Arquivo da categoria: Brasil dos Absurdos

Seja de esquerda e feminista

Seja de esquerda e feminista

Sherazade nazista antifeminista recebeu tapa na cara do patrão, sílvio santos,  em rede nacional.


Soniha Francine, antiga corajosa que fez a curva pra direita, segundo seu agora ex-patrão, joão dória, “não tem força” e já levou várias chulapadas públicas.

Tá na hora das mulheres verem – as que ainda não viram – que o caminho a seguir é pela esquerda e de braços dados com o feminismo.
Ou façam como a primeira dama: seja submissa por opção.  Querer um lugar ao sol sendo mulher neste mundo machista de direita, não rola.

Manifestações contra a Reforma da Previdência – 15 de março de 2017

Hoje ocorreram manifestações contra a Reforma da Previdência. Eu fui.

Costumo dizer que, para arrumar uma gaveta, a melhor maneira é jogar tudo em cima da cama, fazendo ainda mais bagunça, e depois arrumar.

Parece que estamos, no Brasil, com a gaveta toda jogada em cima da cama, mas com um bando de imbecis fazendo ainda mais zona com as coisas.

É tanta imbecilidade, tanto ataques aos direitos, tanta corrupção generalizada, que eu poderia dizer que é o pior congresso de nossa história, a pior presidência, as piores pessoas que lá estão [tá, tem a época da ditadura].

Então, se uma reforma na previdência é necessária, essa não é uma “reforma”. É o FIM da previdência.

Comecei a dar aulas com 29 anos, na matrícula de Niterói. Depois, entrei na matrícula do Rio com 34 anos. Antes, havia trabalhado, mas sem carteira.

Com a aposentadoria “especial” do professor, tenho que contribuir 30 anos pra me aposentar. Ou seja, em Niterói, aposento-me com 58 anos e, no Rio, com 63.

Isso que dizer que só saio da sala de aula com 63 anos!! E, hoje, com 46, já estou exausto.

Agora, as mudanças que o presidente golpista quer enfiar em nossas goelas, irão

  • acabar com a aposentadoria especial dos professores;
  • acabar com a possibilidade de duas aposentadorias;
  • fazer com que tenhamos que trabalhar 49 ANOS para aposentar.

Com isso, eu, que estou há muitos anos recolhendo 11 % dos meus salários para me aposentar nas duas matrículas que tenho, terei estas consequências:

  • não poderei me aposentar (receber) nas duas matriculas;
  • só terminarei minha saga com 78 anos (em Niterói) e com 83 anos (no Rio).

Alguém acha que uma pessoa pode trabalhar 49 anos – até seus 80 anos! – dentro de uma sala de aula lotada de adolescentes? Quem é professor(a), você se vê com 80 anos dando aulas para o Ensino Fundamental??

Então, falando seriamente, não sei o que fazer se isso passar. Provavelmente, largo tudo e saio do país – sim, tenho opções.

Portanto, para além do que irá acontecer comigo mesmo, é dever de todo mundo lutar contra estes imbecis que estão no poder. Não se trata mais “somente” de corrupção (mas também) – trata-se do fim de direitos fundamentais que levamos décadas pra conquistar.

Manifestações contra a Reforma da Previdência

Então, eu estava lá, com um monte de amigos.

Vejam as fotos e, se você é daqueles que fica escrevendo no Facebook coisas do tipo “cadê o povo nas ruas?”; “brasileiro é muito bobo!”, mas não sai de seu sofá: cale-se!

Aqui no Rio, a concentração foi na Candelária e caminhamos até a Central do Brasil. Tudo perfeito, tranquilo, com várias famílias, filhos pequenos.

Manifestações contra a Reforma da Previdência

Manifestações contra a Reforma da Previdência

Nós ficamos lá no finalzinho da passeata e pude ver um paredão imenso de policiais fortemente armados. A manifestação andava uns cem metros, eles vinham em paredão atrás, como que “empurrando”.

Em determinado momento, já caída a noite, começamos a ouvir bombas e fomos embora. Passamos por eles – com medo – e seguimos rumo às barcas, pra voltar pra Niterói.

Amigos nossos que ficaram até mais tarde, viram grupos de policiais distribuindo bombas entre eles. Cada um vinha e pegava as suas, retirando da embalagem.

Eles não estão lá pra proteger, mas para fazer com que a manifestação não termine de forma pacífica. A intenção é assustar a gente, pra que a gente fique calado.

Manifestações contra a Reforma da Previdência

Mas, da próxima, estaremos lá de novo.

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira

Mortes de policiais – o que podemos pensar a respeito

As mortes de policias está em todas as notícias ultimamente.

Nesta guerra o pessoal gosta de dizer que “escolhe” o policial ao bandido, ou seja, que prefere que o “bandido” morra ao policial.

Simplório. Eu, particularmente, não desejo a morte de ninguém. Desejo Justiça. E ela não é tão simples como a morte de pessoas às pencas.

Em primeiro lugar, policial não mata só “bandido”. Eles promovem verdadeiras chacinas nas favelas, onde qualquer jovem preto pobre é, para eles, um “bandido” em potencial e, por isso, pode ser morto.

