Vídeos de meio ambiente para trabalhos em educação ambiental
Por Declev Dib-Ferreira em 01/09/2008 | (0) Comentário
Arquivado em Colaborações externas, Educação Ambiental, Vídeos
Olá gentes.
Recebi a lista abaixo por email.
É uma série de links para a vídeos educativos.
São vídeos do saite Mundo Sustentável, do André Trigueiro.
Estão lá, mas aqui tá na mão.
São as facilidades da internet. Caiu na rede, é peixe de todos os oceanos, né?
Divirtam-se…
Consórcios intermunicipais de Saúde
Bicicletas: opção de transporte no Brasil
Reciclagem da casca do côco verde
Como neutralizar emissões de CO2?
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Na contramão do mundo: a (in)justiça brasileira
Por Declev Dib-Ferreira em 23/08/2008 | (4) Comentários
Arquivado em Brasil - país dos absurdos, Política
Realmente, as coisas no Brasil são complicadas.Temos muitas e tantas coisas urgentes a serem realizadas, a serem consertadas… e o supremo (não, não é supremo de frango!) se preocupa com as algemas.
Preocupa-se com os coitadinhos que são algemados porque roubaram, mataram, corruptaram, sacanearam e fuderam com a sociedade.
Coitadinhos, podem ficar traumatizados!
O supremo de frango chegou a libertar um pedreiro condenado a 13 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado, pois ele alegou ter sido vítima de constrangimento ilegal ao ser julgado de algemas. Totadinho…
Realmente, eu não teria competência para assumior um cargo desses - não conseguiria sertão justo assim.
Ãhn? Os outros? Quem? Ah, os que eles roubaram, mataram, corruptaram, sacanearam e fuderam? Que se fodam!
Oras, eles não vão ficar traumatizados só porque foram roubados, mortos (aí é que não vão mesmo!), corruptados, sacaneados e fudidos, né?
O brasil é uma disgrama!
A gente torce pra que a justiça seja para todos, torce para que os grandes também sejam presos, torce para que a polícia funcione com os graúdos, torce, torce, torce…
Aí quando a polícia funciona – nem toda polícia e nem sempre, mas às vezes funciona – vem a (in)justiça e merda tudo.
Quando, em algo, começamos a ser iguais, vem a (in)justiça e nos coloca no nosso lugar, mostrando que todos são iguais, mas alguns são mais iguais que outros!
Coitadinhos dos maisiguaisqueagente que roubam, matam, corruptam, sacaneam e fodem todo mundo… ficam traumatizadinhos com algemas.
Mas eis que vem a (in)justiça salvá-los!
Sabem quens serviram de exemplos de constrangimento para a decisão do supremo de frango, além do coitadinho do pedreirio homicida triplamente qualificado constrangido?
Pasmem…
“Ao dar seu voto, o relator da ação no STF, ministro Marco Aurélio Mello, fez críticas indiretas à ação da Polícia Federal nas prisões do ex-presidente do Senado Jader Barbalho, do ex-prefeito paulistano Paulo Maluf e do ex-banqueiro Salvatore Cacciola. Sem citar o nome dos acusados, ele classificou o uso de algemas em Jader de “presepada”. [soltar o cacciola pra ele fugir não foi presepada?!?]
Autor de críticas duras ao uso de algemas na prisão do banqueiro Daniel Dantas na Operação Satiagraha da Polícia Federal (PF), o presidente da Corte, Gilmar Mendes, disse que as novas regras valerão para presos ricos e pobres [rá rá rá].” Fonte
…
Isso é o que eu chamo de corporativismo!
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III Conferência Infanto-Juvenil sobre Meio Ambiente
Por Declev Dib-Ferreira em 21/08/2008 | (2) Comentários
Arquivado em Colaborações externas, Dicas, Educação Ambiental
A Conferência Nacional Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente (CNIJMA), uma parceria entre os Ministérios da Educação e do Meio Ambiente, realizará sua terceira edição este ano.
É um momento em que todas as escolas de Ensino Fundamental do Brasil podem participar do processo de construção coletiva de responsabilidades e ações que contribuam para transformações da qualidade de vida local e planetária.
A CNJIMA é uma campanha pedagógica de mobilização e engajamento dos adolescentes e da comunidade escolar, trazendo a dimensão política do meio ambiente para os debates dentro das escolas.
O tema Mudanças Ambientais Globais será trabalhado em três momentos de encontros e debates : Conferência na Escola, Conferência Estadual (opcional) e Conferência Nacional. Os resultados das conferências nas escolas e nos estados serão debatidos por delegados e delegadas, estudantes entre 11 e 14 anos, que foram eleitos por seus pares para representá-los em Brasília, em abril de 2009.
