que mereço o mundo ao avesso do fim pro começo, sem lenço, sem endereço… pelo conformismo, pelo machismo, pelo canibalismo que vejo pelas esquinas e não faço nada, pela madrugada inescrupulosa, pela estrada tortuosa, pela menção honrosa que recebi pelo meu belo trabalho… tô cansado pra caralho pra fazer alguma coisa: desculpa esfarrapada pela imobilidade, pela falta de sensibilidade, pelo revés da verdade que cortei em tiras e transformei em mentiras, só pra dormir em paz… pra você, tanto faz quem seja o dono do mundo, só não tolera o vagabundo imundo que te interpela na rua? te interessa mais a gata nua na capa da revista? eu sou artista e não dentista, então não me venha me mostrar os dentes com essa faca na mão em meio à escuridão, não serei a tua lerda presa, só dou mole para a minha empresa, a qual defendo até a morte, assim como o brasil defende os fortes ( os países do norte, estes sim, têm fibra e sorte )… mas lá no fundo, não acho legal a economia mundial com seu arrebatamento bestial e sua dose fatal de ampliação de mercado, isto sim, é crime organizado! e dando uma de coitado fico no meu canto, imobilizado, impotente, acabrunhado, indecentemente desgraçado… ladrão de banco? sequestrador? são piada, ser político é que é a parada: desvia um dinheiro, compra um veleiro, um carro estrangeiro. cadeia? não, ele compra o ministro e o carcereiro, aos poucos, vende o país inteiro,,, tudo rui, a vida vira escombros e eu aqui, dando milhos aos pombos… quem mata um é criminoso, condenado, inescrupuloso,,, quem mata milhões é condecorado, heroico, aclamado… “os números consagram”… as luzes não se apagam, então, sigo escrevendo… o que estou dizendo é que no mundo ao avesso não conheço um figurão que tenha sido preso: a justiça tem seu preço e eu, pareço um palhaço, aqui, só falando ao invés de estar lutando por um belo futuro, mas juro que não tenho nada com isso, no máximo, sou conivente, aceitando calmamente a realidade avessa estabelecida, ou será que “os nossos bosques têm mais vida”? ou nossas vidas foram vendidas? de qualquer modo, sigo escrevendo, pois só assim, vou me entorpecendo e me enganando que estou vivendo…

 

 

 

 

 

 

1999

“tarde?”

depois, não me venha reclamar da falta de memória, da infância inglória, da vitória não reconhecida no jogo lasso da vida, são marcas de um tempo em que já era permitido a ousadia, a rebeldia, agora é tempo de ética, de estética refinada, o tempo de vigília já passou, é hora do fazer, do agir, do transgredir e demolir as cortinas de fumaça que tentam encobrir as nossas mazelas,,, ééééééé!!! aquela mazela: a superlotação da cela, o pó que esfacela, a dengue, a febre amarela, a bulimia da pseudo bela, a anorexia da magrela, o estacionamento sobre a faixa amarela, a bala perdida que atravessa a janela, enquanto tiver criança na rua, o resto é balela,,, seu tempo é agora, faça, aconteça, cometa, já já, não será mais o presente, aliás, o que eu disse até aqui, já é passado, o tempo não espera a sua decisão, ele não poupa ninguém, depois não vá se lamentar que já é tarde…amém…

O que é Síndrome de Burnout afinal e como tem atacado os profissionais de educação?

Acho importante conhecermos um pouco mais sobre esse assunto, tanto através de informações quanto de relatos de experiências (estes relatos prefiro deixar para os comentários), já que se trata de algo cada vez mais comum entre os profissionais de educação.

Passarei informações colhidas na internet aqui – existem muitas outras -, tendo selecionado as que me pareceram mais realistas, já que tive que lidar com esse problema durante anos, em mim mesma e em outros colegas.

A Síndrome de Burnout é um termo psicológico que descreve o estado de exaustão prolongada e diminuição de interesse, especialmente em relação ao trabalho. O termo “burnout” (do inglês “combustão completa”) descreve principalmente a sensação de exaustão da pessoa acometida. É um estado de esgotamento físico, emocional e cognitivo produzido pelo envolvimento prolongado em situações geradoras de stress.

 

Costuma apresentar três fases sucessivas;

Desequilíbrio caracterizado como estresse;

Sintomatologia característica: ansiedade, tensão, fadiga e esgotamento;

Afrontamento defensivo: fase em que acontecem mudanças nas atitudes e conduta do indivíduo com tendência a lidar com os outros de maneira distante, rotineira, apática e mecânica.