Mas quantos inocentes também se vão nestes extermínios? A polícia do Brasil é a que MAIS MATA NO MUNDO. [Opa! Mais um recorde pro Brasil!!]

Mas a violência só aumenta, então a conta não fecha.

Os casos de policiais pegos forjando flagrantes são prova de que não matam somente bandidos. E não são poucos os que ficamos sabendo, imagina a quantidade de casos que não vemos.

Ora, e estes que “escolhem” o policial, desejando a morte de “bandidos”, falam como se policial não pudesse ser, ele próprio, um bandido.

Também não é o que percebemos pelas notícias. Com uma pequena pesquisa pode-se ter milhares de resultados de policiais, mas bandidos de farda e distintivo.

Você não viu o Tropa de Elite não? Deveria ver.

Mas é claro que não se pode generalizar, não é? Eu mesmo não generalizo e não posso dizer que são TODOS bandidos, mas a INSTITUIÇÃO polícia, especialmente a polícia militar, não é flor que se cheire.

Quantos policiais honestos que querem fazer um bom trabalho de fato conseguem?

Este é um debate que deve ser feito.

Mas, com certeza, quem só vê a questão como “policial é o bonzinho”, “bandido é o bandido” é o mesmo povo que generaliza dizendo que “político é tudo igual, é tudo corrupto”.

Ora, pode generalizar ou não?

Numa disputa política se ausenta, generaliza e coloca todos como “farinha do mesmo saco”, deixando de ver as idiossincrasias. Deixa de ver, por exemplo, que um determinado candidato, um deputado ou um partido NÃO TEM nenhum processo, nem uma acusação, etc., e que, portanto, NÃO SÃO todos iguais.

Sabe porque eles ‘se esquecem” destas diferenças? Porque, em geral, estes políticos honestos são justamente aqueles que são de outra ideologia da deles.

Sim, os políticos mais sujos, os mais corruptos são justamente os que pensam como eles: “prefiro o policial e bandido bom é bandido morto”.

Que sinuca de bico, hein?

Mas você consegue perceber que tudo está ligado?

É assim: a corrupção na polícia – sim, caro conservador, ela existe, e muito! – é o que faz com que as armas cheguem aos “bandidos”, que as droga cheguem nos morros, que as drogas sejam vendidas… Ou seja, é a corrupção policial que mantém a própria atividade ilegal dos”bandidos”.

E quando entram em confronto, são as armas que lá chegam pela própria polícia (ou facilitado pela polícia) que matam a própria polícia.

Já parou pra pensar nisso?

E o Estado Policial assassino e violento é o que faz com que a violência chegue aos extremos como estamos neste momento.

Se a polícia só sabe trabalhar com a perspectiva da morte, da chacina e do extermínio da população jovem negra e pobre, é só isso o que eles podem receber de volta.

O logo das polícias de elite chega a ser uma caveira com facas enfiadas no crânio. As músicas são exaltando a morte dos outros.

Já viu o filme Tropa de Elite? Deveria rever.

E queriam receber o quê? Flores?

Espero que você não termine de ler este textão e entenda tão somente “Declev quer que policiais morram!”. Como eu disse, não desejo a morte de ninguém. Mas precisamos rever o conceito de combater violência com violência e a dualidade “mocinhos x bandidos”.

Ambas são premissas falsas.

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira

Bye bye Suzana Herculano-Houzel, neurocientista brasileira

Bye bye Suzana Herculano-Houzel. Saiu na Revista Piauí que a neurocientista está indo embora do país.

Eu entendo perfeitamente, antes mesmo de ter chegado à universidade. Parei antes. Desisti de tentar. Abandonei minha carreira de educador ambiental e biólogo, talvez no meio, talvez um pouco mais.

Por que Suzana Herculano-Houzel está indo embora?

Já falei por aí as razões, mas repito.

Eu não tenho mais nenhuma pretensão acadêmica. Diversos e pontuais acontecimentos me fizeram tomar um certo nojo pela academia.

Certa vez fiz um concurso para a UERJ. Eram três candidatos(as). Uma faltou à prova, ficamos só dois. A outra candidata foi mal na prova escrita e foi desclassificada. Eu passei com uma nota 8,5 e fui à prova de aula sozinho. 

Caiu no sorteio um tema que não era exatamente o meu de preferência, mas lá fui eu.

Fui desclassificado e reprovado – professor e palestrante há mais de 20 anos na área ambiental – na “prova de aula”; mesmo havendo somente eu de candidato para uma vaga; mesmo sabendo que estes concursos são difíceis de serem liberados pelo poder público; mesmo sabendo que a UERJ vive em crise e com falta de professores.

Como eu entendi? Ora, como o de sempre: não era “eu” que queriam naquela vaga. 

Na época eu fiquei chateado. 

Mas hoje, com o pezão como governador e vendo todas as notícias que vejo em relação ao governo estadual – falta de pagamentos, falta de repasses às instituições, etc. – , eu agradeço às professoras que me reprovaram numa prova de aula para a vaga de professor da UERJ, mesmo tendo somente eu como candidato.