Além dos espaços presenciais, a CNIJMA conta com dois endereços na Internet:
- o site oficial, com o material didático produzido para o estudo dos temas, informações sobre o processo da Conferência e notícias – que pode ser acessado no endereço www.mec.gov.br/conferenciainfanto2008. O material didático foi também encaminhado em versão impressa para todas as escolas do segundo ciclo do Ensino Fundamental do país.
- a Comunidade Vamos Cuidar do Brasil!, espaço de interação, de reflexão e de registro de todo o processo, desde a escola até Brasília. Hospedada no EducaRede – portal de educação mantido pela Fundação Telefonica e coordenado pelo Cenpec – pode ser acessada pelo endereço www.educarede.org.br.
Se tiver dúvidas para inscrever-se na Comunidade, assista o vídeo elaborado pelos NTEs do Rio Grande do Sul:
http://www.youtube.com/watch?v=ep-CLKBL3rI
Desta maneira, duas importantes questões presentes atualmente na Educação estão juntas: o Meio Ambiente e o Letramento Digital. É mais uma oportunidade de utilização das tecnologias digitais de maneira significativa.
Atenciosamente,
Equipe da III Conferência Nacional Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente
http://www.mec.gov.br/conferenciainfanto2008
conferenciainfanto@mec.gov.br
(61) 2104-6142/ 6166
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Livros gratuitos para baixar
Por Declev Dib-Ferreira em 10/08/2008 | (2) Comentários
Arquivado em Política, Utilidade Pública
Recebi por email a mensagem e achei interessante.
Pra quem interessar possa, copio do saite da Fundação Perseu Abramo e divulgo aqui.
Tem que se cadastrar - rápido e fácil, não doeu - pra baixar os livros.
Eis:
“A Editora Fundação Perseu Abramo completou 10 anos em 2007. De 1997 para cá, temos procurado produzir obras de qualidade nos campos político, histórico, teórico e jornalístico, como estabelecia nosso projeto inicial. Para marcar esta data, uma de nossas iniciativas é o lançamento da Biblioteca Digital da Fundação Perseu Abramo.
Por meio dela estamos disponibilizando no portal, gratuitamente e na íntegra, 43 livros do nosso catálogo. A idéia central dessa iniciativa é aumentar o alcance de nossas publicações e incentivar a circulação e o debate de idéias.
Dessa forma, colocamos à disposição de um número maior de pessoas os livros que editamos, o que pode, inclusive, levar um novo público a se interessar por essas obras. Leia mais sobre essa iniciativa.
A maior parte dos livros disponibilizados na Biblioteca Digital continua à venda no site e nas livrarias.
A maior parte das obras disponibilizadas na Biblioteca Digital permanece sob a licença de Copyright (©), com direitos reservados à Editora Fundação Perseu Abramo e a seus autores.”
Lista dos livros:
Armadilha da dívida, A – Valter Pomar e Reinaldo Gonçalves ©
Bolsa Família – Marco Aurélio Weiissheimer ©
Brasil desempregado, O – Jorge Mattoso ©
Brasil endividado, O – Valter Pomar e Reinaldo Gonçalves ©
Brasil privatizado, O – Aloysio Biondi
Brasil privatizado II, O – Aloysio Biondi
Celso Furtado e o Brasil – Maria da Conceição Tavares (org.) ©
Classes sociais em mudança e a luta pelo socialismo – Francisco de Oliveira, José Genoino e João Pedro Stedile ©
Comércio internacional e desenvolvimento – Kjeld Jakobsen ©
Democratização do Parlamento – Zilah Wendel Abramo e Mila Frati (orgs.) ©
Economia socialista – Paul Singer e João Machado ©
Esperança equilibrista, A – Juarez Guimarães ©
Fórum Social Mundial – José Correa Leite
Globalização e socialismo – Paul Singer, Maria da Conceição Tavares, Emir Sader e Eduardo Jorge ©
Governo e cidadania – Inês Magalhães, Luiz Barreto e Vicente Trevas (orgs.) ©
Governos estaduais: desafios e avanços – Jorge Bittra (org.) ©
Hip Hop: a periferia grita – Janaina Rocha, Patrícia Casseano e Mirella Domenich ©
Instituições políticas no socialismo – Tarso Genro, Edmilson Rodrigues e José Dirceu ©
Josué de Castro e o Brasil – Vários autores ©