 

Os profissionais mais atingidos são os que trabalham mais diretamente com pessoas, tais como: médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, professores, estudantes, psicólogos, assistentes sociais, policiais, agentes penitenciários, bombeiros, etc., pois trabalham em contato diário com pacientes, alunos, clientes, usuários, indigentes, presos, criminosos, etc.

Burnout é quando o trabalho ameaça o bem estar do trabalhador. É o esgotamento mental e físico intenso causado por pressões no ambiente profissional.

Os fatores determinantes vêm de uma combinação de variáveis físicas, psicológicas, sociais e organizacionais.

 

Fatores da síndrome de burnout, entre educadores, segundo algumas pesquisas já feitas:

1) Exaustão emocional – em um primeiro momento ligada, em geral, à insatisfação salarial e ao fator idade;

2) Diminuição de realização pessoal – insatisfação geral com o crescimento e com o trabalho, falta de significado nas tarefas a cumprir, poucas horas para pesquisa, necessidade de auto-realização, frustrações, desilusões, distância entre a teoria aprendida e a prática (realidade concreta) encontrada nas escolas, etc.;

3) Despersonalização – falta de conhecimento dos resultados de horas de pesquisa, falta de sentido, perda do idealismo inicial, etc.

 

O que mais dificulta o trabalho do educador, especialmente o exercício profissional do professor, nas escolas públicas e particulares, segundo variadas pesquisas, em ordem do maior para o menor dos problemas encontrados:

– Salário

– Condições físicas

– Falta de material didático

– Falta de interesse dos alunos

– Barulho

 

Fatores de stress:

– Comportamentos inadequados e indisciplina dos alunos

– Elevado número de alunos por classe/horário

– Execução de tarefas burocráticas e administrativas

– Pressões de tempo e excesso de trabalho (sobrecarga de atividades)

– Expectativas familiares

– Falta de recursos materiais para o trabalho

– Diferentes capacidades e motivações dos alunos

– Carreira docente

– Multiplicidade de papéis a desempenhar

– Relacionamento pais/professores

– Políticas disciplinares inadequadas

– Pouca participação em decisões institucionais

– Falta de apoio da coordenação e colegas

– Necessidade de atualização profissional

– Elevado número de disciplinas/aula

 

Estratégias de enfrentamento em educadores, especialmente professores de escolas públicas e privadas:

– Confronto

– Afastamento

– Autocontrole

– Suporte social

– Aceitação de responsabilidade

– Fuga e esquiva

– Resolução de problemas

– Reavaliação positiva

 

Pode se apresentar através das seguintes etapas:

– Ilusão pelo trabalho – choque entre o idealismo inicial e a realidade prática, gerando frustrações, irritabilidade, incredulidade, tendência a ironias, deboche, ceticismo, etc.

– Desgaste psíquico – exaustão, vontade de não realizar mais nada, sensação de que qualquer coisa que faça não fará significativamente diferença nenhuma, vontade de desistir, etc.

– Indolência – uma das formas defensivas de reagir ao desgaste físico e emocional, por se sentir sem saída.

– Culpa – sensação de que não está conseguindo ser um bom profissional, baixa da auto-estima e da autoconfiança, etc.

 

O esgotamento profissional do qual a síndrome de burnout nos fala tende a aparecer mais nos primeiros anos de profissão, onde o idealismo ainda é grande, e depois de muitos anos de trabalho na área, quando o cansaço físico e emocional já é bastante intenso. No entanto, essa síndrome pode aparecer em qualquer idade e tempo de trabalho, especialmente em pessoas que tenham um tipo de personalidade:

– Empática

– Sensível

– Humana

– Idealista

– Altruísta

– Entusiasta

– Obsessiva

– Dedicada profissionalmente

 

A Síndrome de Burnout costuma aparecer acompanhada de sintomas psicossomáticos, tais como:

– palpitações

– cefaléias freqüentes

– cansaço crônico

– crises de asma

– desordens gastrointestinais ou úlceras

– dores cervicais

– insônias

– hipertensão

– alergias

– diarréias

– alterações menstruais

 

Além das estratégias de enfrentamento já listadas acima, alguns profissionais procuram lidar com os sintomas da burnout investindo em atitudes que podem ser úteis e produtivas ou apenas defensivas, dependendo do caso:

– planejamento

– supressão de atividades concomitantes (quando possível)

– suporte instrumental

– suporte emocional

– reinterpretação positiva

– aceitação

– religiosidade

– foco na expressão das emoções

– humor

– uso de substâncias

-negação

– desligamento comportamental

– desligamento mental

 

Posso dizer que, na minha experiência, vi cada um desses sintomas, atitudes, emoções, reações, enfim…

É tudo muito sofrido.

