Seja de esquerda e feminista

Seja de esquerda e feminista

Sherazade nazista antifeminista recebeu tapa na cara do patrão, sílvio santos,  em rede nacional.


Soniha Francine, antiga corajosa que fez a curva pra direita, segundo seu agora ex-patrão, joão dória, “não tem força” e já levou várias chulapadas públicas.

Tá na hora das mulheres verem – as que ainda não viram – que o caminho a seguir é pela esquerda e de braços dados com o feminismo.
Ou façam como a primeira dama: seja submissa por opção.  Querer um lugar ao sol sendo mulher neste mundo machista de direita, não rola.

Manifestações contra a Reforma da Previdência – 15 de março de 2017

Hoje ocorreram manifestações contra a Reforma da Previdência. Eu fui.

Costumo dizer que, para arrumar uma gaveta, a melhor maneira é jogar tudo em cima da cama, fazendo ainda mais bagunça, e depois arrumar.

Parece que estamos, no Brasil, com a gaveta toda jogada em cima da cama, mas com um bando de imbecis fazendo ainda mais zona com as coisas.

É tanta imbecilidade, tanto ataques aos direitos, tanta corrupção generalizada, que eu poderia dizer que é o pior congresso de nossa história, a pior presidência, as piores pessoas que lá estão [tá, tem a época da ditadura].

Então, se uma reforma na previdência é necessária, essa não é uma “reforma”. É o FIM da previdência.

Comecei a dar aulas com 29 anos, na matrícula de Niterói. Depois, entrei na matrícula do Rio com 34 anos. Antes, havia trabalhado, mas sem carteira.

Com a aposentadoria “especial” do professor, tenho que contribuir 30 anos pra me aposentar. Ou seja, em Niterói, aposento-me com 58 anos e, no Rio, com 63.

Isso que dizer que só saio da sala de aula com 63 anos!! E, hoje, com 46, já estou exausto.

Agora, as mudanças que o presidente golpista quer enfiar em nossas goelas, irão

  • acabar com a aposentadoria especial dos professores;
  • acabar com a possibilidade de duas aposentadorias;
  • fazer com que tenhamos que trabalhar 49 ANOS para aposentar.

Com isso, eu, que estou há muitos anos recolhendo 11 % dos meus salários para me aposentar nas duas matrículas que tenho, terei estas consequências:

  • não poderei me aposentar (receber) nas duas matriculas;
  • só terminarei minha saga com 78 anos (em Niterói) e com 83 anos (no Rio).

Alguém acha que uma pessoa pode trabalhar 49 anos – até seus 80 anos! – dentro de uma sala de aula lotada de adolescentes? Quem é professor(a), você se vê com 80 anos dando aulas para o Ensino Fundamental??

Então, falando seriamente, não sei o que fazer se isso passar. Provavelmente, largo tudo e saio do país – sim, tenho opções.

Portanto, para além do que irá acontecer comigo mesmo, é dever de todo mundo lutar contra estes imbecis que estão no poder. Não se trata mais “somente” de corrupção (mas também) – trata-se do fim de direitos fundamentais que levamos décadas pra conquistar.

Manifestações contra a Reforma da Previdência

Então, eu estava lá, com um monte de amigos.

Vejam as fotos e, se você é daqueles que fica escrevendo no Facebook coisas do tipo “cadê o povo nas ruas?”; “brasileiro é muito bobo!”, mas não sai de seu sofá: cale-se!

Aqui no Rio, a concentração foi na Candelária e caminhamos até a Central do Brasil. Tudo perfeito, tranquilo, com várias famílias, filhos pequenos.

Manifestações contra a Reforma da Previdência

Manifestações contra a Reforma da Previdência

Nós ficamos lá no finalzinho da passeata e pude ver um paredão imenso de policiais fortemente armados. A manifestação andava uns cem metros, eles vinham em paredão atrás, como que “empurrando”.

Em determinado momento, já caída a noite, começamos a ouvir bombas e fomos embora. Passamos por eles – com medo – e seguimos rumo às barcas, pra voltar pra Niterói.

