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Trabalhos, artigos e outros textos de outras pessoas.

Carta de mais um professor que desiste

 

Li este texto no Geledés, o qual copio abaixo.

Eu já ouvi esta frase algumas vezes: “professor, não desiste da gente!“.

Dói, mas já desisti de vários.

Já desisti também várias vezes da profissão, inclusive escrevi aqui sobre isso.

Sinceramente, continuo por falta de opções financeiras, pois, no meu caso, o salário não é tão ruim – tenho duas matrículas municipais que, relativamente a outros locais, pagam “melhor” e ainda somo alguns percentuais de tempo de serviço e formação.

Então, se é pra sair, quero sair por algo muito melhor, o que ainda não aconteceu.

Mas penso nisso todos os dias e a cada vez que entro na escola e as frustrações me alvejam por todos os lados.

Vale a pena ler o relato deste professor que, apesar de Minas, não está longe do sentimento de qualquer um pelo Brasil afora.

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira
Construindo a porta de saída

Desisti de ser professor do Estado

Hoje tive o dia mais triste como professor. Não estou me referindo a nenhuma indisciplina ou necessariamente a
baixo rendimento escolar de meus alunos.

SOLICITEI A MINHA DISPENSA NA REDE PÚBLICA ESTADUAL DE MINAS GERAIS  e fui surpreendido pelos meus alunos.

Como sou muito exigente, muitas vezes coloco fardos pesados sobre meus alunos. Acreditava que a minha saída na transição dos bimestres seria encarada apenas como mais uma das tantas mudanças corriqueiras que ocorrem na Escola.

Estava enganado. Fui surpreendido pelo choro mais desolador que já vi em toda a minha vida. Minha maior tristeza foi pensar que eu poderia ser responsável por esse choro.

Jamais pensei que meus  ALUNOS DA REDE PÚBLICA ESTADUAL DE MINAS GERAIS  fossem chorar por minha saída.

Preocupado com o que eu diria paraeles como motivo, preferi a verdade.  ESTOU SAINDO PORQUE NÃO CONSIGO ME SUSTENTAR NA REDE PÚBLICA ESTADUAL DE MINAS GERAIS.  Como são crianças, muitas não entenderam o que eu queria dizer e me responderam novamente com o choro mais desolador que já vi ou causei em toda a
minha vida.

 “PROFESSOR NÃO NOS ABANDONE”!

A criança não entende a opção que nós professores fazemos quando abandonamos a sala de aula. Uma de minhas alunas gritou: “Vou me mudar para a escola onde o senhor vai continuar como professor”. Nessa hora engasguei o choro e me perguntei como poderia ser isso? Se a maioria de nós no Brasil e na  REDE PÚBLICA ESTADUAL DE MINAS GERAIS  não dispomos de recursos para bancar o ensino privado.

Algumas crianças se puseram na porta e tentavam impedir minha saída, sem palavras e assustado com o choro e
o pedido de que não as “abandonasse”, restou-me recolher na solidão de meu objetivo racional e deixar a sala com crianças chorosas como nunca vi a se despedirem com o olhar que jamais esquecerei, do professor que  NÃO CONSEGUIU SE SUSTENTAR NA REDE PÚBLICA ESTADUAL DE MINAS GERAIS.

Eu poderia recolher-me na vaidade, em pensar que sou um bom professor e que vou conseguir o melhor para mim.

Entretanto, sei que hoje a exemplo do que ocorreu comigo,  DEZENAS DE OUTROS PROFESSORES DEIXARAM A REDE PÚBLICA ESTADUAL DE MINAS GERAIS POR NÃO CONSEGUIREM SE SUSTENTAR, ASSIM COMO TAMBÉM DEZENAS DE CRIANÇAS CHORARAM AO SE DESPEDIREM DE SEUS PROFESSORES.

Resta-me na revolta implorar a todos os mineiros e brasileiros que lerem essa carta.

PELO AMOR DE DEUS! NÃOACREDITEM NA EDUCAÇÃO FAZ DE CONTA DO GOVERNO DE MINAS GERAIS. O ESTADO FAZ DE CONTA QUE REMUNERA SEUS PROFESSORES, PROFESSORES INFELIZMENTE FAZEM DE CONTA QUE ENSINAM, ALUNOS FAZEM DE CONTA QUE APRENDEM E ATORES GLOBAIS FAZEM DE CONTA QUE FALAM DA MELHOR EDUCAÇÃO DO PAÍS.

O episódio dessa carta ocorreu NO DIA 18 DE ABRIL DE 2013 NA ESCOLA ESTADUAL BARÃO DO RIO BRANCO EM BELO HORIZONTE. Infelizmente ocorreu também em dezenas de Escolas do Estado de Minas Gerais.

ENQUANTO O GOVERNO DE MINAS PAGA MILHARES DE REIAIS A ATORES GLOBAIS PARA MENTIREM SOBRE A EDUCAÇÃO NO HORÁRIO NOBRE, NOSSAS CRIANÇAS CHORAM OS SEUS PROFESSORES QUE ESTÃO SAINDO PORQUE NÃO CONSEGUEM MAIS SE SUSTENTAR NO ESTADO.

Prof. Juvenal Lima Gomes

EX-PROFESSOR DA REDE PÚBLICA ESTADUAL DE MINAS GERAIS

Roteiros de Viagem Turista Profissional

Vou fugir um pouco do tema central do blog – educação –, mas por uma boa causa.

Vem chegando as merecidíssimas férias dos professores, e nada mais justo que uma boa viagem.

Eu e minhas esposa somos o que se pode dizer “viajantes quase profissionais”, tanto que é este o nome do blog dela: Turista Profissional.

Eu colaboro com o blog com artigos e as fotos, que são quase todas minhas. Dê uma olhada e veja se levo jeito pra coisa.