Passei por isso na pele.

E vocês, o que tem a contar sobre esse assunto?

Abraços,

Regina Milone

Pedagoga, Arteterapeuta e Psicóloga

Rio, 30/10/2012

 

Referências bibliográficas na web, utilizadas nesse artigo:

http://www.pedagogiaaopedaletra.com/posts/a-ocorrencia-da-sindrome-de-burnout-em-professores-do-ensino-medio-da-rede-publica/

http://revistadeciframe.com/2011/02/10/sindrome-de-burnout-como-identificar-e-enfrentar-esse-problema-que-afeta-a-vida-de-tantos-profissionais/

http://zona31-adriana.blogspot.com.br/2011/04/conoces-el-sindrome-de-burnout.html

http://www.pedagogiaaopedaletra.com/posts/a-ocorrencia-da-sindrome-de-burnout-em-professores-do-ensino-medio-da-rede-publica/

http://profcoordenadorpira.blogspot.com.br/2010/10/sindrome-de-burnout-em-professores.html

http://deodefreitas.blogspot.com.br/2011/01/sindrome-de-burnout.html

http://companheirasophia.blogspot.com.br/2008/06/sndrome-de-burnout-em-professores.html

http://wwwizasalies.blogspot.com.br/2011/01/sindrome-de-burnout.html?spref=fb

http://www.sinprors.org.br/extraclasse/out06/especial.asp

http://umacentelha.blogspot.com.br/2011/10/sindrome-de-burnout-exaustao-emocional.html?spref=fb

 

Profissão Professor (poesia-rap de Dante Pincelli O Velho)

Profissão Professor, “poesia-rap” de Dante Pincelli O Velho

Hoje abro meu espaço aqui para Dante Pincelli O Velho, profissional de Educação Artística e História da Arte, professor das redes pública e particular há quase 35 anos! Nas particulares esteve por maios de 20.

Pedi a ele para postar sua “poesia-rap” e concordou. Sorte nossa! Acho que todos vão gostar!!!

Foi assim que ele me enviou:

 

Dante Pincelli O Velho

Uma poesia falando de nós.

Leia como se fosse um Rap, pois é isso que ela é.

“profissão professor”

“desde o tempo de criança eu tive que estudar para um dia ser alguém
e repleto de esperança, não parava de sonhar, o meu futuro ia tão bem
sonhava em ser artista, engenheiro, economista, presidente, senador
também quis ser motorista, escrever pruma revista, general ou jogador
sob o meu ponto de vista eu era muito otimista, até que meu dia chegou
meu destino vigarista, escreveu na sua lista que eu seria professor…

ai meu amor
eu que via a vida bela, fui cair nessa esparrela de querer ser professor
ai meu amor
jamais pensei que o meu futuro fosse ser assim tão duro, me tornando um professor…

no início da carreira eu pensava que a escola fosse a grande solução
pra acabar com a pasmaceira que corrompe e que assola o progresso da nação
mas aos poucos constatei que devido a nossa lei nacional de educação
o que aprendi, o que ensinei e, nhoque, um dia, acreditei, era somente enganação
então tentei ser diferente com um trabalho inteligente que visasse o crescimento
incomodei a muita gente com poder suficiente pra impedir meu movimento…

ai meu amor
eu tentei uma mudança, mas fui pago com a vingança de um pseudo professor
ai meu amor
nosso ensino é atrasado e eu estou desesperado porque sou um professor…

mesmo com pena de mim, hei de ser até o fim, um professor que não tem grana
quem me ouve falar assim, pensa que tudo é ruim na profissão, mas se engana
pois o que é fundamental e não podem fazer mal, porque é ouro de mina
é o que me faz sentimental: aluno é tão legal, aluno é gente fina
o aluno é a razão pra eu insistir na profissão sem pensar em desistir
do fundo do coração, vou cantá-los no refrão e, valeu por existir…

ai meu amor
se não existisse aluno eu mudava o meu rumo e não seria professor
ai meu amor
se aluno não existisse eu esquecia a babaquice de querer ser professor…”

Gostaram? Eu adorei!!!