Amigos nossos que ficaram até mais tarde, viram grupos de policiais distribuindo bombas entre eles. Cada um vinha e pegava as suas, retirando da embalagem.

Eles não estão lá pra proteger, mas para fazer com que a manifestação não termine de forma pacífica. A intenção é assustar a gente, pra que a gente fique calado.

Manifestações contra a Reforma da Previdência

Mas, da próxima, estaremos lá de novo.

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira

Curso de Educação Ambiental no Rio de Janeiro – 2017

Atenção, povo! Quem está procurando um curso de Educação Ambiental, tem um muito bom aqui pra quem e do Rio de Janeiro, que eu indico.

Ele é coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e com tutoria ed Jacqueline Guerreiro, militante há muitos anos neste tema.

Mas tem que ser muito rápido, pois as inscrições são até 4a feira, dia 15 de março.

Pra fazer a inscrição, tem que:

  • Ser Educador Ambiental
  • Ser do Rio de Janeiro
  • Ter perfil para multiplicar o curso depois.

Enviar: nome, onde atua, município, email, telefone, 5 linhas de atuação em Educação Ambiental.

Para este email: jacguerreiro@gmail.com

curso de educação ambiental

Curso de Educação Ambiental à Distância

Tema:

Comissões Interinstitucionais Estaduais de Educação Ambiental – Conhecer, Fortalecer e Articular

Coordenação:

Ministério do Meio Ambiente

Parceria:

CIEAs estaduais (CIEA RJ – GIEA):

  • Secretaria Estadual do Ambiente,
  • Secretaria de Educação e
  • Rede de Educação Ambiental do Rio de Janeiro

Tutoria REARJ:

Jacqueline Guerreiro Aguiar

Objetivo:

Qualificar os gestores e membros das CIEAs, para que possam atuar nos espaços de discussões e decisão, visando a efetividade da Educação Ambiental como política pública e o fortalecimento da participação e controle social.

Público-alvo:

Membros das comissões estaduais interinstitucionais de educação ambiental e gestores públicos e convidados.

Carga horária:

60 horas

Possui tutoria:

Sim

Período de inscrição:

1ª quinzena de Março de 2017

Período de realização: 2ª semana de Março de 2017 até 15 de Junho de 2017

PROGRAMA – Curso de EA

Módulo 1:

Aspectos da Educação Ambiental Educação Ambiental e Participação Social Aspectos históricos da EA Concepções e abordagens da EA Política e Programas Nacionais de EA (Re) Conhecimento da CIEA

Módulo 2:

A CIEA e suas características Natureza e papel das CIEAs Estrutura e Funcionamento Capilaridade e Representatividade Articulações e Transversalidade Estratégia para a consolidação da CIEA

Módulo 3:

Gestão e Metodologias Participativas Planejamento Participativo Construção Metodológica Gestão Pública compartilhada Indicadores, Avaliação e Monitoramento Planejamento da CIEA

Módulo 4:

Interfaces da EA e incidência política da CIEA Interface com a Comunicação Interface com as Políticas Públicas Gestão Participativa e Controle Social para a incidência política da CIEA Proposta para o momento presencial Gratuito

Não gosto mais de ser professor

Não gosto mais de ser professor. Na verdade, nunca quis ser professor. Fiz Biologia porque gostava de bicho, mas de outros tipos (sim, seres humanos também são “animais”, tá?).

Mas estava desempregado e apareceu um concurso. Fi-lo e passei.

Foi assim.

Mas acabei gostando durante um bom tempo. Porém, nunca me encaixei com a escola tradicional, com mesas de alunos virados pra frente, onde tem um quadro – agora branco – e o professor verborragiando os conhecimentos que os alunos deveriam “aprender”.

Sempre tentei fazer coisas diferentes, transformar a escola, ao menos minha sala de aula. Assim, sempre busquei projetos, aulas diferentes, misturar artes com as ciências, fazer trabalhos em grupos, etc.

Por que não gosto mais de ser professor?

Mas professor parece que nasceu pra levar na cabeça. Professor é o eterno prego com a cabeça de fora da madeira: sempre o que leva a martelada.