Nós escrevemos dois roteiros de viagem, um de Paris outro de Buenos Aires:

Roteiro de 7 dias em Paris e Arredores

Roteiro de 7 dias em Buenos Aires e Arredores

Eles contém um passo-a-passo para se visitar essas cidades e algumas outras atrações por perto, com dicas diárias.

Ou seja, a cada dia tem um roteiro que pode ser feito praticamente a pé, mostrando os pontos turísticos de uma determinada parte da cidade.

Desta forma, você conhecerá praticamente toda Paris ou toda Buenos Aires, de forma simples e barata.

Além disso, eles contém dicas de como ir do aeroporto ao centro da cidade, dicas de onde se hospedar, de onde comer e de onde fazer compras mais baratas.

Quem estiver pensando em viajar, eu recomendo.

Você compra pela internet de forma segura e recebe um link para baixá-los em seu computador em PDF. Depois disso, pode utilizá-los em um tablet ou imprimir, pois estão configurados para isso.

Cada um custa 12,90 Euros, o que deve dar, mais ou menos, uns R$ 30,00.

Baner Lateral Buenos Aires - 2

Paris PB

Abraços, e boa viagem,

Declev Reynier Dib-Ferreira
Viajante e fotógrafo

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No Diário do Professor você encontra artigos e links sobre o dia-a-dia da Educação:

Planos de aula, Atividades, Práticas, Projetos, Livros, Cursos, Maquetes, Meio Ambiente… e muito mais!

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Desabafos de uma jovem professora

O texto abaixo recebi de uma colega de profissão, Luana Jotha: bióloga e professora.

O início profissional de todo professor talvez seja muito difícil. O problema, depois, é que vemos que a carreira continua difícil…

Mas a falta de respeito que muitos professores sofrem nas escolas, públicas ou particulares – não todas, claro – é revoltante.

Assim como o Luiz Eduardo nos contou sobre sua experiência, talvez este tenha sido o Rito de Passagem da professora Luana.

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira
Professor, ainda

Desabafos de uma jovem professora

Acho que o convite do professor Declev para escrever no “Diário do Professor” veio em um momento bastante oportuno na minha vida. Sou uma professora jovem, com sete anos no magistério. Diga-se de passagem, sete anos e nenhum carimbo em minha carteira profissional.

Mas o momento oportuno a que me refiro é que, dias atrás, recebi a notícia que meu processo trabalhista foi arquivado e, por ter prescrito, não posso reabri-lo. O meu processo teve origem em 2007-2008, quando me formei e, como tal, não tinha emprego. Dívidas se acumulando, desespero em nível máximo. Fui chamada, então, para ministrar aulas em um curso profissionalizante. Começou a minha surpresa quando minha atribuição profissional não era de professor e, sim, de instrutor.

Ministrava aulas, palestras, aplicava provas, etc. Todas as atribuições de um professor (ou instrutor?). Ao final do primeiro mês de trabalho, obviamente, ansiava por receber meu salário, pois as contas de acumulavam. Além disso, claro, passar o dia inteiro na rua trabalhando, é um custo a mais com passagens e alimentação, o que piorou minha situação econômica. Qual foi minha surpresa quando a secretária, responsável pelo pagamento dos professores, me informou que, por problemas burocráticos, minha documentação não entrara na folha de pagamento daquele mês. Logo, eu só receberia meu pagamento no mês seguinte.

No mês seguinte eu, como outros professores (instrutores), também não recebemos. Alguns deixaram a instituição. Com promessas de pagamento e aumento de carga horária (para substituição dos professores que saíram), continuei na empresa. E assim permaneceu por mais dois meses. Situações absurdas de, por exemplo, uma das sócias da empresa se encontrar na sede, prometer que naquele dia pagaria o que estava me devendo, e aproveitar que eu estava em sala de aula, e sair sem ninguém ver.

Foi assim por quatro meses, quando deixei de ir trabalhar, não para pressionar e exigir meus direitos, mas por não ter dinheiro para locomoção. A minha situação, que já era desesperadora quando me formei, naquele momento piorou, e muito. Estava afogada em dívidas. Não tinha dinheiro para alimento. Entrei em depressão. Em minha primeira experiência profissional pós-formada, fui humilhada e desrespeitada como profissional e como pessoa.

Demorei muito tempo para me recuperar. Somente depois (e esse foi o meu erro), quando tive forças, dinheiro e advogado, fui exigir meus direitos na justiça. A empresa faliu. Os sócios não possuem nenhum bem no nome deles. Mandavam funcionários e familiares não receberem nenhuma intimação. O processo acabou por não encontrar os réus. Prescreveu.

Mas por que estou compartilhando tudo isso? Porque igual a minha história triste, há milhares de professores. Uma vez vi um texto do Jô Soares que dizia que o material escolar mais barato do mercado é o professor. O que vemos hoje é uma desvalorização generalizada da profissão.

Isso me faz lembrar de outro colégio em que trabalhei. Em uma reunião com o dono e os professores, o primeiro solicitava (de forma não muito sugestiva mas, sim, opressora) que os educadores não sentassem em suas cadeiras em sala de aula. Segundo ele, até mesmo a chamada, deveria ser realizada com o professor de pé, pois o contrário favoreceria a dispersão da atenção dos alunos. Isso porque, na semana anterior, em outra reunião, foi exigido que os professores trocassem de salas no intervalo mais rapidamente, pois era obrigação dos mesmos zelar pela estrutura física do colégio e evitar depredações. Em outra reunião, foi solicitado que os professores ficassem atentos para alunos que sofressem bulling (a palavra da moda), pois se isso ocorre em sala de aula, é de total responsabilidade e negligência do professor.