Máfia das propinas, A – José Eduardo Cardozo ©
Mapa do trabalho informal – Paul Singer, Marcio Pochmann, Kjeld Jakobsen, Osmir Dombrowski e Renato Martins ©
Mário Pedrosa e o Brasil – José Castilho Marques Neto (org.) ©
Massacre na Lapa – Pedro Estevam da Rocha Pomar
Modo petista de ação parlamentar, O – Fernando Antonio Nacif, José Cavalli Júnior, Selma Rocha e Zilah Wendel Abramo ©
Mulher e política – Ângela Borba, Nalu Faria e Tatau Godinho (orgs.) ©
Negro e o socialismo, O – Octavio Ianni, Benedita da Silva, Gevanilda Gomes Santos e Luiz Alberto Silva Santos ©
Novos espaços democráticos – Tarso Genro, Antonio Gutiérrez Vegara, Francisco Miguel Fernández Marugán e Jaime Montalvo Correa ©
Olhar sobre o mundo, Um – Kjeld Jakobsen ©
Orçamento participativo e socialismo – Olívio Dutra e Maria Victoria Benevides ©
Patriotas e traidores – Mark Twain ©
Periscópio Internacional: Notícias do Mundo – Kjeld Jakobsen ©
Poder local e socialismo – Celso Daniel, Marina Silva, Miguel Rosseto © e Ladislau Dowbor
Previdência social no Brasil, A – Vários autores ©
Rememória – Ricardo de Azevedo e Flamarion Maués (orgs.) ©
Retrato do Brasil, Um – José Prata Araújo ©
Revolução tecnológica, internet e socialismo – Maria Rita Kehl, Bernardo Kucinski, Laymert Garcia dos Santos e Walter Pinheiro ©
Seca e poder – Celso Furtado ©
Segurança Alimentar – Marlene da Rocha (org.) ©
Sindicatos, cooperativas e socialismo – Fernando Haddad, Ricardo Antunes, Gilmar Mauro e Gilmar Carneiro ©
Socialismo e globalização financeira – Reinaldo Gonçalves, Ronald Rocha, Tania Bacelar e João Sayad ©
Socialismo no século XXI – Marco Aurélio Garcia, Juarez Guimarães e Valter Pomar ©
Software livre – Sérgio Amadeu da Silveira
Universidade sitiada – Luiz Carlos de Menezes ©
Versões e ficções – Vários autores ©
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Por que todo mundo quer um carro?
Por Declev Dib-Ferreira em 06/08/2008 | (1) Comentário
Arquivado em Brasil - país dos absurdos, Desabafo, Em viagem
Estive duas semanas fora viajando - ninguém é de ferro, né?!
Fui à Argentina e ao Uruguai. Buenos Aires, Bariloche, Mendoza, Montevidéo.
Confesso que num certo momento fiquei com vontade de voltar, de trabalhar, de fazer alguma coisa. Essa vontade de consertar o mundo que um dia deve passar.
Mas confesso também que dois dias depois essa doença já passou e já estou com vontade de sumir de novo!
Ô Brasilzinho de merda!
Sim, sim, eu sei que tem coisas boas. E de fato as temos! Realmente somos muito diferentes em certos aspectos. E é justamente isso que dá saudade e pinta de verde esperança a parede cinza do meu mau humor.
Mas às vezes é foda! E não das boas.
Principalmente quando eu tenho que ir de um lado para o outro no mesmo dia pegando várias conduções.
Acho que já deu pra perceber minha implicância com o sistema de tranporte público no Brasil - ao menos no Rio de Janeiro. E eu que não dirijo e provavelmente nunca o farei, sofro com ele.
Iniciei falando da minha viagem porque, ao entrar num ônibus em quase qualquer lugar do mundo - ao menos nos que eu ja fui - me dá vergonha do que temos aqui.
Em Buenos Aires os ônibus são, ao menos aparentemente, antigos. Mas confortáveis e com apenas um degrau só, e baixo. E, detalhe: nunca vi um motorista correndo desembestado nem deixando passageiros à deriva, enquanto passam por fora do ponto.
Quam anda de ônibus sabe do que estou falando.
Hoje peguei nada menos do que 5 ônibus!
Ah vontade de fazer um boneco de Judas vestido de motorista de ônibus!!!
Ah vontade de ter duas Torres Gêmeas em forma de ônibus!!!
No primeiro do dia, vem um com ar condicionado que custa mais caro. Eu, como chato que sou, me recuso a pegar estes. Os normais custam 2 reais - o que já é um absurdo em Niterói - e estes custam 2,30. Uma diferença pequena, mas acho um absurdo. No calor o ar condicionado é um forno e no frio gela. E não quero pagar mais por isso. Esperei o outro.