Levamos martelada dos alunos, dos responsáveis dos alunos, da coordenação, da supervisão, da direção, da secretaria de educação, dos vereadores, dos prefeitos. Só nós que levamos as marteladas, como se o problema de toda a construção fossem os pregos com cabeça de fora, mas não a qualidade dos materiais ou o projeto do engenheiro.

Aí, depois de quase duas décadas – aliás, antes disso – eu já levei tanto na cabeça que fui desaprendendo de gostar, ou aprendendo a desgostar de dar aulas, a ponto de, hoje, ser para mim um suplício.

É bom frisar que é um suplício que passo como que um carma, fazendo sim o meu trabalho. Entro em sala, faço meu melhor, tento ainda coisas diferentes, trabalho em salas diferenciadas, etc.

Mas sem as esperanças do passado, as vontades de fazer algo diferente, a gana de enfrentar o sistema. Perdi pro sistema.

E não pensem vocês que o “sistema” é composto somente por políticos, secretários, ou pessoas “de fora” da educação. Não. Do sistema fazem parte também professores. Talvez em sua maior parte. Afinal, as(os) diretoras(es) são “professores”. Sofrem da Síndrome do Alzheimer Docente, é verdade, mas um dia foram professores. Mas quando chegam ao “poder”, transformam-se em parte do sistema. Afinal, ‘o sonho do oprimido é virar opressor’.

Então, nestas menos de duas décadas como prego de cabeça de fora professor, eu já:

  • perdi abono por difícil acesso, tendo meu salário diminuído;
  • vi meu poder de compra no município do Rio de Janeiro despencar;
  • enfrento locais de risco que NINGUÉM mais entra, só professor e polícia;
  • deixei de ganhar 14º salário (sou contra, mas teria direito) por algumas faltas, como se os outros dias que eu fui trabalhar não tivesse contado para o sucesso relativo que a escola teve;
  • deixei de ganhar as férias por questões obscuras, devido a cálculos de Período Aquisitivo (PA) que saem das cabeças dos burocratas;
  • tive inúmeros materiais MEUS, de minha posse, que eu tinha levado para a escola para melhorar as minhas aulas, jogados NO LIXO por diretoras malucas;
  • fui chamado a conversar com diretora, diretora adjunta, secretárias, coordenadoras, etc., porque “reprovava muito”;
  • fui chamado a conversar porque não reprovava ninguém;
  • tive minha contribuição previdenciária aumentada em Niterói, mesmo a cidade não estando em crise nenhuma;
  • pedi ajuda à direção/coordenação para com alguns alunos e me foi negado;
  • fui convidado a mudar de escola algumas vezes (mas não fui);
  • tive que ouvir “mas você tem que ver o tipo de aula que você está dando”, ao pedir ajuda em uma turma que estava me tirando do sério – apesar de tudo diferente que fiz em minhas aulas;
  • tive um projeto de educação ambiental sumariamente negado pela direção, apesar dos bons e comprovados resultados;
  • fui xingado e ameaçado por alunos;
  • fui xingado e ameaçado por responsáveis;
  • levei diversas faltas em meu ponto que não tive;
  • tive negado aumento salarial, no município do Rio de Janeiro, pelo meu doutorado;
  • passei mal por conta de discussão com diretor;
  • por diversas vezes diretoras(es) – ou seja, “professoras(es)” – tentam aumentar minha carga horária na escola, utilizando artifícios como confundir “hora/aula” (base do trabalho docente) com hora corrida, como se trabalhássemos dentro de um escritório com ar condicionado como elas(es);
  • fui sumariamente censurado em minhas aulas, por querer conversar abertamente com os alunos sobre sexualidade;
  • fui chamado a conversar com diretoras grossas, que se acham a dona da escola, por trabalhos diferenciados com sala, como um filme que trata de questões sociais dos alunos;
  • sofro com o calor desumano dentro de algumas salas.

Tem muito mais coisas, acredite. Mas agora, nestes poucos minutos que escrevo, foi o que lembrei.