Ou seja, eu (pobre de mim!), tinha que ficar em pé as 8 horas trabalhadas, impedir depredação do colégio, exigir que os alunos sentassem corretamente (outra exigência cobrada aos professores), impedir que os alunos xingassem, comessem em sala de aula, usassem drogas e não realizar outras atividades não ortodoxas, ficar de olho nos alunos quietos (pois poderiam ser vítimas de bulling e assassinos em potencial quando adultos), impedir que os alunos se espancassem em sala de aula, incluir alunos com necessidades especiais, fazer chamada, cumprir com o calendário escolar e, se sobrasse tempo, fazer o papel para que realmente eu me preparei por 5 anos na universidade: ensinar biologia.

Passei 5 anos estudando reinos, filos, classes, ordens, famílias, ecossistemas, relações entre seres vivos, rotas bioquímicas, um pouco de didática e fundamentos da educação. Na universidade, ninguém me preparou para ser artista, recreadora, psicóloga, psicanalista, assistente social, lidar com violência em sala de aula, drogas, gravidez de alunas de 11 anos de idade, pais ausentes, pais que espancam filhos, exploram sexualmente seus filhos, ou que enchem seus filhos de drogas para hiperatividade.

Fala-se muito que a universidade não prepara os professores para o mercado de trabalho. Mas essas são realmente as atribuições dos professores? Ou será que a falência do sistema educacional e sua estrutura é que sobrecarrega esse pobre profissional que, dentre as carreiras de ensino superior, é a de menor salário? Nós que temos que mudar nossa formação para nos adequarmos a um sistema falido? Não seria tapar o sol com a peneira?

Somente 2% dos jovens vestibulandos almejam licenciatura. Por que será? Aí, vem o governo, e faz um programa revolucionário: o FIES. O aluno de licenciatura pode financiar sua formação em uma universidade particular, pagando-a depois de formado. Ou seja, o pobre profissional, que ganha o menor salário das carreiras de nível superior, já se forma endividado. Tem lógica? Tem lógica o próprio governo, em um mesmo edital, oferecer um salário de R$8000,00 para técnico judiciário (carreira que exige ensino médio) e um salário de R$1400,00 para um professor? Esse mesmo governo diz querer incentivar a carreira docente?

O que queria aqui era, simplesmente, compartilhar das minhas questões profissionais com vocês leitores. Escolhemos essa profissão, mesmo sabendo de todos esses problemas. Eu escolhi, mesmo tendo outras possibilidades, ser professora. Professor é um sonhador. Sonhamos e investimos em um futuro melhor. Cabe a nós, também, exigir que algo mude. Apesar de tudo, me orgulho muito de ser professora. Sonho que um dia essa realidade mude. Contudo, mesmo não mudando, continuarei lecionando. Escolhi isso para mim. Mesmo assim, entendo perfeitamente quando vejo colegas de trabalho com mais tempo de magistério, que desistiram da profissão, ou que estão pedindo aposentadoria alegando estresse profissional.

Luana Jotha

O que é Síndrome de Burnout afinal e como tem atacado os profissionais de educação?

Acho importante conhecermos um pouco mais sobre esse assunto, tanto através de informações quanto de relatos de experiências (estes relatos prefiro deixar para os comentários), já que se trata de algo cada vez mais comum entre os profissionais de educação.

Passarei informações colhidas na internet aqui – existem muitas outras -, tendo selecionado as que me pareceram mais realistas, já que tive que lidar com esse problema durante anos, em mim mesma e em outros colegas.

A Síndrome de Burnout é um termo psicológico que descreve o estado de exaustão prolongada e diminuição de interesse, especialmente em relação ao trabalho. O termo “burnout” (do inglês “combustão completa”) descreve principalmente a sensação de exaustão da pessoa acometida. É um estado de esgotamento físico, emocional e cognitivo produzido pelo envolvimento prolongado em situações geradoras de stress.

 

Costuma apresentar três fases sucessivas;

Desequilíbrio caracterizado como estresse;

Sintomatologia característica: ansiedade, tensão, fadiga e esgotamento;

Afrontamento defensivo: fase em que acontecem mudanças nas atitudes e conduta do indivíduo com tendência a lidar com os outros de maneira distante, rotineira, apática e mecânica.

 

Os profissionais mais atingidos são os que trabalham mais diretamente com pessoas, tais como: médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, professores, estudantes, psicólogos, assistentes sociais, policiais, agentes penitenciários, bombeiros, etc., pois trabalham em contato diário com pacientes, alunos, clientes, usuários, indigentes, presos, criminosos, etc.

Burnout é quando o trabalho ameaça o bem estar do trabalhador. É o esgotamento mental e físico intenso causado por pressões no ambiente profissional.

Os fatores determinantes vêm de uma combinação de variáveis físicas, psicológicas, sociais e organizacionais.

 

Fatores da síndrome de burnout, entre educadores, segundo algumas pesquisas já feitas:

1) Exaustão emocional – em um primeiro momento ligada, em geral, à insatisfação salarial e ao fator idade;

2) Diminuição de realização pessoal – insatisfação geral com o crescimento e com o trabalho, falta de significado nas tarefas a cumprir, poucas horas para pesquisa, necessidade de auto-realização, frustrações, desilusões, distância entre a teoria aprendida e a prática (realidade concreta) encontrada nas escolas, etc.;

3) Despersonalização – falta de conhecimento dos resultados de horas de pesquisa, falta de sentido, perda do idealismo inicial, etc.