Abraços,

Regina Milone

Pedagoga, Arteterapeuta e Psicóloga

Rio, 29/10/2012

As lições do dia a dia

As lições do dia a dia.

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Hoje saindo da escola entramos no carro e não conseguimos ligá-lo.

Eu não dirijo, quem dirige é minha esposa, que trabalha nas mesmas escolas e mesmos horários (sim, haja amor, ou paciência…).

Ela tentou girar a chave, mas estava travado. Eu tentei, quase arrebentei a ignição, mas não dava.

Ligamos pra concessionária e somente disseram para “chamar um guincho e levar pra lá”.

Entrei na escola novamente e procurei alguém que, porventura, entendesse de carro – sim, sou um completo ignaro neste quesito – e que, porventura, pudesse auxiliar-nos.

Estava lá o professor de capoeira. Disse que entende um pouco de “mecânica”, não de carro, e foi vê-lo.

“Ah, o carro está numa descida, com a roda virada, o volante travado… assim o mecanismo interno da parafuseta [essa foi minha] trava e não sai mesmo do lugar”.

“Ahtá…”

“Tem que virar um pouco o volante para lá e pronto!”.

Ligou o carro.

Estupefato com minha ignorância, ainda tive que ouvir umas verdades do nosso salvador, na conversa amigável que rolou depois:

“As pessoas compram carro e só querem botar gasolina e sair dirigindo. Não sabem nada de nada do funcionamento dele. As pessoas teriam que, pelo menos, fazer um curso pra aprender um mínimo do funcionamento dele, pra não ficar na mão”.

É, ele está certo.

O conhecimento, a sabedoria geral é muito importante.

Às vezes nos fechamos tanto, nos fixamos tanto em apenas certos ou poucos conehcimentos, que não estamos abertos a novos.

Mais conhecimentos nunca é demais. E hoje é cada vez mais fácil obtê-los. A internet nos ajuda muito.

Por exemplo, antes, para fazer um curso à distância era uma dificuldade, apesar de que existe desde que eu era criança. Lembro que nas revistas em quadrinhos que eu lia tinha um anúncio de cursos por correspondência.

Hoje, basta uma clicada aqui e ali e achamos algo.

É só fazer uma pequena busca, por exemplo, como cursos no Brasil, e já estamos com o conhecimento do mundo nas mãos.

Novos horizontes a cada dia. Procure, aprenda, cresça, construa novos conhecimentos a cada dia.

Eu penso em aprender um pouco de mecânica…

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira
Aprendiz

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No Diário do Professor você encontra artigos e links sobre o dia-a-dia da Educação:

Planos de aula, Atividades, Práticas, Projetos, Livros, Cursos, Maquetes, Meio Ambiente… e muito mais!

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Não adianta ensinar quem está decidido a não aprender

Não adianta ensinar quem está decidido a não aprender.

Venho constantemente escrevendo sobre isso por aqui e debatendo com amigos e leitores do blog.

Sempre falo sobre o desinteresse dos alunos e a luta que é tentar ensinar algo.

Vejam, por exemplo, esseas histórias:

É uma grande frustração dos profesores tentar dar aulas e não conseguir.

E não venha com aquele discurso de quem nunca entrou numa sala de que “o professor tem que ganhar os alunos” ou “o professor tem que fazer aulas interessantes”.

Faço, tento, brigo, despenteio, brinco, movo, balanço, rebolo mas… nem sempre. Aliás, quase nunca.

No final, depois de falar durante 30 minutos sobre o que é para fazer, eles me perguntam, depois de 5 minutos: “professor, o que é pra fazer?”.

Mas aí me deparo com a imagem abaixo:

Pois é, não adianta tentar ensinar a quem está decidido a não aprender!

Pra terminar meu pensamento: temos que parar de achar que a escola vai, de um jeito milagroso, dar um jeito de ensinar às crianças e salvar a sociedade.

A própria sociedade como um todo é que tem que valorizar a educação, o estudo, o saber mais do que valoriza o jogador, a popozuda, o bbb, o futebol, o cantorzinho e cantorazinha…

Assim, quem sabe, as crianças cheguem à escola querendo aprender e dispostas a nos ouvir, ao invés de somente querer ser jogador de futebol.

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira
Disposto a ensinar a quem quer aprender

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