Então, tudo isso só faz com que, hoje, eu SOFRA o fato de ser professor.

Pra quem diz “ora, se não gosta, faz outra coisa”, só tenho a dizer: não é fácil abandonar duas matrículas públicas e todas as vantagens que isso me traz.

ser professorIrônico, não?

Não, não vou abandonar e deixar para o governo duas décadas de 11% de meu salário (agora, para o honestíssimo e probo prefeito de Niterói, 12,5%) e começar tudo do zero.

Não gosto mais, conseguiram me tirar o prazer de ser professor – como sei que muitos colegas também – mas vou pagar meu carma até o fim.

E é por isso que escrevo tão pouco por aqui. Mas fazê-lo-ei mais vezes, como desabafo.

E um detalhe: este espaço está aberto a TODOS que quiserem. Quer aparecer por aqui? Envie seu texto pra gente.

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira

Mortes de policiais – o que podemos pensar a respeito

As mortes de policias está em todas as notícias ultimamente.

Nesta guerra o pessoal gosta de dizer que “escolhe” o policial ao bandido, ou seja, que prefere que o “bandido” morra ao policial.

Simplório. Eu, particularmente, não desejo a morte de ninguém. Desejo Justiça. E ela não é tão simples como a morte de pessoas às pencas.

Em primeiro lugar, policial não mata só “bandido”. Eles promovem verdadeiras chacinas nas favelas, onde qualquer jovem preto pobre é, para eles, um “bandido” em potencial e, por isso, pode ser morto.

Mas quantos inocentes também se vão nestes extermínios? A polícia do Brasil é a que MAIS MATA NO MUNDO. [Opa! Mais um recorde pro Brasil!!]

Mas a violência só aumenta, então a conta não fecha.

Os casos de policiais pegos forjando flagrantes são prova de que não matam somente bandidos. E não são poucos os que ficamos sabendo, imagina a quantidade de casos que não vemos.

Ora, e estes que “escolhem” o policial, desejando a morte de “bandidos”, falam como se policial não pudesse ser, ele próprio, um bandido.

Também não é o que percebemos pelas notícias. Com uma pequena pesquisa pode-se ter milhares de resultados de policiais, mas bandidos de farda e distintivo.

Você não viu o Tropa de Elite não? Deveria ver.

Mas é claro que não se pode generalizar, não é? Eu mesmo não generalizo e não posso dizer que são TODOS bandidos, mas a INSTITUIÇÃO polícia, especialmente a polícia militar, não é flor que se cheire.

Quantos policiais honestos que querem fazer um bom trabalho de fato conseguem?

Este é um debate que deve ser feito.

Mas, com certeza, quem só vê a questão como “policial é o bonzinho”, “bandido é o bandido” é o mesmo povo que generaliza dizendo que “político é tudo igual, é tudo corrupto”.

Ora, pode generalizar ou não?

Numa disputa política se ausenta, generaliza e coloca todos como “farinha do mesmo saco”, deixando de ver as idiossincrasias. Deixa de ver, por exemplo, que um determinado candidato, um deputado ou um partido NÃO TEM nenhum processo, nem uma acusação, etc., e que, portanto, NÃO SÃO todos iguais.

Sabe porque eles ‘se esquecem” destas diferenças? Porque, em geral, estes políticos honestos são justamente aqueles que são de outra ideologia da deles.

Sim, os políticos mais sujos, os mais corruptos são justamente os que pensam como eles: “prefiro o policial e bandido bom é bandido morto”.

Que sinuca de bico, hein?

Mas você consegue perceber que tudo está ligado?

É assim: a corrupção na polícia – sim, caro conservador, ela existe, e muito! – é o que faz com que as armas cheguem aos “bandidos”, que as droga cheguem nos morros, que as drogas sejam vendidas… Ou seja, é a corrupção policial que mantém a própria atividade ilegal dos”bandidos”.

E quando entram em confronto, são as armas que lá chegam pela própria polícia (ou facilitado pela polícia) que matam a própria polícia.

Já parou pra pensar nisso?

E o Estado Policial assassino e violento é o que faz com que a violência chegue aos extremos como estamos neste momento.