 

O que mais dificulta o trabalho do educador, especialmente o exercício profissional do professor, nas escolas públicas e particulares, segundo variadas pesquisas, em ordem do maior para o menor dos problemas encontrados:

– Salário

– Condições físicas

– Falta de material didático

– Falta de interesse dos alunos

– Barulho

 

Fatores de stress:

– Comportamentos inadequados e indisciplina dos alunos

– Elevado número de alunos por classe/horário

– Execução de tarefas burocráticas e administrativas

– Pressões de tempo e excesso de trabalho (sobrecarga de atividades)

– Expectativas familiares

– Falta de recursos materiais para o trabalho

– Diferentes capacidades e motivações dos alunos

– Carreira docente

– Multiplicidade de papéis a desempenhar

– Relacionamento pais/professores

– Políticas disciplinares inadequadas

– Pouca participação em decisões institucionais

– Falta de apoio da coordenação e colegas

– Necessidade de atualização profissional

– Elevado número de disciplinas/aula

 

Estratégias de enfrentamento em educadores, especialmente professores de escolas públicas e privadas:

– Confronto

– Afastamento

– Autocontrole

– Suporte social

– Aceitação de responsabilidade

– Fuga e esquiva

– Resolução de problemas

– Reavaliação positiva

 

Pode se apresentar através das seguintes etapas:

– Ilusão pelo trabalho – choque entre o idealismo inicial e a realidade prática, gerando frustrações, irritabilidade, incredulidade, tendência a ironias, deboche, ceticismo, etc.

– Desgaste psíquico – exaustão, vontade de não realizar mais nada, sensação de que qualquer coisa que faça não fará significativamente diferença nenhuma, vontade de desistir, etc.

– Indolência – uma das formas defensivas de reagir ao desgaste físico e emocional, por se sentir sem saída.

– Culpa – sensação de que não está conseguindo ser um bom profissional, baixa da auto-estima e da autoconfiança, etc.

 

O esgotamento profissional do qual a síndrome de burnout nos fala tende a aparecer mais nos primeiros anos de profissão, onde o idealismo ainda é grande, e depois de muitos anos de trabalho na área, quando o cansaço físico e emocional já é bastante intenso. No entanto, essa síndrome pode aparecer em qualquer idade e tempo de trabalho, especialmente em pessoas que tenham um tipo de personalidade:

– Empática

– Sensível

– Humana

– Idealista

– Altruísta

– Entusiasta

– Obsessiva

– Dedicada profissionalmente

 

A Síndrome de Burnout costuma aparecer acompanhada de sintomas psicossomáticos, tais como:

– palpitações

– cefaléias freqüentes

– cansaço crônico

– crises de asma

– desordens gastrointestinais ou úlceras

– dores cervicais

– insônias

– hipertensão

– alergias

– diarréias

– alterações menstruais

 

Além das estratégias de enfrentamento já listadas acima, alguns profissionais procuram lidar com os sintomas da burnout investindo em atitudes que podem ser úteis e produtivas ou apenas defensivas, dependendo do caso:

– planejamento

– supressão de atividades concomitantes (quando possível)

– suporte instrumental

– suporte emocional

– reinterpretação positiva

– aceitação

– religiosidade

– foco na expressão das emoções

– humor

– uso de substâncias

-negação

– desligamento comportamental

– desligamento mental

 

Posso dizer que, na minha experiência, vi cada um desses sintomas, atitudes, emoções, reações, enfim…

É tudo muito sofrido.

Passei por isso na pele.

E vocês, o que tem a contar sobre esse assunto?

Abraços,

Regina Milone

Pedagoga, Arteterapeuta e Psicóloga

Rio, 30/10/2012

 

Referências bibliográficas na web, utilizadas nesse artigo:

http://www.pedagogiaaopedaletra.com/posts/a-ocorrencia-da-sindrome-de-burnout-em-professores-do-ensino-medio-da-rede-publica/

http://revistadeciframe.com/2011/02/10/sindrome-de-burnout-como-identificar-e-enfrentar-esse-problema-que-afeta-a-vida-de-tantos-profissionais/

http://zona31-adriana.blogspot.com.br/2011/04/conoces-el-sindrome-de-burnout.html

http://www.pedagogiaaopedaletra.com/posts/a-ocorrencia-da-sindrome-de-burnout-em-professores-do-ensino-medio-da-rede-publica/

http://profcoordenadorpira.blogspot.com.br/2010/10/sindrome-de-burnout-em-professores.html

http://deodefreitas.blogspot.com.br/2011/01/sindrome-de-burnout.html

http://companheirasophia.blogspot.com.br/2008/06/sndrome-de-burnout-em-professores.html

http://wwwizasalies.blogspot.com.br/2011/01/sindrome-de-burnout.html?spref=fb

http://www.sinprors.org.br/extraclasse/out06/especial.asp

http://umacentelha.blogspot.com.br/2011/10/sindrome-de-burnout-exaustao-emocional.html?spref=fb

 

Profissão Professor (poesia-rap de Dante Pincelli O Velho)

Profissão Professor, “poesia-rap” de Dante Pincelli O Velho

Hoje abro meu espaço aqui para Dante Pincelli O Velho, profissional de Educação Artística e História da Arte, professor das redes pública e particular há quase 35 anos! Nas particulares esteve por maios de 20.

Pedi a ele para postar sua “poesia-rap” e concordou. Sorte nossa! Acho que todos vão gostar!!!

Foi assim que ele me enviou:

 

Dante Pincelli O Velho

Uma poesia falando de nós.

Leia como se fosse um Rap, pois é isso que ela é.

“profissão professor”

“desde o tempo de criança eu tive que estudar para um dia ser alguém
e repleto de esperança, não parava de sonhar, o meu futuro ia tão bem
sonhava em ser artista, engenheiro, economista, presidente, senador
também quis ser motorista, escrever pruma revista, general ou jogador
sob o meu ponto de vista eu era muito otimista, até que meu dia chegou
meu destino vigarista, escreveu na sua lista que eu seria professor…

ai meu amor
eu que via a vida bela, fui cair nessa esparrela de querer ser professor
ai meu amor
jamais pensei que o meu futuro fosse ser assim tão duro, me tornando um professor…

no início da carreira eu pensava que a escola fosse a grande solução
pra acabar com a pasmaceira que corrompe e que assola o progresso da nação
mas aos poucos constatei que devido a nossa lei nacional de educação
o que aprendi, o que ensinei e, nhoque, um dia, acreditei, era somente enganação
então tentei ser diferente com um trabalho inteligente que visasse o crescimento
incomodei a muita gente com poder suficiente pra impedir meu movimento…

ai meu amor
eu tentei uma mudança, mas fui pago com a vingança de um pseudo professor
ai meu amor
nosso ensino é atrasado e eu estou desesperado porque sou um professor…

mesmo com pena de mim, hei de ser até o fim, um professor que não tem grana
quem me ouve falar assim, pensa que tudo é ruim na profissão, mas se engana
pois o que é fundamental e não podem fazer mal, porque é ouro de mina
é o que me faz sentimental: aluno é tão legal, aluno é gente fina
o aluno é a razão pra eu insistir na profissão sem pensar em desistir
do fundo do coração, vou cantá-los no refrão e, valeu por existir…

ai meu amor
se não existisse aluno eu mudava o meu rumo e não seria professor
ai meu amor
se aluno não existisse eu esquecia a babaquice de querer ser professor…”

Gostaram? Eu adorei!!!