Hoje, de salário, ganho mais como professor de ensino fundamental do município de Niterói indo trabalhar 3 manhãs do que ganharia se tivesse passado no concurso pra trabalhar 40 horas.

Muito obrigado, professoras!

Com a estrutura que as universidades têm, com as brigas internas, com as falcatruas que vemos acontecer todos os dias diantes de nossos olhos sem poder falar nada, é um difícil.

Grana, não tem, só pra quem sabe trabalhar por baixo dos panos e serpentear pela política.

Outro exemplo de minha vida: eu organizei, junto com outras pessoas, um fórum de educação ambiental a nível nacional, aqui no Rio de Janeiro, em 2009.

Vocês não imaginam a dificuldade de conseguir e ter acesso a um financiamento para desenvolver o evento. Tive que passar por momentos tão desagradáveis que caí em depressão. À época quase perdi meu doutorado.

Saí do fórum com dívidas – acreditem, com dívidas!

E as mesmas instituições que vemos gastando milhões – quiçá bilhões – em obras superfaturadas, obras que desabam, compras milionárias SEM LICITAÇÃO, ou não deram nem um centavo ou deram muito pouco ou, até mesmo, prometeram dinheiro e depois retiraram. Isso aconteceu: disseram que iam dar e depois tiraram o dinheiro. Inclusive o próprio ministério do meio ambiente, à época com o minc como ministro. Não esqueço desta rasteira.

Saí em depressão, endividado e quase perdendo o doutorado por conta de um desafio que aceitei fazer. Dentro da própria universidade onde ocorreu o evento há um dos mais conceituados grupos de pesquisas em educação ambiental; sabe o que fizeram? NADA. Sabe o que ajudaram? NADA.

Brigas políticas, dirão alguns. Mas é briga mesmo pelo EGO e por grana.

Enfim, meu ego não chega a tanto e meu interesse por dinheiro não me faz passar por cima de ninguém.

Suzana Herculano-Houzel

Então, bye bye, Suzana Herculano-Houzel

Desisti. E ela, a Suzana Herculano-Houzel, de certa forma, desiste também aqui do Brasil.

Ela tem os motivos dela, eu os meus… e os seus?

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira

Corrupção do pt, Justiça e Inocentes úteis

Eu não sou petista, não mesmo. Gosto de alguns políticos aqui, outros dali, de partidos diversos, inclusive do pt, mas também de outros.

Mas sou crítico a todos também.

Por exemplo, aqui mesmo no mio virtual, no facebook, tenho vários amigos do pt e critico sempre o prefeito de Niterói, que é deste partido, mas, para mim, parece ser do pmdb – e isso não é um elogio, considerando-se o pmdb do Rio de Janeiro e a “amizade” que o prefeito mantém com os bandidos políticos deste partido.

Então, certa vez, criticando veementemente uma ação desta prefeitura, acho que na página do vice prefeito ou de um vereador da posição – como disse, tenho vários amigos petistas… – recebi uma resposta “padrão”, daquelas que a cegueira ideológica e governista faz as pessoas  fazerem. E esta cegueira governista acomete a todos os lados, não se enganem.

Voltando. Eu estava falando a reforma milionária feita na rua mais urbanizada e cara de Niterói, a Moreira César. Nesta rua, a mais cara e elitizada de Icaraí, no bairro mais caro e elitizado da cidade, só moram as pessoas com mais grana da cidade. E a rua JÁ É, como eu disse e repito pela terceira vez, a mais urbanizada e elitizada da cidade.

Mas a prefeitura – do pt, vejam que “ironia” – está fazendo uma “reurbanização” milionária nesta rua!

E, quando eu critiquei (no Facebook), dizendo que há bairros na cidade que mereciam uma urbanização – e não uma “reurbanização”, pois nunca tiveram nada – não têm asfalto, nem calçadas, nem nada – disseram o asseclas e o povo com cegueira governista: “um de cada vez”, “tem que começar com algum lugar”, “eles vão fazer ali, depois vão para os outros bairros”, blábláblá.

BULSHIT!

É sempre o mesmo discurso!

São mais de 500 anos trabalhando só a favor das elites e contra o povo! NUNCA vão chegar naqueles bairros. Se não forem AGORA, efetivamente, para aqueles bairros, nunca vão chegar lá!

NÃO EXISTE “um de cada vez” ou “aqui primeiro, depois lá”, se não se começar de baixo!

Primeiro, é para quem precisa, para as urgências, para quem não tem nada, para quem nunca recebeu nada.

Outro caso: combate à corrupção ou combate ao pt?

Então, neste caso do “combate à corrupção” envolvendo o pt (agora minha crítica se volta aos outros partidos), a justiça, a polícia brasileira e uma boa parte da população que podemos denominar pejorativamente de “coxinhas” parecem que só vêem corrupção no pt e nos petistas.

Os outros, de outros partidos (especialmente os de direita e oposição, como psdb, pmdb, pp, dem) dançam em cima da constituição, cagam em quaisquer princípios, roubam a olhos vistos e NADA acontece.

Eu poderia dar aqui dezenas de exemplos, mas acho que vocês já os conhecem.