Se a polícia só sabe trabalhar com a perspectiva da morte, da chacina e do extermínio da população jovem negra e pobre, é só isso o que eles podem receber de volta.

O logo das polícias de elite chega a ser uma caveira com facas enfiadas no crânio. As músicas são exaltando a morte dos outros.

Já viu o filme Tropa de Elite? Deveria rever.

E queriam receber o quê? Flores?

Espero que você não termine de ler este textão e entenda tão somente “Declev quer que policiais morram!”. Como eu disse, não desejo a morte de ninguém. Mas precisamos rever o conceito de combater violência com violência e a dualidade “mocinhos x bandidos”.

Ambas são premissas falsas.

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira

Lançamento do livro “Lembranças do Vazio”

Capa livro

A obra captura a vida de dois irmãos, tornando-a imortal nas páginas de um romance singular. Uma leitura que nos faz refletir sobre o mundo e sobre nossos próprios atos.

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Sobre o livro

O que fazer quando nos deparamos com perdas irreparáveis ao longo da vida? Encarar os vários estágios de superação ou se entregar à dor, à sensação de vazio que insiste em preencher os dias?

Os irmãos Leônidas e Oscar, que cruzam as páginas deste romance, atravessaram inúmeros momentos como esses, em que o forte laço que os unia consolidou-se no alicerce que os mantinha de pé, mesmo quando seus caminhos se distanciavam.

Não se trata, contudo, de uma história de tristezas. “Lembranças do Vazio” é, acima de tudo, uma obra feita de memórias e trajetórias individuais, por onde desfilam amores, dúvidas, conflitos, experiências que acabam por unir pessoas para além dos laços de sangue.

Luiz Eduardo Farias tece sua narrativa com sensibilidade e bom humor. Leônidas se torna alguém familiar ao leitor, que percorre as aventuras e desventuras do protagonista em sua longa caminhada na construção de si como ser humano. Uma história que é, afinal de contas, um pouco a história de cada um de nós.

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Sobre o autor

Apaixonado por livros, cachorros e pelo Botafogo, Luiz Eduardo Farias é historiador e professor, lecionando no Colégio Municipal Delce Horta (Fevre) e no Colégio Estadual Baldomero Barbará. Natural de São Gonçalo (RJ), atualmente mora em Volta Redonda (RJ). Escreve crônicas e desabafos ligados a sua  profissão há alguns anos. Lembranças do Vazio é seu primeiro romance.

https://www.youtube.com/watch?v=-OAIO1iyDVQ

Onde comprar?

No Mercado Livre

No site do autor

Quero agradecer ao Declev pela oportunidade de divulgar meu livro aqui. Fico feliz de compartilhar esse momento tão marcante com todos vocês do Diário.

Bye bye Suzana Herculano-Houzel, neurocientista brasileira

Bye bye Suzana Herculano-Houzel. Saiu na Revista Piauí que a neurocientista está indo embora do país.

Eu entendo perfeitamente, antes mesmo de ter chegado à universidade. Parei antes. Desisti de tentar. Abandonei minha carreira de educador ambiental e biólogo, talvez no meio, talvez um pouco mais.

Por que Suzana Herculano-Houzel está indo embora?

Já falei por aí as razões, mas repito.

Eu não tenho mais nenhuma pretensão acadêmica. Diversos e pontuais acontecimentos me fizeram tomar um certo nojo pela academia.

Certa vez fiz um concurso para a UERJ. Eram três candidatos(as). Uma faltou à prova, ficamos só dois. A outra candidata foi mal na prova escrita e foi desclassificada. Eu passei com uma nota 8,5 e fui à prova de aula sozinho. 

Caiu no sorteio um tema que não era exatamente o meu de preferência, mas lá fui eu.

Fui desclassificado e reprovado – professor e palestrante há mais de 20 anos na área ambiental – na “prova de aula”; mesmo havendo somente eu de candidato para uma vaga; mesmo sabendo que estes concursos são difíceis de serem liberados pelo poder público; mesmo sabendo que a UERJ vive em crise e com falta de professores.