Abraços,

Regina Milone

Pedagoga, Arteterapeuta e Psicóloga

Rio, 29/10/2012

Dicas de Filmes – Cinema e Educação

 

Dicas de Filmes – Cinema e Educação

– Dessa vez passo por aqui só para deixar várias dicas bacanas de filmes ligados a educação ou que podem ser trabalhados na área (em escolas, universidades…), para contribuir e alegrar o dia de vocês! Peguei as dicas de várias fontes e estão todas no grupo de “Cinema, Educação e Psicologia”, que criei no facebook – https://www.facebook.com/CinemaEducacaoEPsicologia

– Aí vão as dicas:

– Filmes sobre professores especiais (aqueles que fazem a diferença!):

https://www.facebook.com/media/set/?set=a.460014234036707.96182.426976550673809&type=3

 

A Corrente do Bem

A Língua das Mariposas

A Onda (1981 – EUA)

A Onda (2008 – Alemanha)

A Voz do Coração

Ao Mestre, com Carinho

Ao Mestre, com Carinho 2

Clube do Imperador

Como estrelas na Terra

Conrack

Entre os muros da escola

Escola da Vida

Escritores da Liberdade

Madadayo

Mentes Perigosas

Nenhum a menos

O Preço do Triunfo

O Segredo de Mona Lisa

O Triunfo / A História de Ron Clark

Senhor Lazhar

Ser e Ter

Sociedade dos Poetas Mortos

That’s What I Am

Treino para a Vida

Verônica

 

– EDUCAÇÃO E INCLUSÃO:
http://www.psicopedagogavaleria.com.br/dicadefilmes.htm

A COR DO PARAÍSO

CASTELOS DE GELO (deficiência sensorial)

DANÇANDO NO ESCURO

ETERNO AMOR
FORREST GUMP,  O contador de Histórias – (Deficiência Mental)
JANELA DA ALMA
LEÓN E OLVIDO
MR. HOLLAND, ADORÁVEL PROFESSOR
NASCIDO EM 4 DE JULHO(deficiência física)
O HOMEM ELEFANTE (portador de neurofibromatose múltipla)
O OITAVO DIA (síndrome de down)
O ÓLEO DE LORENZO
PROCURANDO NEMO
A era do gelo I e II
Shrek
PERFUME DE MULHER (deficiência visual)
RAIN MAN ( autismo)
SONATA DE OUTONO
UMA LIÇÃO DE AMOR
UMA MENTE BRILHANTE (esquizofrenia)
O PIANO
AMARGO REGRESSO (deficiência física)
Além dos meus olhos (deficiência visual)
Filhos do silêncio (deficiência auditiva)
À Primeira Vista – (Deficiência Visual)
Simples Como Amar – (Deficiência Mental)
O Óleo de Lorenzo – (Deficiência Física)
Meu Pé Esquerdo – (Paralisia Cerebral)
Perfume de Mulher – (Deficiência Visual)
O Despertar para a vida – (Deficiência Física)
O Domador de Cavalos – (Deficiência Física)
George o oitavo dia (Deficiência Mental)
Castelos de Gelo ( Deficiência Sensorial)
Adorável Professor ( Deficiência Sensorial)
O selvagem do Aveiron (Deficiência Mental)
Uma Lição de Amor (deficiência mental)
Amargo Regresso (deficiência física)
Murderball-Paixão e Glória-Sobre cadeirantes.
Uma mente brilhante – esquizofrenia
Melhor é impossível – obsessivo-compulsivo
Um estranho no ninho –
Garota interrompida –
Rain Man – autismo
Código para o inferno – autismo
Um dia de fúria
Spellbound – Quando fala o coração
Marnie – Confissões de uma ladra
Tempo de despertar
No limite do silêncio
Don Juan de Marco
Asas da liberdade
Gilbert Grape – Aprendiz de sonhador
Mr.Jones – maníaco depressivo
Uma lição de amor
O diferente
A bela e a besta
Betty Love
A casa dos espíritos
Coisas que você pode dizer só de olhar para ela
Edward mãos de tesoura
O fabuloso mundo de Amélie Poulain
Maurice
Nell – fala
Tudo sobre minha mãe
Uma segunda chance
Bicho de sete cabeças – drogadição
Gênio indomável – superdotação intelectual
À primeira vista – visual
O homem elefante – física
Fantasma da ópera – física
O piano – auditiva

Meu pé esquerdo

 

 

– Do grupo virtual “Românticos Conspiradores”, do qual faço parte, mais uma lista de filmes ligados a Educação:

 

2h37 – É Só Uma Questão de Tempo (2:37, Austrália – 2006)
A cor do paraíso (Rang-e Khoda, Irã – 1999)
A Corrente do Bem (Pay It Forward, EUA – 2000)
A Flor Máis Grande do Mundo (La flor más grande del mundo, Espanha – 2007)
A história das coisas (The history of stuffs, EUA – 2007)
A língua das borboletas (La lengua de las mariposas, Espanha – 1999)