Então, da mesma forma que o exemplo lá de cima, é muita inocência achar que vão “chegar em todo mundo” só porque estão correndo atrás dos petistas.

NÃO VÃO chegar aos outros SÓ porque estão indo contra um determinado partido. Estão indo contra os petistas porque é um jogo político SUJO. Há muitos interesses sujos neste meio.

Não fazem isso porque estão indo “contra a corrupção”, mas estão indo a favor de interesses deles. Se assim não o fosse, já teriam ido atrás de “todos”. Não precisariam “começar” pelo pt, pois não foi o pt que “começou”.

Ficar feliz porque “pelo menos estão processando e prendendo alguns, mesmo que de um só partido” é uma imensa idiotice, uma imensa burrice, uma imensa falta de honestidade.

E por quê? Ora, basta pensar um pouco: se, na verdade, é um jogo e perseguição políticas contra o partido que hoje está no poder, o que vai acontecer quando (e se) este partido, o único perseguido, sair do poder?

Isso, isso: a corrupção vai continuar correndo solta!

E não é isso o que queremos, certo? O que queremos é que a corrupção seja perseguida em TODOS os níveis, TODOS os partidos, em TODAS as datas, em TODAS as instituições.

E isso NÃO VAI acontecer só por conta da perseguição a um único partido.

Ou não é o que você quer? O que você quer é só ver políticos “do pt” presos?

Se é este o seu caso, você merece o país que temos, você é igual a ele.

Se não é este o seu caso, não seja um inocente útil, batendo panelinha e palminha nas janelas SÓ quando algo acontece a UM único partido.

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira
contra a corrupção per si

Quero que o Flamengo se exploda!!!

Aliás, quero que o flamengo, o vasco, o fluminense, o botafogo, o corínthians, o santos e todos os times de futebol se explodam!

Quero que o futebol se exploda!

Todo pré, durante e pós jogos “importantes” é a mesma coisa: meu facebook fica lotado de provocações, xingamentos, implicâncias, baixarias e outras baboseiras dos torcedores de um time contra os outros.

Como se fossem uns melhores que outros.

Sim, eu já torci um dia. Um dia fui flamenguista. Nasci numa família de flamenguista, fui influenciado desde criança e achava, inconscientemente, que tinha que ser como os outros.

Mas um dia me libertei e descobri que não preciso. Não preciso ter um time, não preciso “pertencer” a nenhuma “nação”.

Nem mesmo ao “brasil” do futebol, pelo qual não derramo nem uma lágrima nem adrenalina quando joga.

Há muitos anos, em um determinado dia, lembro muito bem, desisti de torcer. Foi quando li uma notícia sobre o hoje senador Romário. Bom político, por sinal.

A notícia nos dava a informação que o jogador, que tinha passado pelo vasco e pelo flamengo mas não estava em nenhum dos dois, ainda deveria receber algo em torno de 150 mil mensais DE CADA TIME, durante uns 10 anos!

Ainda deve estar recebendo.

Eu pensei: um jogador recebe MILHÕES pra muitas vezes fazer m em campo, sai de um time vai pra outro, volta pro mesmo, beija o escudo de todos, barganha, faz chantagem, foge de concentração, chuta pênalts pra fora e nós, torcedores, vamos ficar tristes, bravos, brigar, chorar e até matar pelos times?

Tô fora.

Desde este dia eu simplesmente apaguei qualquer ranço de torcedor de futebol que havia em mim.

E hoje, depois de alguns jogos “importantes”, tenho minha timeline do facebook inundada de provocações, implicâncias, xingamentos de uns contra os outros só por conta de o outro ser de outro time. E então estou no ônibus e vejo uma notícia na televisão que os empresários inventaram para ganhar mais um trocadinho às nossas custas:

Corínthians

Percebem? Não? Vou aproximar a imagem pra vocês perceberem melhor a que ponto chegamos:

Corínthians chacina

Enquanto “mulambada”, “vice”, “florminense” e outros xingamentos são destilados – muitos deles frutos SIM de nossos preconceitos – e um juiz que erra é massacrado publicamente, a notícia de uma chacina de 8 mortos é inserida no caderno “Cotidiano”.

País lindo, povo gentil.

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira
Sem time.

Viva o Halloween!!!

O título é uma provocação.

Mas, vamos pensar: chega esta época e todo ano é a mesma coisa:

Halloween é o cacete!

Viva o Saci!

Fora as bruxas!

, gritam aos quatro cantos os adeptos exclusivistas da “cultura brasileira”.

Ora, o que é a cultura “brasileira” senão uma mistura centenária de muitas outras culturas? E o que são estas outras culturas que por aqui aportam senão misturas milenares de outras tantas culturas?

Sim, a famosa “globalização” não está acontecendo somente agora: sempre houve. As grandes conquistas e os grandes movimentos de pessoas – e, claro, de suas culturas, costumes, hábitos, genes – sempre ocorreram em nosso planeta.

A espécie humana é una, apesar de suas diferenças. E a tendência natural, pra mim, é ficarmos cada vez todos mais parecidos.