Como eu entendi? Ora, como o de sempre: não era “eu” que queriam naquela vaga. 

Na época eu fiquei chateado. 

Mas hoje, com o pezão como governador e vendo todas as notícias que vejo em relação ao governo estadual – falta de pagamentos, falta de repasses às instituições, etc. – , eu agradeço às professoras que me reprovaram numa prova de aula para a vaga de professor da UERJ, mesmo tendo somente eu como candidato.

Hoje, de salário, ganho mais como professor de ensino fundamental do município de Niterói indo trabalhar 3 manhãs do que ganharia se tivesse passado no concurso pra trabalhar 40 horas.

Muito obrigado, professoras!

Com a estrutura que as universidades têm, com as brigas internas, com as falcatruas que vemos acontecer todos os dias diantes de nossos olhos sem poder falar nada, é um difícil.

Grana, não tem, só pra quem sabe trabalhar por baixo dos panos e serpentear pela política.

Outro exemplo de minha vida: eu organizei, junto com outras pessoas, um fórum de educação ambiental a nível nacional, aqui no Rio de Janeiro, em 2009.

Vocês não imaginam a dificuldade de conseguir e ter acesso a um financiamento para desenvolver o evento. Tive que passar por momentos tão desagradáveis que caí em depressão. À época quase perdi meu doutorado.

Saí do fórum com dívidas – acreditem, com dívidas!

E as mesmas instituições que vemos gastando milhões – quiçá bilhões – em obras superfaturadas, obras que desabam, compras milionárias SEM LICITAÇÃO, ou não deram nem um centavo ou deram muito pouco ou, até mesmo, prometeram dinheiro e depois retiraram. Isso aconteceu: disseram que iam dar e depois tiraram o dinheiro. Inclusive o próprio ministério do meio ambiente, à época com o minc como ministro. Não esqueço desta rasteira.

Saí em depressão, endividado e quase perdendo o doutorado por conta de um desafio que aceitei fazer. Dentro da própria universidade onde ocorreu o evento há um dos mais conceituados grupos de pesquisas em educação ambiental; sabe o que fizeram? NADA. Sabe o que ajudaram? NADA.

Brigas políticas, dirão alguns. Mas é briga mesmo pelo EGO e por grana.

Enfim, meu ego não chega a tanto e meu interesse por dinheiro não me faz passar por cima de ninguém.

Suzana Herculano-Houzel

Então, bye bye, Suzana Herculano-Houzel

Desisti. E ela, a Suzana Herculano-Houzel, de certa forma, desiste também aqui do Brasil.

Ela tem os motivos dela, eu os meus… e os seus?

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira

Rio de Janeiro: A agonia de uma Escola Municipal

Por: Professora Jacqueline Guerreiro Aguiar

Sou professora da Escola Municipal Mal. Canrobert P. da Costa desde 1992.

A Escola é do Segundo Segmento (6º ao 9º ano) e se localiza no bairro do Anil, na Área de Planejamento 4 da Cidade do Rio de Janeiro. Dentre alguns indicadores da excelência de sua proposta podemos citar:

Educação Física

  • Participação relevante e vários prêmios em campeonatos: CRE, SME, Jogos Rotary, Jogos Militares…

Educação Física – Escola Inclusiva

  • Na 7ª CRE uma das 2 Escolas convidadas a participar do Programa de Capacitação de Professores, UNICEF

Ciências

  • Escola pioneira na discussão acerca do conceito de Segurança Alimentar e Soberania Alimentar, com as Feiras de Ciências na temática da Alimentação Saudável.

Ciências – Matemática – Artes

  • Por conta do trabalho desenvolvido pelos professores destas disciplinas, a Escola participou de Concurso com várias Escolas do Estado do RJ e foi a única a ganhar stand (gratuito) no I Encontro de Desenvolvimento Sustentável do RJ.