A Onda (The Wave, EUA – 1981)
A partida (Okuribito, Japão – 2008)
A voz do coração (Les Choristes, França – 2004)
Adeus Mr. Chips (Goodbye, Mr. Chips, EUA – 1969)
Agostinho da Silva – Um Pensamento Vivo ( Portugal/Brasil – 2006)
Ao mestre com carinho (To Sir, With Love, Inglaterra – 1967)
As 200 crianças do Dr. Korczak (Korczak, Polônia – 1990)
As Melhores Coisas do Mundo (Brasil – 2010)
Billy Elliot (Inglaterra – 2000)
Bang, Bang! Você Morreu (Bang Bang You’re Dead, EUA -2002)
Como estrelas na Terra – toda criança é especial (Taare Zameen Par, Índia – 2007)
Conrack (Conrack, EUA – 1974)
Criança, a alma do negócio (Brasil – 2008)
Crianças Invisíveis (All the Invisible Children, Itália – 2005)
Do Luto à Luta (Brasil – 2005)
Doutores da alegria – o filme (Brasil – 2005)
Elefante (Elephant, EUA – 2003)
En Rachâchant (França – 1982)
Entre os Muros da Escola (Entre Les Murs, França – 2008)
Escola da Vida (School of Life, EUA – 2005)
Escola de Rock (School of Rock, EUA – 2003)
Escritores da liberdade (Freedon Writers, Alemanha/EUA – 2007)
Eurípedes Barsanulfo: Educador e Médium (Brasil – 2007)
Filhos do Paraíso (Bacheha-Ye aseman, Irã – 1997)
Ilha das Flores (Brasil, 1989)
Juízo (Brasil – 2007)
Má Educação (La mala educación, Espanha – 2004)
Madadayo (Madadayo, Japão – 1993)
Mentes perigosas (Dangerous Minds, EUA – 1995)
Mr. Rolland – adorável professor (Mr. Holland’s Opus, EUA – 1995)
Música do coração (Music of the Heart, EUA – 1999)
Nenhum a menos (Not One Less, EUA 1999)
O Clube do Imperador (The Emperor’s Club, EUA – 2002)
O Inferno de S. Judas (Song for a Raggy Boy, Espanha/GB/Dinamarca – 2003)
O país da delicadeza perdida (Brasil – 1992)
O povo brasileiro (Brasil – 2000)
O preço do desafio (Stand and Deliver, EUA – 1987)
O senhor das moscas (Lord of the Flies, EUA – 1990)
O silêncio de Melinda (Speak, EUA – 2004)
O sorriso de Monalisa (Mona Lisa Smile, EUA – 2003)
O Triunfo (The Triumph, EUA – 2006)
Orquestra dos meninos (Brasil – 2008)
Os incompreendidos (Les Quatre Cents Coups, França – 1959)
Pro dia Nascer Feliz (Brasil – 2006)
Quando Tudo Começa (Ça Commence Aujourd’hui, França – 1999)
Quanto vale ou é por quilo? (Brasil – 2005)
Quem Quer Ser um Milionário? (Slumdog Millionaire, Inglaterra – 2008)
Ser e Ter (Être Et Avoir, França – 2002)
Sobre Meninos e Lobos (Mystic River, EUA – 2003)
Sociedade dos Poetas Mortos (Dead Poets Society, EUA – 1989)
Tiros em Columbine (Bowling for Columbine, Canadá/EUA/Alemanha – 2002)
Um herói do nosso tempo (Va, Vis et Deviens, Itália/Israel/França – 2005)
Valsa com Bashir (Waltz with Bashir, Israel – 2008)
Vem dançar (Take the Lead, EUA – 2006)
Vermelho como o céu (Rosso come ll Cielo, Itália – 2006)
Verônica (Brasil – 2009)
Zugzwang (Brasil – 2009)

 

– Vejam, também, excelentes artigos sobre Cinema na Educação em http://www.planetaeducacao.com.br/portal/coluna.asp?coluna=2

 

– Livro e idéia maravilhosa: Educação de filho com filmes clássicos:

Fonte: http://romanticos-conspiradores.ning.com/profiles/blogs/cinema-e-educacao

 

Espero que gostem!!!

Abraços,

 Regina Milone
Pedagoga, Arteterapeuta e Psicóloga

Rio, 21/10/2012

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No Diário do Professor você encontra artigos e links sobre o dia-a-dia da Educação:

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Professores, uni-vos! Professores, façam-se respeitar!!

Professores, uni-vos! Professores, façam-se respeitar!!

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira
Faço

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Resposta de uma professora à revista Veja. Não leia… a Veja!

Resposta de uma professora à revista Veja.

Recebi por email.

É antigo, mas acho que vale a pena.

Não assine, não compre, nem mesmo leia a veja se te darem de graça.

Não vale à pena.

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira
Não-Veja

RESPOSTA À REVISTA VEJA

Sou professora do Estado do Paraná e fiquei indignada com a reportagem da jornalista Roberta de Abreu Lima “Aula Cronometrada”.

É com grande pesar que vejo quão distante estão seus argumentos sobre as causas do mau desempenho escolar com as VERDADEIRAS razões que  geram este panorama desalentador.

Não há necessidade de cronômetros, nem de especialistas para diagnosticar as falhas da educação. Há necessidade de todos os que pensam que: “os professores é que são incapazes de atrair a atenção de alunos repletos de estímulos e inseridos na era digital” entrem numa sala de aula e observem a realidade brasileira.

Que alunos são esses “repletos de estímulos” que muitas vezes não têm o que comer em suas casas quanto mais inseridos na era digital?  Com pais de famílias oriundas da pobreza que trabalham tanto que não têm como acompanhar os filhos em suas atividades escolares e, pior, em orientá-los para a vida? Isso sem falar nas famílias impregnadas pelas drogas e destruídas pela ignorância e violência, causas essas que infelizmente são trazidas para dentro da maioria das escolas brasileiras.

