Você não pode ser minha professora!

“Você não pode ser minha professora!”

Vídeo extremamente inquietante, tanto pela produção quanto pela mensagem.

Para mim, mais do que real.

Para mim, extremamente importante no debate sobre qual escola queremos.

Extremamente importante no debate sobre para quê estamos educando e como estamos educando.

Reflita:

Só pra não deixar de alfinetar: nesta época, com estes questionamentos, a prefeitura do Rio de Janeiro acha maravilhoso gastar milhões com apostilas ridículas cheia de erros…

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira
Sim, eu posso.

ps.: Só para não deixar em branco. Eu até diria que pode ter um sexismo implícito no título do vídeo, quando ele se refere à “minha professora”, pois que sempre que se fala genericamente utiliza-se o masculino e, neste caso, em que está se falando com alguém que seria desconhecedor da internet e “atrasado”, fala-se no feminino. Porém, por outro lado, acho que pode ser pela idade da criança, pois nesta faixa etária quase a totalidade dos professores são, de fato, mulheres. Mas vale para todos, diga-se de passagem.

8 comentários sobre “Você não pode ser minha professora!

  1. Acabei de assistir, Declev.
    Ando com as emoções a flor da pele e até chorei!…rsrs.
    Mas, falando sério agora, achei verdadeira a mensagem do vídeo. O texto, provavelmente, foi decorado pela criança, mas isso é o de menos. O conteúdo do que é dito é que achei importante. E concordo. É exaustivo, em tempos de internet, onde recebemos notícias de todos os cantos do mundo em tempo real, muitas vezes dentro de nossas próprias casas, a escola ainda insistir em funcionar apenas (ou principalmente) com as velhas aulas de “cuspe e giz”. É desestimulante pra professores e alunos. Ainda mais se levarmos em conta que o tempo de concentração da criança é bem menor do que o nosso, exige atividades mais criativas e dinâmicas, inclusive corporais, e, no caso do adolescente, exige aulas instigantes, provocativas, que despertem seu interesse para como é esse mundo no qual terá que ser um adulto, isto é, um tipo de aula onde se oferece espaço para debater, questionar, criticar, se descobrir, descobrir o outro (seja esse outro o colega, a escola, o professor, o pai, a mãe, o amigo, a sociedade…)… A questão ambiental, a sustentabilidade, as questões sociais, enfim, todos esses conteúdos (e uns tantos outros) são muito mais importantes do que os velhos e repetitivos conteúdos que os alunos vão apenas decorar e, depois, esquecer. Valeu pela dia do vídeo!
    Ah! E quanto ao título do vídeo usar “professora” e não “professor”, acredito que seja realmente porque a maioria esmagadora dos professores de crianças são mulheres. O que é uma pena, pois o aluno criança precisa, na verdade, das duas referências.
    Abração.

  2. Um vídeo bem medíocre e que confunde as coisas.
    O mundo não está na internet somente virtualização. O que o mundo tem para oferecer… ora.. sai da frente da tela e vá ler um livro debaixo de uma arvore com gramado em volta. Pare respire fundo e escute os insetos e pássaros…

    O mundo que ele tem para viver?
    kkkk… parece mais retórica mal feita. O mundo que ele vai viver depende da capacidade dele identificar o falso, o verdadeiro e o simulacro. Internet um simulacro.

    Besteirol feito por MUderninhos que não entenderam nada porque são “nativos digitais”. Aliás ‘esses’ só sabem ‘futucar”, ao invés de “usar as coisas”. Eles tem problemas de concentração…

  3. Não achei o vídeo medíocre não.
    O menino faz um trabalho de ator, o vídeo foi criado, dirigido, não pegou uma fala espontânea, mas mostrou um pouco do que se diz hoje em dia sobre como é e como poderia ser a escola hoje.
    Não concordo que internet é apenas um simulacro e que só se conhece o mundo saindo da frente da telinha. E podemos indicar e usar em aulas muito do que achamos na internet para os nossos alunos.
    Quanto a “O mundo que ele vai viver depende da capacidade dele identificar o falso, o verdadeiro e o simulacro”, Fernando Pinheiro, não acho que é tão simples assim, porque, muitas vezes, o “verdadeiro” e o “falso” são dois lados dentro de nós e podem ser vistos em qualquer manifestação humana. Esses não são conceitos absolutos, a meu ver, e sim, muitas vezes, relativos.
    Podemos estimular nossos alunos a saberem pesquisar na internet, podemos mostrar sites diferentes dos que eles costumam entrar, mas simplesmente negar a internet e achar que só se aprende com livros (que, aliás, também são encontrados na internet…), é negar o acesso a mil coisas que tantos de nós mesmos nunca teríamos, se não fosse a internet.
    Um abraço.

    • Tá, vou falar pros meus alunos do Caju (cemitério e porto, no Rio) e do Morro do Céu (lixeira de Niterói) para “ler um livro debaixo de uma arvore com gramado em volta”.

      Mas o vídeo traz, para mim, uma mensagem muito maior do que simplesmente a “internet”, usada como pano de fundo.

      O fato é que o mundo é outro – afinal, estamos dialogando aqui, neste espaço – e há professores que não saem do quadro e das fichas de anotações ou livro didático.

      Essa é a realidade que este vídeo mostra.

      Negar a se pensar isso é atraso.

      Abraços,

  4. Concordo totalmente com você, Declev.
    O mundo é outro e enquanto a escola resistir a isso, vai ficar cada dia mais enfadonha e acabar extinta…
    Bjs.

  5. Interessante o vídeo. Mais importante do que “certo” ou “errado” é causar essa provocação aos professores. Há muito já se fala que o professor não detém mais o conhecimento com exclusividade. O aluno com um smarthphone tem acesso a muito mais informações do que o professor poderia passar. O conteúdo por si só não depende mais só do professor. O papel dele deve ser de mostrar os caminhos, abrir portas, gerar raciocínio, estimular questões. Infelizmente muitos professores, principalmente os mais velhos, acham que a internet é uma enganação, um simulacro, algo que só serve para distrair. Esses ainda não entendem o mundo que vivemos. E vão ficar pra trás….
    Em tempo, no vídeo original não há “professor” ou “professora”, porque teacher pode ser masculino ou feminino. Quem escolheu professora foi o grupo que traduziu, mas que produziu não tinha essa intenção.

  6. Concordo totalmente com você, Vinicius.
    E quanto ao fato de ter sido escolha do tradutor usar “professora” ao invés de “professor”, é facilmente explicável pois, geralmente, os professores de crianças, nas escolas brasileiras, são mulheres realmente.
    Um abraço…

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