Depois, voltando do Rio pra Niterói, peguei um “frescão”. Vim meio deitado, meio dormindo. Uma beleza. Mas era hora do rãsh. Isso teve duas consequências: a passagem, neste horário, passa de 3,90 para 5,30. Sim, mes camarades, a passagem aumenta às 5 horas! Eles dizem que o outro horário é “promoção” e no horário de maior movimento ela volta pro preço normal. Bom, todo mundo na prisão diz que é inocente, né? Todo mundo pode dizer um monte de asneiras. Ah, e a outra consequência é que fiz em duas horas o trajeto que levaria meia.
Chegando em casa fui com minha esposa levar minha sogra à rodoviária.
Lá fui eu novamente pro ponto. Ao entrarmos no ônibus, eu primeiro carregando uma mala, minha esposa depois com outra e minha sogra por último. Mal ela subiu o primeiro andar - lembremos que no Brasil são três andares enormes - o motorista arranca com o ônibus com a porta aberta. Quase que ela cai.
Você poderiam dizer “que azar que ela não caiu”, né? Mas eu não diria isso, ela é gente boa…
Na volta, 9 horas da noite, rodoviária do Rio de Janeiro - um local sujo, escuro e fedorento, pra quem não conhece - pra acabar com o dia e me dar vontade de quebrar tudo… estamos no ponto, o fidaputa do motorista que que faz? que que faz? que que faz? ACERTOU! passou por fora!
Coisa que, repito, nunca vi em lugar nenhum do mundo que eu ja tenha conhecido!
Ah, mães sacanas que parem os motoristas de ônibus!!! Que mal fizemos pra que os colocastes no mundo?
Fomos andando para o outro ponto, pra pegar a outra linha, pois esta que o fidapu passou por fora iria demorar muito.
Passa o primeiro… lotado.
Mas tudo bem, esta linha tem ônibus toda hora, um atrás do outro.
Meia hora.
Passa o segundo… lotado.
PUTAQUIPARIU.
Entramos nele mesmo.
Se levantasse o pé, não baixava. Mas chegamos em casa vivos, é o que importa, certo?
Mas dá pra entender porque todo mundo quer ter um carro por aqui - e porque tem tantas e tantas lojas de veículos espalhadas, tantos financiamentos, tantas publicidades…
Será que é coincidência?
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Violência policial e a bestialidade humana
Por Declev Dib-Ferreira em 17/07/2008 | (4) Comentários
Arquivado em Brasil - país dos absurdos, Política, Reflexões
Tenho um plano para diminuir a violência no Rio de Janeiro: proibir policiais de usarem armas!!
Não seria mais seguro?
Se um médico não sabe operar, não se dá o bisturi nas mãos dele;
Se um engenheiro não sabe calcular, não será pago para construir um prédio;
Se um advogado não sabe argumentar, não pegará um caso;
Se um professor não sabe ensinar, não devia estar em uma sala de aula;
Se um pintor não sabe pintar…
Etc.
Etc.
Etc.
Mas à polícia despreparada coloca-se uma arma na mão e diz-se: “vai caçar bandidos!”. Bandidos para eles é a sociedade inteira, com exceção, talvez, das respectivas mães.
Deviam soltá-los em Brasília, no Congresso e em outros prédios! (será que teria munição suficente?).
Então é isso. Coloca-se uns cassetetes nas mãos dos policiais e uns aparelhos de choques. Iria ter muita gente com roxo na pele e tremendo, mas menos gente sendo morta.
Ou pode-se dar também, pelo menos por uns dois anos, como treinamento, aquelas armas com bolinhas de tinta… aí poderíamos ver com mais clareza pra onde estão indo as balas.
Fiz este miniconto abaixo há uns bons anos. Pelo jeito, tudo continua como dantes.
(in)Segurança - Curto e grosso
- Ei cara, tô com medo!
- O que é isso amigo? Não precisa ter medo!
- Sei lá… essa rua tá tão deserta…
- Não tem perigo não, sempre tem polícia passando por aqui.
- Hiiiii…
- Tá devendo é?!?
- Eu não! Tô limpo, nunca roubei, nunca trafiquei, não sou colarinho branco, tenho casa, família e trabalho e ainda freqüento a igreja!
- Eu sei, eu sei, eu te conheço… e você sabe que também sou assim, por isso não devemos ter medo. Vamos?
E eles foram por aquela rua escura e deserta, temendo topar com algum assaltante ou animal do gênero.
- Olha lá! Eu não disse?! Vêm vindo dois policiais; não disse que era seguro?