Está na hora dos professores se rebelarem contra as acusações que lhes são impostas. Problemas da sociedade deverão ser resolvidos pela sociedade e não somente pela escola.

Não gosto de comparar épocas, mas quando penso na minha infância, onde pai e mãe, tios e avós estavam presentes e onde era inadmissível faltar com o respeito aos mais velhos, quanto mais aos professores, e não cumprir as obrigações fossem escolares ou simplesmente caseiras, faço comparações com os alunos de hoje “repletos de estímulos”. Estímulos de quê?  De passar o dia na rua, não fazer as tarefas, ficar em frente ao computador, alguns até altas horas da noite (quando o têm) brincando no Orkut, ou, o que é ainda pior, envolvidos nas drogas. Sem disciplina seguem perdidos na vida.

Realmente, nada está bom. Porque o que essas crianças e jovens procuram é amor, atenção, orientação e disciplina.

Rememorando, o que tínhamos nós, os mais velhos, há uns anos atrás de estímulos? Simplesmente: responsabilidade, esperança, alegria. Esperança que se estudássemos teríamos uma profissão, seríamos realizados na vida. Hoje os jovens constatam que se venderem drogas vão ganhar mais. Para quê o estudo? Por que numa época com tantos estímulos não vemos olhos brilhantes nos jovens? Quem, dos mais velhos, não lembra a emoção de somente brincar com os amigos,  de ir aos piqueniques, subir em árvores?

E, nas aulas, havia respeito, amor pela pátria.. Cantávamos o hino nacional diariamente, tínhamos aulas “chatas” só na lousa e sabíamos ler, escrever e fazer contas com fluência.

Se não soubéssemos não iríamos para a 5ª. Série. Precisávamos passar pelo terrível, mas eficiente, exame de admissão. E tínhamos motivação para isso.

Hoje, professores “incapazes” dão aulas na lousa, levam filmes, trabalham com tecnologia, trazem livros de literatura juvenil para leitura em sala-de-aula (o que às vezes resulta em uma revolução), levam alunos à biblioteca e a outros locais educativos (benza, Deus, só os mais corajosos!) e algumas escolas públicas, onde a renda dos pais comporta, até a passeios interessantes, planejados minuciosamente, como ir ao Beto Carrero.

E, mesmo assim, a indisciplina está presente, nada está bom. Além disso, esses mesmos professores “incapazes”, elaboram atividades escolares como provas, planejamentos, correções nos fins-de-semana, tudo sem remuneração.

Todos os profissionais têm direito a um intervalo que não é cronometrado quando estão cansados. Professores têm 10 minutos de intervalo, quando têm de escolher entre ir ao banheiro ou tomar às pressas o cafezinho. Todos os profissionais têm direito ao vale alimentação, professor tem que se sujeitar a um lanchinho, pago do próprio bolso, mesmo que trabalhe 40h semanais. E a saúde? É a única profissão que conheço que embora apresente atestado médico tem que repor as aulas. Plano de saúde? Muito precário.

Há de se pensar, então, que são bem remunerados… Mera ilusão! Por isso, cada vez vemos menos profissionais nessa área, só permanecem os que realmente gostam de ensinar, os que estão aposentando-se e estão perplexos com as mudanças havidas no ensino nos últimos tempos e os que aguardam uma chance de “cair fora”. Todos devem ter vocação para Madre Teresa de Calcutá, porque por mais que se esforcem em ministrar boas aulas, ainda ouvem alunos chamá-los de “vaca”, ”puta”, “gordos“, “velhos” entre outras coisas. Como isso é motivante e temos ainda que ter forças para motivar. Mas, ainda não é tão grave.

Temos notícias, dia-a-dia, até de agressões a professores por alunos. Futuramente, esses mesmos alunos, talvez agridam seus pais e familiares.

Lembro de um artigo lido, na revista Veja, de Cláudio de Moura Castro, que dizia que um país sucumbe quando o grau de incivilidade de seus cidadãos ultrapassa um certo limite.

E acho que esse grau já ultrapassou. Chega de passar alunos que não merecem. Assim, nunca vão saber porque devem estudar e comportar-se na sala de aula; se passam sem estudar mesmo, diante de tantas chances, e com indisciplina… E isso é um crime! Vão passando série após série, e não sabem escrever nem fazer contas simples. Depois a sociedade os exclui, porque não passa a mão na cabeça. Ela é cruel e eles já são adultos.

Por que os alunos do Japão estudam? Por que há cronômetros? Os professores são mais capacitados? Talvez, mas o mais importante é  porque há disciplina. E é isso que precisamos e não de cronômetros.  Lembrando: o professor estadual só percorre sua íngreme carreira mediante cursos, capacitações que são realizadas, preferencialmente aos sábados. Portanto, a grande maioria dos professores está constantemente estudando e aprimorando-se. Em vez de cronômetros, precisamos de carteiras escolares, livros, materiais, quadras-esportivas cobertas (um luxo para a grande maioria de nossas escolas), e de lousas, sim, em melhores condições e em maior quantidade..

Existem muitos colégios nesse Brasil afora que nem cadeiras possuem para os alunos sentarem. E é essa a nossa realidade! E, precisamos, também, urgentemente de educação para que tudo que for fornecido ao aluno não seja destruído por ele mesmo

Em plena era digital, os professores ainda são obrigados a preencher os tais livros de chamada, à mão: sem erros, nem borrões  (ô, coisa arcaica!), e ainda assim se ouve falar em cronômetros. Francamente!!!

Passou da hora de todos abrirem os olhos e fazerem algo para evitar uma calamidade no país, futuramente. Os professores não são culpados de uma sociedade incivilizada e de banditismo, e finalmente, se os professores  até agora não responderam a todas as acusações de serem despreparados e  “incapazes” de prender a atenção do aluno com aulas motivadoras é porque não tiveram TEMPO.

