Carta da Praia Vermelha

Do VI Fórum Brasileiro de Educação Ambiental os educadores das Redes de Educação Ambiental ali reunidos elaboraram uma Carta de proposições políticas denominada Carta da Praia Vermelha.

Ela tem este nome em referência ao campus da Praia Vermelha, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde o evento foi realizado.

Esta Carta pretende ser um documento de referência para as novas ações.

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira

Carta da Praia Vermelha

O VI Fórum Brasileiro de Educação Ambiental, realizado no Campus da Praia Vermelha da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, entre os dias 22, 23, 24 e 25 e Julho de 2009, promovido pela Rede Brasileira de Educação Ambiental – REBEA – vem a público apresentar as deliberações da plenária:

Reconhecendo que os educadores ambientais em suas bases territoriais, coletivos e redes, mesmo em um cenário de desmonte das ações do Órgão Gestor da Política Nacional de Educação Ambiental ­PNEA, os ataques e retrocessos da legislação ambiental no país, se mantêm atentos e atuantes para a construção de processos e espaços educadores sustentáveis, exercício da cidadania ambiental e a defesa da Vida;

Reconhecendo que a REBEA se percebe plural, tendo avançado na afirmação de sua complexidade e da necessidade de fortalecer sua identidade e aprimorar suas instâncias de organização no sentido de seu fortalecimento;
Reconhecendo que a ação de cada educador e coletivo deve ser favorecida pela vivência de valores solidários no âmbito das redes, coletivos e outras formas de organização social;

Reconhecendo, portanto, que a REBEA se mobilizou, de forma participativa e conjuntamente com outros coletivos e redes, p
ara a Construção do VI Fórum Brasileiro de Educação Ambiental;
Nós, educadores e educadoras ambientais presentes no VI Fórum, consideramos:

1. A necessidade de enfrentamento da crise ambiental de caráter planetário, representada no momento pela vulnerabilidade a que estamos expostos pelos efeitos das mudanças climáticas;

2. Que todos os povos sofrem as consequências da crise ambiental, principalmente os povos que historicamente são excluídos, como as minorias nacionais, povos indígenas, entre outros;

3. A consciência da co-responsabilidade frente aos desafios que a crise ambiental coloca a todos nós;

4. O momento complexo que vive a educação ambiental brasileira com reflexos em todos os seus espaços;

5. O individualismo e a competição como valores que regem as relações atuais na sociedade de consumo e no mercado de trabalho;

6. A fragilização das competências e ações do Órgão Gestor da PNEA;

7. A importância do conhecimento a respeito dos princípios da cultura de redes e a necessidade dos educadores em reconhecer-se enquanto pertencentes a uma rede de redes sociais;

8. A necessidade de promover o encontro e a conexão de todas as formas de coletivos que atuam em EA (Redes, Coletivos Jovens pelo Meio Ambiente, Coletivos Educadores, Salas Verdes, Centros

Rio de Janeiro, 25 de Julho de 2009.