Você, então, que brada contra o halloween, tome cuidado: estarei te vigiando em junho/julho pra ver se é contra as festas juninas, hein?! rs…

Ou você se esquece que esta festa tão “brasileira” tem origem estrangeira?

Mas vale destacar que essa festa tão brasileira não foi invenção nossa, é uma herança pré-cristã trazida pelos portugueses e adaptada ao contexto local, conforme explica o professor Severino Alves de Lucena Filho, da Universidade Federal da Paraíba (UFPA). Já a quadrilha, a dança de pares em homenagem aos santos juninos em agradecimento às boas colheitas (em especial do milho), “chegou por aqui no início do século XIX, trazida pelos mestres de orquestras de danças palacianas francesas e cultuada por nossos compositores que imprimiram nela a marca brasileira”, diz Grassi. [Leia o artigo completo aqui.]

Afinal, você não vai deixar as crianças brasileiras serem tão influenciadas por estes estrangeirismos e cultura de fora, não é?

Veja:

“balancê” (do francês, balancer);

“vizavi” (vis-à-vis),

“anavantu” (en avant tous),

“tur” (tour),

“travessê de dama” (traveser de dâmes),

“returnê” (retourner),

“anarriê” (en arrière).

É isso. Deixemos de patriotismo intolerante. Deixemos de xenofobia.

Viva as culturas!

Viva tudo de bom que podemos pegar aqui e ali, de todos os lugares, de todas as pessoas, de todos os países!

E as bruxas merecem!

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira

Manifesto Educadores Ambientais com Dilma

Independente de minhas próprias posições políticas, abro um espaço para divulgar, a pedido de amigos, este manifesto.

No primeiro turno eu votei, com muita consciência e convicção, na Luciana Genro. Neste turno estou em dúvida entre duas opções: votar na Dilma ou anular o meu voto. Para mim só há estas duas alternativas.

Na primeira opção (Dilma), por conta dos avanços sociais que o Brasil vem registrando, inegáveis.

Na segunda opção (nulo), por conta dos 50% de críticas que tenho – e não são poucas [tema para outros artigos].

“E a terceira opção, Declev?”, podem perguntar alguns leitores. Never, respondo eu.

Então, como dito, abro este espaço para a divulgação deste manifesto, capitaneado por amigos queridos por todo o Brasil.

Eu apoio o manifesto, mesmo sem meu nome estar incluso. Independente de qualquer coisa, vale a leitura e a reflexão.

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira
Pensando

Educadores Ambientais com Dilma

O atual momento em que se encontra o processo político brasileiro exige posição. Com a eleição de uma bancada extremamente conservadora, nunca na história do país as pautas progressistas tiveram tantos ataques.

Nós educadores ambientais abaixo assinados, participantes de ONGs, Redes, Universidades, escolas e mais diferentes espaços sociais temos lado.

A sustentabilidade ambiental e os direitos humanos estão intrinsecamente conectados e defendemos que estes temas precisam estar internalizados nas políticas públicas.

Compreendemos a necessidade de avançarmos em muitos aspectos, mas não podemos negar as conquistas estabelecidas no último período, fruto de compromisso político e, acima de tudo, a concretização de espaços de participação social que deram voz a diferentes atores sociais.

Por tudo isto, neste momento, defendemos a continuidade de iniciativas que tem transformado o Brasil na perspectiva da emancipação e da inclusão social.

Desde 2003 temos produzido avanços significativos, que vão à direção da institucionalização da educação ambiental no Brasil. Podemos destacar os processos conferenciais adulto e infanto-juvenil, os coletivos educadores, salas verdes e tantas outras propostas as quais nos identificamos e fomos protagonistas em sua implantação, especialmente, dando voz a crianças e adolescentes.

O Governo Dilma, neste sentido, deu duas valiosas contribuições. Primeiro, a criação do Programa de Educação Ambiental na Agricultura Familiar (PEAAF) e, recentemente, o Programa Nacional Escolas Sustentáveis, ambos em diálogo com o fortalecimento da Política Nacional de Educação Ambiental (Pnea), do Programa Nacional de Educação Ambiental (Pronea) e na Estratégia Nacional de Comunicação e Educação Ambiental (Encea).

Os governos petistas têm como marca o fortalecimento da EA com diversos programas de formação para professores e educadores populares, enraizamento com o fortalecimento das CIEAs, CEAs e Salas Verdes e empoderamento de comunidades e territórios.

Compreendemos que há muito por fazer na direção de uma sociedade verdadeiramente sustentável, mas os modelos neolibeirais não podem voltar ao cenário político brasileiro por todo retrocesso que representam às políticas públicas e especialmente, no papel protagonista do Estado.

Com base nestes argumentos, apoiamos a reeleição da presidenta Dilma e encorpamos a luta por mais direitos em direção a um Brasil cada vez mais justo, inclusivo e sustentável!