Responder a essa reportagem custou-me metade do meu domingo, e duas turmas sem as provas corrigidas.

Vamos fazer uma corrente via internet, repasse a todos os seus! Grata

Vamos começar uma corrente nacional que pelo menos dê aos professores respaldo legal quando um aluno o xinga, o agride… chega de ECA que não resolve nada, chega de Conselho Tutelar que só vai a favor da criança e adolescente (capazes às vezes de matar, roubar e coisas piores), chega de salário baixo, todas as profissões e pessoas passam por professores, deve ser a carreira mais bem paga do país, afinal os deputados que ganham 67% de aumento tiveram professores, até mesmo os “alfabetizados funcionais”. Pelo amor de Deus somos uma classe com força!!! Somos politizados, somos cultos, não precisamos fechar escolas, fazer greves, vamos apresentar um projeto de Lei que nos ampare e valorize a profissão.

Vanessa Storrer – professora da rede Municipal de Curitiba!

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Divulgando projeto – Piratas do Caribe 5: em busca do conhecimento

Divulgando projeto – Piratas do Caribe 5: em busca do conhecimento

Este projeto foi realizado pelo Prof. Daniel Azevedo, do Colégio da Polícia Militar General Edgar Facó, no Ceará.

Chamou-se Piratas do Caribe 5: em busca do conhecimento, tratando-se de “uma avaliação bem diferente feita através de uma caça ao tesouro com dicas de conteúdos da Biologia”.

Leiam a sinopse:

O mundo está ameaçado! Há séculos atrás a feiticeira Morgana alegou ter a fórmula para possuir um Conhecimento sem limites com o qual poderia realizar todos os seus desejos. O capitão Jack Sparrow conseguiu ter acesso a essa receita mágica guardada em quatro caixas. Contudo, quando a feiticeira Morgana descobriu que ele detinha a fórmula, lançou o mesmo para o futuro, precisamente para o ano de 2011. Para voltar ao seu tempo precisa dessas caixas, mas por conta da maldição lançada por Morgana ele mesmo não pode achá-las. Para achar o tesouro do Conhecimento, o pirata selecionou jovens de incrível inteligência, coragem e persistência que sejam capazes de encontrar o tesouro. Assistam também a versão completa dividida em duas partes no YouTube e ao Making off procurando pelo título Piratas do Caribe 5 : EM BUSCA DO CONHECIMENTO.

Assistam o vídeo:

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira

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Mais um desabafo de colega professora sobre as mentiras e descalabros de um órgão gestor da educação

Mais um desabafo de colega professora sobre as mentiras e descalabros de um órgão gestor da educação

Complementando o artigo anterior (Escola municipal do Rio de Janeiro implanta rodízio de turmas para driblar a falta de professores. Claro que deve ser culpa da escola!!!) copio abaixo o desabafo de uma colega professora sobre as afirmações levianas contidas nos jornais, recebido por Facebook.

Espero, realmente, que a secretária de educação, Cláudia Costin, (Que já me deu provas de que resolve problemas rapidamente e de forma justa) averigue a situação e se redima com a escola, pedindo desculpas publicamente, se for o caso, e punindo exemplarmente quem de direito e responsabilidade – a meu ver, pela minha experiência, alguém da CRE e não da escola.

Sem maiores comentários. Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira Cansado de tanta mentira

Desabafo de uma profissional da EM Lopes Trovão sobre a reportagem do Extra: “Ontem a escola em que trabalho foi manchete de primeira página do jornal Extra! Um pai insatisfeito com o rodízio que seria feito com a turma de seu filho, denunciou a escola.  O pai está errado? Não. Que pai ou mãe gostaria de chegar na escola do seu filho e saber que ele teria aula dia sim e dia não? Nenhum.

Mas o desdobramento de tudo isso, a busca por soluções e responsáveis é que se tornou injusta e vergonhosa. Na reportagem, a 7ª CRE  diz que nunca foi comunicada sobre a falta de professor, o que é não é verdade, pois semanalmente a CRE é informada através de memorandos. Nossa escola só funciona no 2ª turno [à tarde] porque os professores fazem dupla regência. Com a falta de professor para turma de EI, a direção optou em colocar o professor de sala de leitura assumir a turma, mas por ordem da CRE (embora ninguém assuma) foi dito que professor de sala de leitura não pode assumir turma; enfim qual a outra opção??? Quem dá aula na rede pública sabe que o rodízio há muito faz parte da nossa realidade! A professora de EI passou a atender 3 turmas!!! Sendo que à tarde intercaladamente! Qual a autonomia que o diretor tem pra resolver esse problema? Ele que contrata professor? Onde estão os professores aprovados nos concursos? Enfim, a CRE não assumiu sua participação no ocorrido e a minha diretora foi advertida por escrito depois de 36 anos de magistério e 2 menções honrosas por trabalho desenvolvido!! É demais, né??? REVOLTANTE!!! Não há o menor respeito pelo profissional da educação!! Nossa secretária colocou em jornal, na manchete, a advertência da diretora, isso sem ouvi-la uma só vez!!! Ela foi proibida de dar entrevistas, não pode se defender senão corre risco de ser exonerada! Triste, muito triste, ou melhor, VERGONHOSO!!! A falta de água crônica da escola também foi citada e nossa secretária disse que envia carro pipa!!! Quando isso ocorreu??? A CRE sabe do problema e nunca fez NADA!!! Me diga, qual o profissional que trabalha sem uma gota de água? Como ficam as crianças, merenda, banheiros sem água??? Será que isso ocorre na secretaria e todos continuam trabalhando??? Gostaria muito que os jornalistas voltassem a nossa escola, para nós professores podermos falar, e também ficaríamos muito felizes com a visita de nossa secretária de educação! Quem sabe assim ela veria a verdadeira realidade e saberia agir com verdadeira JUSTIÇA! São 27 anos de município e nunca me senti tão revoltada, decepcionada e injustiçada!”

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