Informática Educativa

  • Escola da 7a CRE a ter no Banco de Capacitadores em Informática Educativa 3 professores;
  • Trabalho realizado pela Sala de Leitura exitoso foi convidado a fazer parte de programas da Multirio;
  • Projeto de Informática Educativa e História visto como exitoso e elogiado pela equipe do RioEduca;
  • Pela excelência do trabalho desenvolvido por alguns professores na Sala de Informática, foi a única escola do Município a ser convidada diretamente pelo MEC a participar do Encontro EDUTEC.

Geografia – História

  • Com projeto sobre o Canal do Anil visto como de excelência pela 7ª CRE, a escola foi convidada por esta a representar a CRE no Fórum 21 da AP4.

História

  • Com projeto na temática Ambiental nossa Escola foi a escolhida para fazer parte do Projeto Gigantes de Pedra durante a RIO+20.

Coordenação Pedagógica – História – Geografia – Ciências

Projeto de elaboração da Agenda 21 da Escola foi considerado exitoso e a única experiência efetiva de Agenda 21 Escolar nas escolas municipais do Rio de Janeiro , o que ocasionou a participação da Escola em programa do Globo Educação, na época da RIO+20.

História – Geografia – Ciências

Projeto na temática Ambiental e construção da Agenda 21 Escolar foi considerado exitoso pela Organização Internacional do Trabalho.

História

Projeto relativo à temática da Democracia e Meio Ambiente foi considerado exitoso pela UNESCO.

Sala de Leitura – Inglês

Ações que vêm possibilitando, mesmo sem a existência de professores de música, participação exitosa nos Festivais de Música da SME.

Historia – Geografia – Português

Ações contínuas, há anos, relacionadas ao resgate da memória histórica dos territórios da Escola e de seu entorno.

Matemática

Projeto de Jogos Educativos e Matemática foi referência em TCC e debatido em Universidades.

Educação Física

Projeto de Jogos Educativos considerado exitoso pela 7ª CRE , o que resultou em Projeto extracurricular.

Geografia

Projeto relacionado ao território de Jacarepaguá considerado exitoso pela 7ª CRE , o que resultou em Projeto extracurricular.

História

Projeto relacionado ao território foi considerado exitoso pela 7ª CRE, o que resultou em Projeto extracurricular.

Mas, mesmo com esta História, que compartilhamos um pouco, a 7ª CRE está levando à cabo um projeto que “finaliza” o Segundo Segmento até o início do ano que vem, transformando a Escola em Escola do Primeiro Segmento, sem que esta decisão tenha sido discutida com professores, responsáveis e comunidade.

Na região onde a Escola se localiza existe grande demanda de vagas e só existem duas escolas de Segundo Segmento e uma nova que está iniciando suas atividades (Ginásio Experimental), escola nova esta para onde estão sendo encaminhados vários dos alunos de 7º e 8º anos, fechando turmas e desorganizando a vida profissional de vários professores.

Os professores não temos clareza do que será de nossa vida funcional, para qual Escola seremos designados, numa atitude completamente desrespeitosa. O Ministério Público já sinalizou pelo fim da “Reestruturação” elaborada pela SME e, apesar da SME e 7ª CRE afirmarem o contrário, o que está ocorrendo com nossa Escola pode sim ser definido como uma “reestruturação”, o que fere a decisão do Ministério Público.

O SEPE já está ciente e invidando esforços no sentido de esclarecer esta situação.

[Este texto foi enviado ao Diário do Professor pela professora de História Jacqueline Guerreiro. Se você tem alguma história, denúncia, reclamação, projetos ou outros que queira divulgar, este espaço está aberto a você: nos envie!]

Corrupção do pt, Justiça e Inocentes úteis

Eu não sou petista, não mesmo. Gosto de alguns políticos aqui, outros dali, de partidos diversos, inclusive do pt, mas também de outros.

Mas sou crítico a todos também.

Por exemplo, aqui mesmo no mio virtual, no facebook, tenho vários amigos do pt e critico sempre o prefeito de Niterói, que é deste partido, mas, para mim, parece ser do pmdb – e isso não é um elogio, considerando-se o pmdb do Rio de Janeiro e a “amizade” que o prefeito mantém com os bandidos políticos deste partido.