Assinam o documento:

1. Alexandre Alves de Sousa – CJ – GO
2. Alexandre Cougo de Cougo – UFMS – MS
3. Alexandre de Gusmão Pedrini – REARJ – RJ
4. Anderson de Souza Vicente – IBAMA – RJ
5. Anderson Mendes Souza – UFPR/Movimento Mudança/CJ – PR
6. Andre Lemes da Silva – FURG – RS
7. André Luís da Silva Lima – CJ-Kairós – MS
8. André Paulo de Barros – Rede de Defesa Ambiental do Cabo de Santo Agostinho – PE
9. Angélica Cosenza – UFJF – MG
10. Associação dos Criadores e Promotores de Saberes e Práticas Sustentáveis/Casa dos Saberes/ Rede Municipal e Estadual de Educação de São José do Norte
11. Aurici Azevedo da Rosa – Grupo Maricá – RS
12. Beatriz Consuelo Stark – UFRGS – RS
13. Carla Loba – REPEA – SP
14. Celso Sánchez – UNIRIO – RJ
15. Cintia Barenho – CEA – RS
16. Cíntira Santos Rodrigues – Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia – BA
17. Claudia – Ambiente de Ação – SP
18. Claudia Coelho Santos – UESB/RUPEA – BA
19. Clelia Gonçalves – Gregor Mendel – BA
20. Cleria B. Meller – IFF – RS
21. Cristine Carole Muggler – Sala Verde de Viçosa / Museu de Ciências da Terra Alexis Dorofeef/UFV – MG
22. Dal Bezerra – REABA – DF
23. Daliana Amaral Mirapalhete – Palácio Piratini – RS
24. Dalvacir pereira de Araújo – NEA/SUEF/SEEC – RN
25. Daraina Pregnolatto – Guaimbê – GO
26. Debora Pedrotti Mansilla – MT
27. Deyvid Galindo Santos – PE
28. Diogo Damasceno Pires – CJ-GO/REJUMA/REI – GO
29. Dion Kitzmann – FURG – RS
30. Dioniso de Souza Sampaio – UFPA/IECOS – PA
31. Eciele Silva – SEDUC – MT
32. Edilene Santos Carvalho – CIEA – BA
33. Edison Kern – Grupo Maricá – RS
34. Eliza Maria Xavier Freire – UFRN/PRODEMA – RN
35. Érika Ferreira da Silva Bazilio – Gema – RJ
36. Ero Choueri – SAAE – SP
37. Fabio Andre Silva da Silva – Grupo Maricá – RS
38. Felipe Baunilha – SEE – PB
39. Felippe Mousovich Neto Instituto Moleque Mateiro de Educação Ambiental – RJ
40. Franklin de Paula Júnior – DF
41. Gina Rizpah Besen – USP – SP
42. Glaura Cardoso Soares – ICMBIO – GO
43. Gleice Maira Fernandes – REAJO – RJ
44. Heullis souza da silva – CJ – GO
45. Idalécio Santos – COORDENAÇÃO ESTADUAL DOS TERRITÓRIOS – BA
46. Ilana Vitória Leal Pina – COEPI – GO
47. Irineu Andrade – Sítio Araçá – RN
48. Isabel Georgina Patronis Dominguez – PlanTEA – SP
49. Isis Volpi – Centro de Educação Ambiental da Secretaria de Meio Ambiente da Cidade do Rio de Janeiro – RJ
50. Jacqueline Guerreiro Aguiar – Rede IIDEA – RJ
51. Jane Alves Fernandes – MG
52. Jaqueine Érrico – SEDUC – BA
53. Jorge Amaro de Souza Borges – REASUL – RS
54. Julia Carneiro Rossi – UFRJ/Muda Mará – RJ
55. Juliana Malavasi – SP
56. Julianne Medeiros – SEDUC – GO
57. Karla Gouvêa – CJ – PA
58. Lakshmi Juliane Vallim Hofstatter – UFSCAR – SP
59. Leila Maria Vendrametto – REPEA – SP
60. Lidiane Averny Sales – Escola Indigena Estadual Hadori
61. Lilian Alves Schmitt – RS
62. Lindinei Alves Porto – REABA/RESAB – BA
63. Luca Silbert – UFRJ – RJ
64. Lucas Machado – Escola Família Agrícola de Goiás – GO
65. Lucia de Fátima Socoowski de Anello – FURG – RS
66. Lucia Kawahara – REMTEA – MT
67. Luciane Goldberg – Universidade Federal do Ceará – CE
68. Luiz Afonso Vaz de Figueiredo – Centro Universitário Fundação Santo André/REPEA – SP
69. Luiza Virginia Duarte – UFG – GO
70. Luzia de Lurdes Severo Lins – MT
71. Mara Santina Maciel de Oliveira – GPEA/UFMT – MT
72. Marcelo Gules Borges – UFSC – SC
73. Márcia Luzia Cardoso Neves – Centro de Desenvolvimento Sustentável e Agroecologia Sapucaia – BA
74. Márcia Valle – MG
75. Marcio Andre Facin – Defesa Civil – RS
76. Marcus Machado Gomes – REASO – RJ
77. Maria Carolina Portes – RJ
78. Maria de Lourdes Cardoso Soares Cantarelli – Aposentada Ibama – GO
79. Maria do P Socorro de Oliveira Rabbett – EEEFM Regina Coeli Souza Silva – PA
80. Maria Henriqueta Andrade Raymundo – SP
81. Maria Izabel Azevedo Marques Birolli – PUC – SP
82. Maria José Carneiro – UFRJ – Rio de Janeiro
83. Maria Rita Avanzi – UNB/RUPEA – DF
84. Marina Silveira – SP
85. Marina Silveira – SP
86. Mario Sergio Cunha Alencastro – UNINTER – PA
87. Martha Tristão – UFES – ES
88. Matilde Pereira Gonçalves – Educadora – BA
89. Mayara Amaral dos Santos – REJUMA – SP
90. Michèle Sato – UFMT – MT
91. Michele Tidisco Padovani – UFV – MG
92. Michelle Jaber – REMTEA – MT
93. Mônica Pilz Borba – Instituto 5 Elementos
94. Neidis Matos Pereira – REABJ – RJ
95. Neusa Veronesi – Associação Mamberti de Cultura – SP
96. Norma Aparecida de Oliveira – MT
97. Nylce Jucá – REASO – RJ
98. Patricia Ferraz da Cruz – COEPi/Rede dos POntos de Cultura/REIA-GO
99. Pedro Roberto Jacobi – USP – SP
100. Rachel Zacarias – UFJF/ GEA – MG
101. Raissa Dias Theberge – UFRJ – RJ
102. Raquel Eufrázio de Santana – UFRPE – PE
103. Rejane Teresinha Dahmer Gomes – Coletivo Educador de Quatro Pontes – PR
104. Renata Rozendo Maranhão – MMA – DF
105. Ricardo Novaes – SP
106. Rita de Cássia Gnutzmann Veiga FURG – RS
107. Roberta Carteiro Pedroso – REPEA – SP
108. Romário Augusto Morais Santos de Souza – CIEA – MT
109. Ronaldo Costa – MMA – DF
110. Ronaldo Senra – IFMT/RMTEA – MT
111. Saguio Moreira Santos – CTA – MT
112. Samia Nascimento – LAPPES – USP
113. Sandra Lilian Silveira Grohe – RS
114. Sara Barroso – Associação dos Amigos do Coqueiro do Alagamar – CE
115. Shaula Maíra Vicentini de Sampaio – UFF – RJ
116. Silvani Mira – GEEMA – RJ
117. Silvano Carmo de Souza – IFMT – MT
118. Sílvia Letícia Silva da Silva – UFPEL – RS
119. Sinvaline Pinheiro – Memorial Serra da Mesa – GO
120. Suíse Monteiro Leon Bordest – UFMT/REMTEA – MT
121. Suzana de Santana Martins – CJ – GO
122. Tadeu Ribeiro da Costa – GO
123. Talita de Cássia Francisco – UFV – MG
124. Thais Alves – UFRJ/Projeto Muda Maré – RJ
125. Valeria Freixedas – SP
126. Valéria Ghisloti Iared – UFSCAR/APASC – SP
127. Valéria Guimarães – PMJF – MG
128. Vitor Hugo Cantarelli – IBAMA – GO
129. Wadson Xavier de Souza – MG
130. Wagner Terra Silveira – SEMA – RS
131. Wanderley Silveira Junior – IFET Sudeste – MG
132. Wisline Alves Araújo – GO
133. Zanna Matos – SEMA – BA