- EI, VOCÊS AÍ; QUIETOS!!!
- …
“Encontrados dois corpos ontem de madrugada cobertos de balas. A polícia desconfia de tentativa de assalto ou guerra de traficantes ou queima de arquivo ou balas perdidas ou suicídio…”
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Não sei porque não há uma revolta no Brasil
Por Declev Dib-Ferreira em 10/07/2008 | (10) Comentários
Arquivado em Brasil - país dos absurdos, Desabafo, Política
O Brasil, na verdade, tem um histórico de revoltas: Inconfidência, Canudos, contra a ditadura…
Mas realmente fico estupefato com a falta de revolta que nos assola.
Não digo revolta pessoal, assim “tô revoltadinho!”. Desse jeito todos ficamos, inclusive eu.
Mas falo de uma quebradeira geral, panelaços (alô hermanos!), greves, porradas nos políticos!
Não citarei as dezenas de casos que quase me fazem vomitar, mas citarei apenas um: os 97 novos contratados no Senado a um salário de 10 mil reais.
Temos um gasto a mais de quase 12 milhões ao ano.
Uma merreca em termos de Brasil, certo?
Mas uma “merreca” pra 97 pessoas. 97 pessoas. Vira um desbunde.
Analisemos o caso da seguinte forma:
Considerando o valor de uma casa popular (60m2) em R$ 16.200,00, teríamos, pelo valor pago aos 97 mamaterios trabalhadores, 740 casas.
Se utilizarmos novas tecnologias, podemos reduzir o custo e teríamos, então, mais do que isso. Mas tudo bem, falemos em 700.
SETECENTAS casas para 700 famílias todos os anos. Em 10 anos, ao invés de enchermos os bolsos de 97 mamateiros trabalhadores, teríamos 7.000 famílias atendidas somente com este aumento de verba em cada gabinete.
Porém, cares brasileires idiotes como eu, pensem o seguinte:
“Cada senador recebe R$ 16,5 mil de salário, com direito aos décimos terceiro, quarto e quinto (esses dois últimos concedidos no início e no final de cada sessão legislativa). Além disso, têm direito a R$ 15 mil de verba indenizatória, R$ 3 mil de auxílio-moradia, R$ 4,2 mil de conta de telefone e correio, R$ 9,9 mil com passagens (em média, pois depende do estado de origem do parlamentar), gastos com combustível e um carro a disposição com motorista.” (Contas Abertas)
Dá um total de 140 milhões por ano e só trabalham 3 vezes por semana!
E isso tudo pra um bando de fidaputas que não atuam da maneira que deveriam para, de fato, melhorar esta merda de país!
VEJA tabela com o que roubam ganham estes ladrões imunes à Lei (Contas Abertas).Revoltante, não acham?
Mas o que fazemos?
Não basta votar, certo?
Realmente, me sinto paralisado.
Não sei como não há uma revolta generalizada no Brasil.
Não sei como estes sacripantas conseguem 4 passagens aéreas por mês para seus estados de origem e voltam vivos pra Brasília…
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Sobre binóculos e lupas
Por Declev Dib-Ferreira em 09/07/2008 | (5) Comentários
Arquivado em 06. Educação, Reflexões
Talvez tenhamos que nos ater mais aos detalhes, às pequenas coisas e, para isso, tenhamos que saber observar melhor.
Enxergamos o mundo com olhos de humanos, mas deveríamos observar com os instrumentos adequados às situações.
Determinadas vezes, olhar com binóculos, outras com lupas.
Ao enxergar uma turma com olhos de humanos vemos uma massa homogênea, um bando de gente. São bagunceiros; são quietos; são bons; são maus; são bons estudantes…
São?
Quem são?
Devemos, neste caso, estar sempre com o binóculo a postos, preparado para uso. Enxergar um aluno mais de perto, estando longe.
Quem é; onde vive; com quem mora; tem família; pai; mãe; irmãos; vive com os avós; padrasto; tem atividades externas; fez pré-escola; está namorando?…
E, ao mesmo tempo, devemos estar sempre com a lupa, para observar os alunos bem de perto, lá dentro, mas ao lado dele.
O que ele quer; quais suas aspirações; tem medo; tem coragem; o que gosta; o que tem facilidade; por que não aprende; o que quer para o futuro; por que faz o que faz; como se vê; por que se vê deste jeito?
Sem esses “aparelhos”, sem essas observações, não vemos o outro. Apenas vemos nós neles.
E, como são todos diferentes de nós, não os entendemos.
Se não os entendemos, não os atingimos, não os ajudamos e não os educamos.