Então, certa vez, criticando veementemente uma ação desta prefeitura, acho que na página do vice prefeito ou de um vereador da posição – como disse, tenho vários amigos petistas… – recebi uma resposta “padrão”, daquelas que a cegueira ideológica e governista faz as pessoas  fazerem. E esta cegueira governista acomete a todos os lados, não se enganem.

Voltando. Eu estava falando a reforma milionária feita na rua mais urbanizada e cara de Niterói, a Moreira César. Nesta rua, a mais cara e elitizada de Icaraí, no bairro mais caro e elitizado da cidade, só moram as pessoas com mais grana da cidade. E a rua JÁ É, como eu disse e repito pela terceira vez, a mais urbanizada e elitizada da cidade.

Mas a prefeitura – do pt, vejam que “ironia” – está fazendo uma “reurbanização” milionária nesta rua!

E, quando eu critiquei (no Facebook), dizendo que há bairros na cidade que mereciam uma urbanização – e não uma “reurbanização”, pois nunca tiveram nada – não têm asfalto, nem calçadas, nem nada – disseram o asseclas e o povo com cegueira governista: “um de cada vez”, “tem que começar com algum lugar”, “eles vão fazer ali, depois vão para os outros bairros”, blábláblá.

BULSHIT!

É sempre o mesmo discurso!

São mais de 500 anos trabalhando só a favor das elites e contra o povo! NUNCA vão chegar naqueles bairros. Se não forem AGORA, efetivamente, para aqueles bairros, nunca vão chegar lá!

NÃO EXISTE “um de cada vez” ou “aqui primeiro, depois lá”, se não se começar de baixo!

Primeiro, é para quem precisa, para as urgências, para quem não tem nada, para quem nunca recebeu nada.

Outro caso: combate à corrupção ou combate ao pt?

Então, neste caso do “combate à corrupção” envolvendo o pt (agora minha crítica se volta aos outros partidos), a justiça, a polícia brasileira e uma boa parte da população que podemos denominar pejorativamente de “coxinhas” parecem que só vêem corrupção no pt e nos petistas.

Os outros, de outros partidos (especialmente os de direita e oposição, como psdb, pmdb, pp, dem) dançam em cima da constituição, cagam em quaisquer princípios, roubam a olhos vistos e NADA acontece.

Eu poderia dar aqui dezenas de exemplos, mas acho que vocês já os conhecem.

Então, da mesma forma que o exemplo lá de cima, é muita inocência achar que vão “chegar em todo mundo” só porque estão correndo atrás dos petistas.

NÃO VÃO chegar aos outros SÓ porque estão indo contra um determinado partido. Estão indo contra os petistas porque é um jogo político SUJO. Há muitos interesses sujos neste meio.

Não fazem isso porque estão indo “contra a corrupção”, mas estão indo a favor de interesses deles. Se assim não o fosse, já teriam ido atrás de “todos”. Não precisariam “começar” pelo pt, pois não foi o pt que “começou”.

Ficar feliz porque “pelo menos estão processando e prendendo alguns, mesmo que de um só partido” é uma imensa idiotice, uma imensa burrice, uma imensa falta de honestidade.

E por quê? Ora, basta pensar um pouco: se, na verdade, é um jogo e perseguição políticas contra o partido que hoje está no poder, o que vai acontecer quando (e se) este partido, o único perseguido, sair do poder?

Isso, isso: a corrupção vai continuar correndo solta!

E não é isso o que queremos, certo? O que queremos é que a corrupção seja perseguida em TODOS os níveis, TODOS os partidos, em TODAS as datas, em TODAS as instituições.

E isso NÃO VAI acontecer só por conta da perseguição a um único partido.

Ou não é o que você quer? O que você quer é só ver políticos “do pt” presos?

Se é este o seu caso, você merece o país que temos, você é igual a ele.

Se não é este o seu caso, não seja um inocente útil, batendo panelinha e palminha nas janelas SÓ quando algo acontece a UM único partido.

Abraços,

Declev Reynier Dib-Ferreira
contra a corrupção per si

Por Declev Reynier Dib-Ferreira e colaboradores