A culpa é da (in) Justiça

Eu venho afirmando categoricamente, há anos, que o grande problema do Brasil é a “Justiça” – entre aspas, porque o que mais vemos por aí é injustiça praticada pelo próprio Estado.

É a injustiça e a falta de justiça a principal gênese (considerando múltiplas origens) dos problemas deste país.

Uma sociedade como a nossa deve ser, ainda, até certo ponto e após certo ponto, punitiva. Mas a punição não como um modelo de vingança, no estilo boçal dos que vociferam “bandido bom é bandido morto” e os justiçamentos com as próprias mãos, paus e pedras.

Mas sim punição no sentido de fazer alguém pagar pelo seu erro perante a sociedade, ensiná-lo a não fazer e desestimular outros a fazerem o mesmo.

Fico a imaginar se cada político, empresário ou qualquer corrupto e corruptor fosse correta e justamente julgado, correta e justamente condenado, correta e justamente punido. Se fossem de fato para prisão. Se aquilo que ele tenha retirado da sociedade fosse justamente devolvido, na medida do possível [como bloqueio e apreensão de bens].

Mas não.

O que se vê é uma enxurrada de sentenças injustas e até mesmo esdrúxulas. O que se vê é um monte de corruptos sendo agraciados com as letras da Lei no que ela é branda, e um monte de pé-rapado faminto sendo escorraçado com as mesmas letras da Lei, no que ela é cruel.

E tudo isso com detalhes sórdidos: com justificativas inimagináveis saindo da cabeça de homens  e mulheres que são nomeados pela sociedade para zelar pela justiça e igualdade.

E o que acontece, então? O que se vê é a repetição de crimes e falcatruas e bandidagens e corrupções com a certeza da impunidade.

Os que têm muito, têm a certeza de pagar pela sua impunidade. Os que têm pouco, se sentem no direito e, se é para fazer pequeno e “se ferrar”, que diferença faz fazer enorme?

Pense: com tantos exemplos de gente que rouba pão para matar a fome de um filho sendo preso sem direito a clemência, por que não, então, fazer logo “um serviço” dos grandes e ter a possibilidade de “ganhar” milhões? Se é pra se ferrar, por que se ferrar por um pote de manteiga?

Pode-se dar inúmeros exemplos que estão espalhados pela internet. Mas vejamos apenas alguns:

Por que será que os que praticam crimes contra mulheres não se sentem inibidos?

E sobre quem rouba, assalta, furta… quem é realmente culpado e deve ser condenado? A resposta desta pergunta é “depende”. É famoso? Tem dinheiro?

Vejamos:

E quem bate este injusto martelo? Pessoas comuns, NÃO-DEUSES, mas que se sentem deuses e no direito de fazer o que querem, até mesmo ir contra as leis que eles mesmos têm que aplicar aos outros, tendo a complacência perniciosa de seus pares!

Exemplos:

Repito: a culpa é da Justiça.

Preciso dizer mais alguma coisa?

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira
Justo

 

 

Concurso para religioso da marinha???

São tantas situações absurdas no Brasil dos Absurdos que às vezes dá preguiça até de escrever. O pior de tudo são as coisas passarem como “normais”. Ora, isso “é normal”, “sempre aconteceu”, “sempre foi assim”.

E, desta forma, descriticamente, vamos postergando por centenas de anos situações dignas de uma comédia pastelão. Mas, pior ainda, achando que somos um país sério.

A Constituição Brasileira, esta moça tantas vezes violentada, é categórica, em seu art. 19:

Art. 19. É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:

I – estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público;

Mas, eis que, ao ver a divulgação de um concurso para a marinha, esta Casa da Mãe Joana bancada com nossos impostos, vejo que tem uma série de vagas para os cargos de… CAPELÃO!!!

Considerando que capelão significa:

Sacerdote que tem a seu cargo o serviço religioso de uma capela.
Sacerdote que dá assistência religiosa a uma instituição civil ou militar. (fonte)

Alguém pode me explicar, com argumentos convincentes, COMO e POR QUE as forças armadas CasadaMãeJoana têm em seus quadros o cargo institucionalizado, concursado, de capelão???

MARINHA 3 — A Diretoria de Ensino da Marinha (DEnsM) lançou edital com a oferta de seis vagas para o quadro de capelães navais, sendo quatro para sacerdote da Igreja Católica, uma para pastor da Igreja Batista e um para pastor da Assembleia de Deus. O candidato deve ser brasileiro nato, de ambos os sexos (quando a religião permitir) e possuir mais de 30 anos e menos de 41 anos de idade. Os interessados podem se inscrever até o dia 15. A inscrição pode ser feita no site da Diretoria de Ensino da Marinha ou em um dos postos de inscrição, relacionados no edital. Será cobrada taxa de R$ 45. Aqueles que forem classificados em todas as etapas do processo passarão por um Curso de Formação de Oficiais (CFO), com duração de 39 semanas, no Centro de Instrução Almirante Wandenkolk (CIAW), localizado na Ilha das Enxadas, no Rio de Janeiro. Após aprovação no curso de formação, no final de 2015, os militares do Quadro de Capelães Navais serão nomeados Oficiais da Marinha do Brasil no posto de primeiro-tenente e passarão a receber remuneração de cerca de R$ 8.800, além de diversos benefícios, tais como alimentação, alojamento, auxílio-fardamento e assistência médico-odontológica. A data da prova ainda será definida. (FONTE)

Salário de mais de 8 mil reais – iniciais! – para fazer o quê? Para rasgar a Constituição, levando para dentro da administração PÚBLICA, paga com dinheiro público, de impostos de TODOS os cidadãos, um caráter religioso.

É muita coisa pra minha cabeça, eu não consigo. Vejamos.

1 – A Constituição é clara e o Brasil, apesar de ser um país extremamente religioso, é LAICO, ou seja, SEM RELIGIÃO;

2 – A Constituição afirma que é proibido à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los […] ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança […].

3 – Mesmo assim, as forças armadas CasadaMãeJoana têm em seus quadros, com vultosos salários pagos com dinheiro público, religiosos para… religiar!

4 – O Brasil, em termos de religião, tenho a opinião de que é o país mais democrático do mundo (com exceção do bando de idiotas que começaram a quebrar santos e Centros por aí). Um país de imensa diversidade religiosa – quantas são? Mais de 50?

5 – Mas só há capelães evangélicos e católicos!!! E as outras? [Perceba que o concurso supra citado é para três capelães: uma católico, um pastor da igreja batista e um pastor da assembleia de Deus].

6 – Porém, no mesmíssimo artigo 19 da Constituição MoçaViolentada nós temos o seguinte:

Art. 19. É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:

III – criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si.

Agora, se a própria forças armadas CasadaMãeJoana de um país rasga descaradamente a Constituição da mesma – e, convenhamos, sempre o fez, vide a ditadura e este cargo que não é novo – pergunto-vos:

Este país pode dar certo?

(     ) S
(     ) N
(     ) só se começar tudo de novo

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira
Espírita